Jornada de Sargos

Mais uma jornada das que gosto bastante, a pesca em pedras ilhadas, pela particularidade e pelo esforço físico que é preciso despender obrigando a que a forma física esteja apurada e o teste seja passado da melhor forma e em tranquilidade, já que estas jornadas são feitas com todas as condições de segurança respeitadas por mim, para evitar as surpresas desagradáveis, que mesmo assim poderão acontecer ao mínimo descuido.

O local é um de eleição pelas características fundamentais à pesca do sargo, pouco frequentado com condições similares ao que estava neste dia, mar com grandes "elevadias" derivadas da força das marés (marés vivas), tem bastante alimentação natural e que é bastante procurada por as espécies.

É um pesqueiro praticamente sempre frequentado pelos sargos, embora por vezes sejam frequentes a captura de douradas ou robalos, dado que o mesmo fica numa zona central de uma enseada rodeado por fundo de areia.

A estrutura da pedra é feita de fendas e gretas, com "lavadiços" onde o peixe frequentemente busca alimento quer na baixa como na preia-mar, embora esta ultima seja mais frequente a sua subida para se alimentar do marisco que fica a descoberto na baixa mar.

A zona central é bastante boa e funciona como entrada quer um mar próprio para que tenhamos condições para a pesca com a chumbadinha ou à bóia, o fundo desta entrada é um enorme lavadiço que entra mar adentro.

Os lavadiços ou entradas de água são propriamente locais que podem ser utilizados como pesqueiros e que é lá que o peixe se refugia na oxigenação de água, uma vez que, ou anda a caçar ou aproveita o volume do seu corpo em acção directa com o hidrodinamismo das movimentações da águagem para arrancar pequenos perceves ou mexilhões.

O mexilhão e perceves é sem duvida um dos alimentos base da dieta desta e de outras espécies e é em locais onde se encontram enormes "leiras" deste saboroso marisco que são frequentemente visitados por sargos, douradas e safia, os robalos vão lá mas é à procura de outras espécies como moluscos, crustáceos e outros pequenos peixes que vivem em simbiose com esta espécie de bivalves.

As capturas dão de facto bastante adrenalina pela luta diferente que se batem em pouca água e ás quais temos de estar verdadeiramente com alguma concentração não vão os bons exemplares pregar-nos uma partida a seguir à ferragem, já que a distancia de ferragem e a pedra vão apenas alguns centímetros.


8 comentários:

Rodrigo Zacarias disse...

Gosto desse "spot" mano.

Grandes fotos

Pedro batalha disse...

Boas Fernando
Gostei imenso da tua explicação, usamos os mesmos pesqueiros com alguma técnica diferente, o importante é saber aproveitar o que temos pela frente.
Esses pesqueiros são de se tirar o chapéu, muito bonitos e a forma como o mar entra a rasgar as rochas é daqueles momentos que qualquer um gosta de apreciar.
Obrigado e abraço

Sargus disse...

Boas Rodrigo.

Gostas dele sem o conheceres, imagina se já lá tivesses passado as horas que já lá passei ;)

Abraço.

Sargus disse...

Boas Pedro.

Os pesqueiros e as técnicas poderão e deverão ser transformadas consoante a nossa imaginação e gosto, para não falar na optimização das técnicas com as capturas, mas de resto vai tudo dar ao mesmo, pesca, gosto, paixão, adrenalina, bom tempo passado, etc.

Obrigado pelo comentário, grande abraço.

Rodrigo Zacarias disse...

Mas nesse eu já estive!!!!

Anónimo disse...

Belas fotos sem duvida :D

O Spot de iniciação do Zé Carlos com a dupla lazarro/encarnação eheheheh

E pronto aparece um post de sargos e ja ai vem mais 10 de robalos :D

Um abraço,
Miguel Coucello

Sargus disse...

"Mas nesse eu já estive!!!!"

Não Rodrigo, ainda não estiveste nesta de certeza absoluta ;)

Sargus disse...

"E pronto aparece um post de sargos e ja ai vem mais 10 de robalos"

;)

É quase isso Miguel, sargos já é tão corriqueiro que parece que se começa a fazer como nos Açores...

"Just joke"

Nunca vou perder o gosto e jamais vou deixar de pescar a esta espécie que tanto gosto e adrenalina me proporciona.

Abraço.