Fiscalização no Cabo Sardão resulta em apreensão de 50 kg de perceves

Fiscalização no Cabo Sardão resulta na apreensão de 50 kg de percebes

Uma operação conjunta do ICNF e da GNR – Unidade de Controlo Costeiro, no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), permitiu detetar uma situação de apanha ilícita de percebe (Pollicipes pollicipes).

Cegonha-branca (Ciconia ciconia) e a nidificação nas falésias do PNSACV


A cegonha-branca (Ciconia ciconia) é uma das espécies de aves mais emblemáticas de Portugal, encontrando-se distribuída por grande parte do território nacional. Contudo, na costa do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), nomeadamente no concelho de Odemira, esta espécie apresenta um comportamento de nidificação particularmente singular.

Na zona do Cabo Sardão, as cegonhas-brancas constroem os seus grandes ninhos diretamente sobre as arribas e formações rochosas junto ao oceano, em locais aparentemente inacessíveis e expostos. Esta situação é considerada única a nível mundial, uma vez que a espécie, embora possa nidificar em diversos suportes, utiliza habitualmente árvores, edifícios, torres ou postes.

Spinning pela noite

A jornada de spinning começou ao cair da noite, já em plena escoridão, com o mar a apresentar boas condições em pesqueiro misto de pedra e areia, e na esperança de encontrar os predadores ativos e mais encostados a terra. Entre lançamentos sucessivos, diferentes zonas exploradas, fui procurando aquele ataque que faz valer todas as horas passadas junto à água, e até aquelas sem capturas.

As primeiras capturas começaram a aparecer, com algumas bailas a responderem aos artificiais e a dar os primeiros sinais de que o peixe estava presente. Mas a jornada ainda tinha mais para oferecer: entre mudanças de artificial, exploração mais afastado da pedra e/ou mais proximo, a persistência na tentativa de ferragem, chegaram também os tão procurados robalos.

Manhãs que ficam na memória


Ainda o sol mal tinha aquecido as pedras quando pai e filho chegaram ao seu pesqueiro escolhido. O mar estava mexido, com uma pequena a espuma criada pela ondulação a rebentar nas rochas, criando as condições ideais para mais uma manhã à procura dos sargos.

Prepararam as canas e os iscos: sardinha, para tentar os exemplares maiores, e camarão, para os sargos mais desconfiados. Com os olhos atentos à água, começaram os primeiros lançamentos, esperando pelo toque que todos os pescadores conhecem tão bem.

Entre sargos e marés, uma jornada de pesca

 
Ainda o dia mal tinha começado quando chegámos à linha de costa, um pesqueiro novo, preparados para mais uma jornada e aventura de pesca entre pai e filho. O mar apresentava-se com condições, alguma ondulação a bater na rocha e a criar aquele cenário perfeito para procurar os sargos junto às pedras.

Escolhemos um ponto mais abrigado, montámos o material e iniciamos a pesca, após uma breve engodagem, as montagens foram colocadas junto das zonas de espuma, e a espera não durou muito. Entre uma conversa e outra, começaram a surgir os primeiros toques e, pouco depois, chegaram as primeiras capturas de sargos. Cada peixe trazia consigo a emoção de mais uma luta naquele ambiente junto às rochas, onde só viamos mar à nossa frente, o que tornava a manhã ainda mais especial.

Mar falso, água mexida e sargos à espreita

 
A imagem traduz bem as condições encontradas no início desta jornada, o pesqueiro situa-se numa zona de costa rochosa, bastante recortada, onde a pedra se prolonga mar adentro e cria diferentes zonas de rebentação, espuma e circulação de água.

O mar apresentava-se mexido, com alguma ondulação e uma forte movimentação de água sobre a pedra. Apesar de, à primeira vista, não parecer um mar particularmente pesado, era um mar “falso”, com algumas entradas de vaga mais fortes e recuos bastante pronunciados.

EPPO reforça populações de robalo na Ria Formosa

 
A Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) realizou, no passado dia 31 de julho, mais uma ação de repovoamento na Ria Formosa, dando continuidade ao seu compromisso com a conservação dos ecossistemas marinhos e a gestão sustentável dos recursos naturais. No âmbito desta iniciativa, foram libertados 3 160 exemplares de robalo (Dicentrarchus labrax), com um peso médio entre 60 e 70 gramas por exemplar.

Pesca no Estuário do Sado passa a ter novas regras a partir de 7 de agosto


A pesca no Estuário do Sado passa a estar sujeita a novas regras a partir de 7 de agosto, com a entrada em vigor de uma Portaria publicada esta quinta-feira, dia 6 de agosto, em Diário da República. O diploma substitui o regime que estava em vigor desde 1990 e estabelece novas condições para a pesca comercial, a apanha e a pesca lúdica.

A portaria aplica-se às águas interiores não marítimas do Estuário do Sado, aos leitos e margens integrados no domínio público hídrico sob jurisdição da Capitania do Porto de Setúbal. Não abrange todo o curso do rio Sado, os seus afluentes ou a totalidade da bacia hidrográfica.

6º sentido

Caranguejo colorido na poça de maré

Barcos de pesca junto às falésias costeiras

Praia dourada com falésias verdes

Arco natural sobre o mar azul

Túnel de canas até à luz

Pôr do sol sobre mar calmo

Exploração do pesqueiro

 

Uma saída centrada na exploração do pesqueiro e na recolha de informação para futuras jornadas.

Alguns dias antes, numa saída dedicada à exploração deste pesqueiro, procurei avaliar a existencia e o comportamento do robalo perante um mar com ligeira ondulação. A zona, caracterizada pela transição entre pedra e areia, apresentava condições muito favoráveis, com um bom espraiar da vaga sobre as lajes e o areal.

A adrenalina do Spinning


Quando o meu filho me disse que queria começar a vir comigo para o mar a sério, a minha primeira reação não foi escolher amostras ou empatar anzóis. Foi olhar para ele e pensar, como é que lhe dou a paixão pelo mar sem nunca lhe tirar o respeito por ele?

Aos 15 anos, a vontade de apanhar peixe é devoradora, mas a pesca de mar, especialmente nas nossas falésias, exige cabeça fria. Antes de qualquer jornada, o nosso primeiro "exercício" foi parar no topo da arriba, olhar a ondulação, contar as séries, perceber onde o mar bate e para onde vai a corrente, se temos condiçoes de segurança para o local que pretendemos ir, e se estão reunidas as condições para termos contacto com o peixe.