De manhã é que se começa o dia...

Motivados pelo exemplar capturado na noite anterior, ficou estipulado uma jornada para o proximo romper do dia com o Miguel, as 6 horas da manhã lá chegamos ao local, as condições estavam ideais, talvez um pouco de vento do quadrante sul que impedia que os lançamentos dos artificiais fossem mais longe, mas lá tentamos.

Mal chegamos ao local, ao primeiro lançamento ferrei este exemplar, eram 6.10 horas da manhã.

1,900 kg

Após alguns lançamentos, o que nos fez pensar que iríamos apanhar mais alguns exemplares, que não foi o caso, pelo menos até ao virar da maré. O Miguel ainda capturou uma bailha, mas não sentimos mais nenhum toque.

De lamentar a Saltiga que ancorou nas pedras e que lá ficou...
Variamos de local, um lançamento aqui, outro acolá, e nada mais sentimos.
Passada uma hora e meia, voltei ao local onde tinha capturado o exemplar no inicio da jornada e heis que ferro outro, peixe que se debateu bastante à superfície, mas que o mar me ajudou a coloca-lo em segurança em cima da pedra.

2,000 kg

O resultado do inicio da manhã, com alguma chuva e dois exemplares, um bom começo de dia, pois ás nove trabalho...

2 exemplares capturados uma vez mais
com a Saltiga

Fundo: Misto
Maré: Baixa-mar
Peso: 1,900 kg - 2,000 kg
Técnica: Spinning
Artificial: Daiwa Saltiga
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador
Carreto: Vega - Regal 40

Labrax - 4,770 kg

82 cm de luta

Apesar do tempo frio, e às horas a que o sol se põe nesta altura do ano (17 horas sensivelmente), o vício de lançar as artificiais bateu mais forte! Ainda no local de trabalho desafiei o Miguel, (que apesar do jogo do Glorioso) considerou e fez-me companhia em mais uma micro jornada.

Na viajem para o local escolhido, lá íamos comentado a hora antecipada do pôr-do-sol e na provável jornada em branco, quando chegamos ao local, perto das 17.30 verificamos que as condições eram bastante boas, o sol já tinha desaparecido, o mar estava a cair, com uma rebentação de ondas ideal para colocar as Saltigas de serviço.

4,770 kg a Saltiga voltou a
mostrar serviço

O vento era pouco e à medida que nos íamos aproximando do local a fé ia aumentando, já que das últimas duas jornadas naquele local com condições semelhantes tinham saído dois belos exemplares.

Os primeiros lançamentos para a zona de rebentação não surtiram efeito, então comentei com o Miguel que ia mudar de local, a visibilidade já não era boa mas mesmo assim fiz-me à água (pelo peito), cheguei à zona de "areada" e subi para cima de uma pedra, acho que ao fim do sexto/sétimo lançamento senti um ataque, a cana semí vergada e o carreto a soltar multifilamento dava-me a crer que era um bom exemplar. Após duas grandes investidas, lá comecei a trabalha-lo (tinha duas pedras à minha frente que me deixava pouca margem de manobra) já era noite cerrada, tive de sair de cima da pedra para a água e liguei a lente, foi quando vi o exemplar que se debatia ainda com varias investidas a meio metro de profundidade.

Pormenor

Tentei captura-lo, mas à primeira tentativa não consegui, e lá saíram mais três investidas, e apesar de já haver algum cansaço da parte do peixe e da minha parte, à segunda tentativa consegui segura-lo pelas guelras, bem o carreto deu um mergulho extra, mas valeu o esforço.

O Miguel observava à distancia em terra, sem se aperceber muito bem do que se estava a passar, mas quando cheguei perto dele viu claramente o tamanho do exemplar, curiosamente falhou o tamanho por 2 cm, pois disse que teria uns 80 cm e na realidade tinha 82 para 4,770 kg.

Ainda capturei mais um exemplar de umas 600/700 gramas que foi devolvido para tentar chegar ao peso do capturado.

Fundo: Areia
Maré: Baixa-mar
Peso: 4,770 kg
Técnica: Spinning
Artificial: Daiwa Saltiga
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador
Carreto: Vega - Regal 40

Bravos de Corrubedo - Jornada/Almoço/Convivio

Miguel, Zé Carlos, Margalho, Rodrigo e Fernando;
Lázaro, Ricardo, Vitor, Coucello e Ricardo

Após "tratado" telefónico os Ericeira Boys deslocaram-se ao Alentejo para mais uma jornada de pura e dura confraternização, quer na pesca como no prato.

Depois da habitual jornada deslocamos-nos para o Restaurante, onde estavam os restantes elementos que não foram à pesca, iniciamos com umas navalheiras, seguimos com uma caldeirada e terminamos com as postas de moreia frito.

Entretanto recordamos os bons tempos que passamos na Galiza - Corrubedo no inicio do ano, belos tempos, ao que parece tudo indica que no inicio do ano os Bravos irão atacar numa outra frente...

Todos os Bravos de Corrubedo estiveram presentes, e juntaram-se à festa o Luís Margalho e o Rodrigo Zacarias.Abraço e até à próxima é sempre um prazer ter-vos cá em baixo.

Foto: Carlos Lázaro

6º sentido

Onda de ouro

Praia do Almograve

Pedra dos Corvos

Rato-do-mar em acção

Acesso ao mar

Percebes em pleno defeso

Resíduo sólido marítimo

Domingo - 23

Um exemplar que já deu uma boa luta

Para finalizar a semana e depois de um dia ocupado na organização de uma prova de atletismo, cheguei a casa, ainda estive na indecisão de ir fazer uns lançamentos ou ir fazer um mergulho, pois a caça submarina tem estado um pouco de parte, e lá me decidi ir lançar as artificiais.
R.A.C.C. - Robalo, Artificial, Cana e Carreto

Eram 17 horas e pouco, o sol preparava-se para passar a linha do horizonte, a maré encontrava-se no baixa-mar inicio do enchente, o local escolhido estava um pouco abrigado do vento que poderia intervir no lançamento das artificiais, vesti as calças e o casaco do fato, para minimizar o frio, uma vez que decidi ir para cima de uns bancos de areia, a ondulação estava num ponto ideal, e que rebentava a uns 40 metros à minha frente.

Fui directo aos bancos de areia, o que me proporcionou uma optimização de lançamento, e dali conseguía perfeitamente colocar o artificial para lá da zona de rebentação.

A primeira captura deu-se já com o sol a desaparecer, um exemplar de 1/1,100 kg, com água pela cintura lá o recuperei e coloquei dentro do saco que trazia às costas. O segundo exemplar capturei-o já quase de noite, demorou bastante até o conseguir ter em segurança nas mãos, pois fui recuando até o conseguir colocar com pouca água em cima de um banco de areia, o problema era o "espraiar" das ondas, que quando o colocava lá vinha e lhe davam água suficiente para proporcionar mais umas duas ou três investidas, e lá o recuperei em segurança.

Fiz mais uns lançamentos e terminei às 18 e pouco.

Agora só daqui a umas duas semanas, se o vicio não apertar entretanto...

Fundo: Areia
Maré: Baixa-mar
Peso: 1 - 1,000kg; 1 - 2,500 kg
Técnica: Spinning
Artificial: Daiwa Saltiga
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador
Carreto: Vega - Regal 40

Sábado - 22

Esta jornada iniciou-se às quatro da manhã, bastante frio, maré no inicio da enchente, com boa oxigenação provocada pela ondulação, mas que levava a querer uma quebra de mar, o que se verificou duas horas depois.

O local escolhido já tem proporcionado algumas capturas, o que não se veio a verificar desta vez, foram duas horas e pouco sem um toque.

Com a quebra de mar, resolvi mudar de local já no inicio do romper do dia, e a escolha foi um local que se apresenta com bastantes movimentações de areia.

Um exemplar que saiu ao 3º
lançamento

Ao fim do terceiro lançamento heis que surge a primeira e única captura, um exemplar de 2,600 kg que me deu algum trabalho a capturar dado a altura onde me encontrava.

Uma vez mais a Saltiga a mostrar
serviço

Eram oito horas da manhã quando terminou a jornada, pois com a subida da maré e a queda de mar, a zona ficou com uma extrema visibilidade de água, como se diz na gíria da pesca, um vidro.

Fundo: Areia
Maré: Baixa-mar / Enchente
Peso: 2,600kg;
Técnica: Spinning
Artificial: Daiwa Saltiga
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador
Carreto: Vega - Regal 40

Sexta-Feira 21

Já passava das 17 horas quando se deu inicio a mais uns lançamentos, o local estava com bastantes condições, agua bastante oxigenada, ondulação de metro e pouco que produziam uma rebentação bastante boa dado o local ser de pouca profundidade e se encontrar no inicio da enchente.

1ª captura com a Saltiga SP

Até que o sol desaparecesse na linha do horizonte, não senti nenhum ataque, e resolvi variar de u artificial, a escolhida foi a Saltiga SP, uma vez que por vezes a "prima" não se portava à altura dada a ondulação, e assim surgiu o primeiro exemplar.

2ª captura com a Saltiga Lazer Sardine

Depois de alguns instantes resolvi retornar ao artificial que me tem proporcionado algumas capturas ultimamente, e o resultado foi imediato, pois saíram mais dois exemplares, o ultimo até me enganou, pois pensei de ter ferrado um exemplar XL, pois o mesmo ferrou-se na zona da barbatana caudal e proporcionou algumas boas investidas.

Total da jornada

O resultado foram três exemplares, no final da semana de trabalho, amanhã há mais...

Fundo: Pedra
Maré: Baixa-mar
Peso: 3 x 1/1,100 kg
Técnica: Spinning
Artificial: Daiwa Saltiga
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador
Carreto: Vega - Regal 40

Tormenta

Five to one - 5 Labrax para 1 Artificial

Dadas as condições, mar a cair, ondulação constante na ordem de 1 metro de altura, vento de leste, água bastante limpa e um frio acentuado, quando cheguei ao local verifiquei que existiam bastantes probabilidades de dar um peixinho, a água estava lusa e apresentava-se a meio vazante o que dava a querer que o mar iria começar a oxigenar em breve naquele "spot"...

E foi o que aconteceu, as capturas foram surgindo.


Maior exemplar do dia 2 kg

Relevante foi a luta que o exemplar de 2 kg me proporcionou, correndo para norte, para as zonas de pedra, já que foi ferrado numa zona limítrofe a uma parede de pouca profundidade de rocha, e que me multiplicou a dificuldade de recuperação, pois ao mínimo descuido poderia ter uma fractura no monofilamento, uma vez que existiam bastantes pedras submersas e a zona era bastante oxigenada e de pouca profundidade, onde apesar da pouca ondulação a corrente era significativa na escoa.

O iniciar de uma manhã

O resultado da jornada que se iniciou ás 6.00 da manhã e culminou às 8.00 horas também da manhã. Curiosamente o quarto exemplar ferrou-me de uma maneira bastante diferente (tipo achigã) dando saltos fora de água por quatro vezes consecutivas, um espectáculo digno de se presenciar, talvez tal factor se tenha devido ao pormenor de como esse exemplar foi ferrado ou da maneira agressiva como atacou o artificial, abocanhando mais de metade do artificial.

O exemplo de um bom ataque
com apetite voraz

De salientar uma embarcação que tinha um aparelho alvorado de aproximadamente 1.500 metros, que estava iscado com caranguejo, uma vez que ainda presenciei à vistoria do mesmo aparelho por parte dos armadores e conseguinte re-iscagem, ficando o mesmo no mesmo local que varia aquela zona até a praia a sul, numa zona que de maré vazia não era preciso muito para lá chegar com os artificiais.

Fundo: Pedra
Maré: Baixa-mar
Peso: 2,000kg; 4 x 1/1,100 kg
Técnica: Spinning
Artificial: Daiwa Saltiga
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador
Carreto: Vega - Regal 40


Risco de Extinção: Adeus Raias e Tubarões

Mais de um quarto de todos os Tubarões e Raias que nadam na zona noroeste do Atlântico, onde se situa o nosso país, está em risco de extinção. O alerta parte da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e tem por base a contribuição de cientistas de vários países, nomeadamente do Reino Unido, EUA e Portugal. Mas o risco global de extinção destes animais não excede os 18%. Se é muito superior nesta zona do Mundo é por causa da pesca excessiva, aponta a UICN.

Fonte: Correio da Manhã

Rumo ao farol no Dia do Mar

Farol do Cabo Sardão

Segundo uma iniciativa da Marinha, o Rumo ao farol no dia do Mar, é um convite que tem como base levar o público a uma visita entre as 10 horas e as 16.30, aos faróis de Montedor, Leça, Aveiro, Cabo Mondego, Penedo da Saudade (são Pedro de Moel), Cabo Espichel, Cabo Sardão, Alfanzina e Vila Real de Santo António.