Prospero 2010


O Oceanus Atlanticus deseja um Prospero Ano de 2010 aos visitantes deste espaço e seus familiares.

Tudo de bom para 2010!


Fernando Encarnação

MOVPNSACV - Solicita uma reunião com o Secretário de Estado do Ambiente

Exmos. Senhores,

O MOVPNSACV vem desta forma solicitar uma reunião com o Exmo. Sr. Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, com o objectivo de esclarecer as questões apresentadas no documento em anexo.
Esperamos vossa confirmação, assim como indicação de datas e hora possíveis para a reunião, que preferencialmente deve acontecer nos primeiros 15 dias do mês de Janeiro de 2010.
Da nossa parte podemos adiantar que os elementos que vão participar na reunião são:
António Neves, Mário Marreiros, Guilherme Cruz e José Nazaré

Atenciosamente,
MOVPNSACV

Anexo:

Exmos. Senhores,

Como o dia 5 de Fevereiro de 2010 está próximo, data prevista para a revisão das portarias, 144/2009, 143/2009 & 458-A/2009, enviamos este e-mail com o objectivo de relembrar vários aspectos, que na nossa opinião são importantes para a sustentabilidade dos recursos marinhos do Parque Natural Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) e para uma pesca com futuro. Antes de mais, queremos salvaguardar que os aspectos enumerados em seguida têm como referencial os recursos marinhos do PNSACV, a sua preservação e usufruto, independentemente de se tratar de actividade lúdica, profissional ou outras. Por essa razão, devem ser enquadrados nas actividades e legislações respectivas, ultrapassando o âmbito das portarias atrás referidas. Tomando como referencial a Área Marinha do PNSACV, bem como o poster elaborado pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) para a pesca lúdica no PNSACV, deixamos algumas questões e considerações:

1 - Período de defeso.

O período de defeso, para sargos, de 15 de Janeiro a 15 de Março, é obrigatório para os pescadores lúdicos.

Este período de defeso é respeitado por pescadores profissionais e desportivos, na área marinha do PNSACV? Este período de defeso é respeitado no resto do território nacional?

Caso as respostas às questões colocadas neste ponto sejam negativas. O que se entende por defeso?

Defeso para todos, profissionais, desportivos e lúdicos 15 dias JAN a 15 dias FEV; é necessário estudar e monitorizar a realidade, se há estudos realizados ou em execução, devia ser comunicado, tornado público. Também não concordamos com certas pessoas que dizem que não é necessário defeso ou que o sargo não é uma espécie ameaçada, queremos um defeso para todos, sem excepções.

2 - Pesca lúdica no período entre o pôr-do-sol e o nascer do sol (pesca à noite)


Transcrevendo o que está no poster em anexo, «(3) no litoral rochoso, apenas nos pesqueiros autorizados.», Pergunta-se:

Podemos pescar em todos os locais, excepto as áreas de interdição, uma vez que são as únicas áreas não autorizadas que conhecemos?

Caso a resposta à questão anterior seja negativa, o que se entende por pesqueiro autorizado e quais os critérios utilizados para o classificar como tal?

Qual a legislação ou edital a consultar? Que tipo de sinalética está associada?

3 - Pesca à quarta-feira.

Abolir a proibição de pescar à quarta-feira, ou seguindo a lógica das praias concessionadas, permitir pescar todos os dias entre os meses de Outubro e Junho, fora da época balnear.

4 - Como se pode apanhar.

Qual a definição de faca de mariscar? Qual a largura máxima da peça de corte? E o comprimento, é indiferente?

A lei em vigor ao não especificar as dimensões e características, apresenta-se-nos pouco objectiva. Será que se pode utilizar a «faca de mariscar» tradicional (arrelhada)?

Utensílio para apanha de percebes – estabelecer as dimensões, mas deixar cada um usar a sua «faca de mariscar», mandada fazer à sua maneira. Comprimento total? Entre 40 cm e 80cm, de forma a permitir a apanha sem magoar as mãos e braços. Largura da peça metálica de corte? Entre 1 cm e 2 cm.

O que se entende por meio de captura não selectivo? Em particular, quais a razões que levaram a classificar o gancho como utensílio não selectivo?

No caso do gancho, queremos dizer que tradicionalmente, o gancho, no litoral alentejano é utilizado para a captura do polvo e para içar algum peixe de maior porte aquando da pesca à cana.

No site da DGPA, em perguntas e respostas frequentes para a pesca lúdica, pode ver-se que é permitido uma linha de mão (com fio muito grosso) com três anzóis para a captura de polvo, porque razão não se pode usar um só anzol preso na ponta de uma cana, cortada no cimo da falésia, antes de ir fazer a maré? Respeitando o máximo de 7,5 kg por maré e os 750g por exemplar.

5 – Quanto se pode apanhar.

Na portaria 144/2009, artigo 11°, alínea 3, pergunta-se:

Porque razão o limite máximo de 30 kg não foi adoptado no caso de 3 ou mais praticantes embarcados?

Com a legislação actual:

O maior exemplar é considerado por embarcação ou praticante?

Podemos pescar 25 kg como máximo, excluindo o maior exemplar por praticante, sendo o número máximo de exemplares a contabilizar para o efeito, igual a 3, no caso de 3 ou mais pescadores a bordo?

6 – Coimas.

Notificar o pescador lúdico, quando este não apresentar a licença no acto de fiscalização embora a tenha adquirido e portanto poderá apresenta-la às autoridades posteriormente. Caso se verifique que a licença tem data anterior à fiscalização o pescador não deve ser penalizado, ou quanto muito pagar uma multa simbólica de 1€.

7 – Certificação dos Percebes.

Os apanhadores profissionais devem comercializar os percebes embalados com rótulo e selo PNSACV. Rastreabilidade é obrigatório (Regulamento CE Nº 178/2002). Local de embalagem: Lotas e/ou empresas certificadas pelo PNSACV. Este seria um passo importante para valorizar e preservar, ao criar mecanismos que ajudam a combater a apanha e comércio ilegal de «percebes».

8 – Pesca apeada com cana, como actividade profissional.

Em reunião com o Sr. Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, ficou acordado que se iria trabalhar no sentido de criar condições para que se reconheça o pescador da cana, permitindo a comercialização de pescado capturado na pesca apeada com cana, a quem sempre viveu desta actividade e aos pescadores matriculados nos portinhos de pesca, estes últimos já profissionais na pesca embarcada.

Quais as possibilidades legais para reconhecer como actividade profissional esta prática secular?

9 - Quem pode apanhar

Quais os resultados e conclusões das medidas excepcionais que atribuíram a exclusividade aos residentes do PNSACV, no que respeita à apanha de marisco e percebes em particular?

Relativamente a esta questão de atribuir aos cidadãos residentes a exclusividade da apanha e proibir os não residentes, sabendo que o território em questão tem regras próprias, gostaríamos de saber se continua a fazer sentido, à luz das conclusões retiradas após 1 ano da entrada em vigor das portarias que regulamentam a pesca lúdica.

A separação entre pesca e apanha de marisco enquanto actividades lúdicas, como se pode apreciar no poster, simplifica e contribui para a objectividade que se pretende com a lei. Abrindo caminho para que se estude os aspectos quantitativos e qualitativos da actividade lúdica, tanto o número de praticantes como os efeitos e efectivos por espécie alvo, na pesca e na apanha. Para se concluir quanto ao estado dos recursos marinhos é fundamental fazer o acompanhamento da actividade profissional, a par da lúdica e dos outros factores que têm influência no habitat marinho.

10 - Tamanhos mínimos.

Para lúdicos e profissionais, algumas espécies devem ser revistas e aumentando esse valor (ex. sargo e dourada).

11 – Áreas de interdição.

Os pescadores e apanhadores de marisco profissionais também respeitam as áreas de interdição?

Caso isso não se verifique, qual o fundamento desta restrição para os lúdicos?

Áreas de interdição; a respeitar por todos, acompanhar evolução; zonas tampão: rotativas ou permanentes?

Por outro lado, pede-se para avaliar a possibilidade de pescar no molhe de Sagres, abrindo uma excepção dentro da zona de interdição, mas permitindo que crianças, idosos, deficientes ou outros possam desfrutar do prazer da pesca num local seguro e de fácil acesso.

12 - Acções de Sensibilização

Envolvendo lúdicos, profissionais, comerciantes e consumidores.

13 - Fiscalização eficaz

Comércio ilegal, quem vende e quem compra; pescador e apanhador lúdico e profissional

14 – Monitorização

Qualidade da água, efectivos por espécie, nº de praticantes, qualidade do pescado e marisco – saúde pública, etc.

15 – Verificação.

Efeitos das regras aplicadas. Resultados e conclusões. Divulgação.

Com os melhores cumprimentos,

MOVPNSACV


Marafados para Pescar - Paulo Cabrita 2009



Na minha opinião, um grande trabalho de um grupo de amigos que retrata as aventuras de Paulo Cabrita, um pescador exímio da Costa Vicentina e arredores, o qual tive o prazer de conhecer este ano e de partilharmos uma grande manhã numa jornada na costa vicentina, apesar do peixe não ter colaborado muito existem coisas bem melhores, a amizade, petisco e a troca de experiências.

Que para o ano façamos mais algumas jornadas amigo Paulo, grande abraço e boas entradas.

Acedam ao video no blog Marafados para Pescar

Obrigado pelo agradecimento especial Paulo.

ANPLED abre fórum para associados


Em reunião realizada no dia 3 de Dezembro em Sesimbra, a Direcção da Anpled decidiu abrir um fórum nos precisos termos, e citamos a acta da respectiva reunião;



"O Tesoureiro Rui Rodrigues, propôs para votação a criação de um fórum de discussão, com salas para os grupos de trabalho, direcção e associados, ficando da sua responsabilidade a elaboração das respectivas regras de participação."

Sujeita a votação a proposta foi aprovada por unanimidade por todos os presentes.

A condição base de participação neste fórum, é exclusiva para os associados, os quais devem ter a sua situação regularizada perante a associação, nomeadamente as quotas em dia.


O endereço do fórum, o qual terá um link no site da ANPLED é o seguinte:


www.anpled.org/forum

www.anpled.org



APPSA - Associação Portuguesa de Pesca Submarina e Apneia


A todos os nossos associados e não associados, a APPSA deseja Festas Felizes e, para 2010, deixa os seguinte votos:

- que a pesca submarina recupere o lugar que merece entre todas as artes lúdicas de pescar;

- que o bom senso das autoridades substitua o absurdo de algumas medidas

- que a defesa do ambiente subaquático se conforme com o usufruto desse mesmo ambiente

- que o modelo de reserva de Sesimbra e Litoral Norte se substitue pelo modelo de reserva do Litoral Vicentino

www.appsa.pt

ANPLED - Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos


www.anpled.org

16:9

Carrapateira

Carrapateira 2


Pesca ao tento

Spinning ao final do dia

Azenha do Mar - Porto de Pesca

Lombo do Asno

Percebeiro

Erosão das falésias

Mar vidro

Cop 15 e o Arcanjo

O Arcanjo* que simboliza o aviso
para o aquecimento global


Na minha humilde opinião, o Homem será sempre o responsável pelo estado das coisas a nível da Natureza, e o Homem deverá ser sempre responsabilizado por tal facto, basta que vejamos a cadeia hierárquica do poder decisório para concluir que existem Homens a pensar como animais (no COP 15, quando estavam na “mesa” situações que poderão ditar um futuro pouco risonho para toda a Humanidade em prol do que?

Os líderes mundiais passaram ao lado da Cimeira COP 15, sem que fossem tomadas medidas ou estipulado algum acordo sobre o corte nas emissões de gases com efeito de estufa.

Ora, poderemos assistir ao aumento da temperatura global média a 2 graus centígrados e aos impactos das alterações climáticas que desse aumento irão resultar, uma vez que não se estabeleceu nenhum limite às emissões.

Para terminar, creio que o próprio clima irá revoltar-se mais tarde ou mais cedo contra tudo isto, e seremos todos nós (aqueles que acreditam e os que não), que afinal o Tempo terá uma palavra a dizer sobre o Tempo.

Pura das coincidências ou não a Europa tem sentido varrida por uma onda de frio e fortes nevões que tem levado à paralisação de alguns países, tal acontecimento ocorreu também nos EUA.

Paga-se caro com o facto de menosprezarmos o clima, ligações ferroviárias paralisadas, voos cancelados, localidades sem electricidade, agricultura e pecuária semi destruída, etc, fora as verbas gastas em questões ligadas com assistência em termos de protecção civil.

Se estes senhores não conseguem chegar a um consenso, que moral terão eles para legislar sobre o que quer que seja em prol da defesa da Biosfera e do Mundo em geral?

Do desenvolvimento dos países ricos?

*
Arcanjo significa literalmente "anjo principal"


Adeus Mário Gabriel…

Mário Gabriel

É com grande pesar e angustia que deixo a homenagem ao meu grande amigo Mário Gabriel, faleceu permaturamente ontem vitima de AVC.

O Mário foi como que a minha iniciação no Spinning, eu para ele a sua iniciação na pesca do Sargo, trocamos conhecimentos e sobre tudo passamos bons momentos juntos, quer no mar como em terra...Bons momentos que já lá vão...

Nesta hora de tristeza, onde faltam as palavras que expressem o que vai na alma, gostaria de deixar uma palavra de solidariedade para com a família.

Que descanses em paz Amigo!

Sismo: M 5.7


Detalhes:

Magnitude: 5.7
Data: Dezembro 17, 2009
Hora: 01:37:46
Localização: 36.428° N, 9.920° W
Profundidade: 10 km (6.2 milhas)
Região: Oeste de Gibraltar
Distância: 190 km (115 milhas) WSW de Faro, Portugal
265 km (165 milhas) SSW de LISBOA, Portugal
280 km (175 milhas) WSW de Huelva, Espanha
295 km (185 milhas) SW de Evora, Portugal

Estimativa da População Exposta ao Abalo Sísmico:



Mapa:


Informação técnica e Cientifica:

USGS Centroid Moment Tensor Solution
USGS Body-Wave Moment Tensor Solution
Historic Moment Tensor Solutions
Phase Data
Theoretical P-Wave Travel Times

Informação adicional:

Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo
Instituto de Meteorologia

Fonte: earthquake.usgs.gov
Instituto de Meteorologia

A pesca lúdica não é pêra doce...


Uma chamada de atenção, mais uma vez, para a sensibilização dos frequentadores do mar para que se consciencializem para os perigos que se enfrentam aquando da interacção com o mar, espécies ou locais.

Sargos e frio



O local escolhido

Ontem, com as previsões de mudança de quadrante do vento para Leste, embora com previsões de um acentuado arrefecimento, e após verificar as previsões da ondulação para o dia de hoje, adquiri umas sardinhas e meio quilo de camarão, arrumar o material e colocar tudo no carro, o frio começava a sentir-se, mas quem pesca por gosto não baixa os braços por um friozinho…

Sete da manha, foi a hora escolhida para sair de casa, embora tudo indicasse que deveria permanecer no conforto do lar, lá teve de ser. O carro estava coberto de geada, do azul tinha passado a branco, tirar o gelo do vidro e seguir as coordenadas do pesqueiro escolhido.

Passados vinte minutos e já no topo da falésia do local escolhido, verifiquei que existiam as condições mínimas para me fazer à água. Isso mesmo uma pesca ilhada, com um frio de rachar, de doidos...



Condições ideais

Cem metros a nado, chego ao pesqueiro escolhido, subo para cima da pedra e avalio as águagens, a maré já subia, denotando uma força no final do “set”, mas em perfeita segurança monto o material à medida que vou verificando o estado do mesmo. Apesar de ter preparado a cana de carreto e a de tento, apenas utilizei a Power Strike.



O material

Após o material preparado estava na hora de preparar o engodo, normalmente engodo à mão, mas hoje era impossível fazê-lo, pois as sardinhas ainda estavam congeladas e se o fizesse tinha a consciência que não pescava durante uns largos minutos, pois as mãos ficariam inactivas.

Como tinha levado o ferro para pisar as sardinhas preparei o engodo e adicionei-lhe um pouco de água, deu para aquecer um pouco mas em dois minutos aproximadamente moí cinco quilos de sardinha.




Engodo (Anti-mão-congelada)

No início da engodagem atirei apenas parte das cabeças, uma vez que as mesmas flutuam na águagem e dizem-me para onde está a correr o engodo…

Comecei por jogar uma colher para cima da pedra onde a pequena vaga viria buscar o engodo e comecei a verificar o cordão de engodo, ai iniciei a pesca.

A técnica foi apenas a chumbadinha e utilizei o 0.28 mm directo, iniciou-se como era de esperar, uma iscada de camarão, um sargo…





O primeiro exemplar

E assim continuou, entre engodar certo e com pouca quantidade, à medida que a maré subia o peixe aumentava a sua cadência de ferragem, de salientar o facto de nos exemplares ferrados se verificar claramente na espinha dorsal o "arrepiar" facto que demonstra que a espécie tem capacidade de prever com exactidão as alterações significativas de mar (quando se verifica este pormenor é sinal que o mar vai aumentar significativamente no dia seguinte).

Foram libertados inicialmente vários sargos, com medida mínima definida por lei, mas estavam ali condições mais que suficientes para aparecerem sargos de outro lote.

E foi o que sucedeu, embora tenha perdido no final da pesca, já sem camarão para iscar, recorrendo a rabos de sardinha, alguns sargos tamanho XL, uma vez que os mesmos vinha mal ferrados (pelo beiço) e rasgavam a meia água, ainda lhe ví a cor mas a pesca estava feita.




Resultado final

Uma manhã bem passada em mais uma jornada de pesca aos sargos, depois de entrar na água, no regresso, depressa se conclui que o pior já tinha passado e do frio matinal já nem me lembrava…




Total aproximado - 8 kg



Cana: Power Strike “Barros”
Carreto: Regal 40 “Vega”
Flourcarbono: Gamma Edge
Chumbadinha: 4 gramas
Anzol: Mustad nº1

Tertúlia do Mar - APPSA - Esposende


O evento realiza-se já Sábado, dia 19 de Dezembro pelas 19:30 horas, na "Restaurante Camelo", Rua do Facho - Apúlia, Esposende.


A boa disposição virá acompanhada com o seguinte programa:
- Jantar de convívio
- Apresentação do livro "O mundo a cem pés" do autor José de Sousa
- Visionamento de filme do pesca submarina do Campeão Brasileiro Diego Santiago
Preço para sócios: 15 euros

Não sócios: 16 euros

Data limite para inscrições: Sexta-Feira dia 18, até às 12:00 horas
Para realizar a sua inscrição, faça o pagamento para o NIB: 0038 0055 00772827771 77 e envie para o e-mail da APPSA (eventos@appsa.pt) uma cópia do comprovativo de pagamento (scan do papel do multibanco ou print-screen da transferência bancária).
Indique no e-mail: o seu nome, telefone e, caso seja sócio, o número de associado na APPSA.
Informações Telefone: 927 956 461
Ficamos a aguardar a sua presença!

Fonte: APPSA

Robalos no Rio - O dialogo







"Enganar" sargos


Mar sargueiro

Perto das seis da manhã cheguei ao mar, foi directamente ao local pensado, as condições eram as ideias, restava saber se os sargos iriam colaborar...

Pescar ao
Sargo é e sempre foi uma enorme emoção, tanto nos pesqueiros que selecciono, no ambiente envolvente, a paz e tranquilidade que uma jornada me proporciona, para não falar no prazer da luta destes exemplares.


As capturas iam aumentando

Chegando ao local depressa concluí que a zona estava com bastantes condições para a pesca ao
Sargo, bastante oxigenadas junto ás pedras, fundos mistos e de areia, carreiros e "caneiros" de pedra fortemente mariscados, faltava saber se havia peixe a sério, uma vez que a costa actualmente tem sido invadida por pequenos Sargos que vêem juntos das areadas em busca dos pequenos "pilaus", "teagens" e "camarões".


O habitual camarão e sardinhas


Ao chegar ao pesqueiro, notei alguma movimentação de areias e boas condições de oxigenação da água junto à pedra, embora a maré se encontrasse no final do vazante, segundo as experiências anteriores no mesmo local que me deram a conhecer que o peixe só após a primeira hora de enchente começava a chegar à pedra, com ou sem engodo, e foi assim que aconteceu mais uma vez.

Retirei as sardinhas do saco e comecei a engodar, calmamente com apenas quatro sardinhas, preparei a Power strike com o Regal 40 da Vega e preparei a respectiva montagem.


A técnica


Mais algumas sardinhas em dois locais bem diferentes, pois é norma fazer sempre dois ou três pesqueiros em pontos fixos, consistindo em engodar dois locais que se cruzem entre eles, conforme a merá, para evitar que o peixe se afaste ou vá para um local apenas, não menos importante que a questão anterior é sem duvida estar a tirar ou a ferrar exemplares sempre no mesmo local, isto terá de ser bem analisado como é óbvio, tendo em conta algumas questões, como altura de maré, estado de maré, cor da água, ondulação, águagens, etc.

Condições óptimas

Após os dois pesqueiros feitos e quando o peixe se fez aos mesmos, não foi muito
difícil fazer a gestão, retirar dois ou três exemplares de um lado, mudar para o outro, fazendo o mesmo e voltando ao inicial, embora no inicio tenha libertado mais de 20 exemplares, incluindo três douradas de aproximadamente 300 gramas, tendo todos a medida mínima 14 cm, opto por deixa-los ir e não cometer o infanticídio (pequenos juvenis 200 - 400 gramas aproximadamente, que de imediato eram devolvidos à água).


Engodo e isca

Os sarguinhos de pinta amarela apareceram no local, como previa, pelas movimentações das areias, e à medida que a maré subia iam aumentando o tamanho. O aparecimento das taínhas é sempre uma mais valia porque comprova que o engodo está a trabalhar efectivamente bem.

O final da jornada

A maré já subia bem e as sardinhas estavam no final, como tal, a pesca também, certamente se tivesse continuado no local apareceriam exemplares maiores no decorrer do preia-mar.

Foram capturados aproximadamente 6,5 kg de
sargos e um belo polvo.


Bons exemplares

Utilizei 6 kg de sardinha para engodo e iscagem e 500 gramas de camarão para iscagem.

Macro Navalheira - Nacora puber

O macho da Navalheira (Nacora Puber) salta à vista pelo volume do seu corpo e pelas suas garras em forma de pinça (o Dáctilo e Própode).

A vida do mediterrâneo

video

L`Aquarium Barcelona


Foi uma pequena filmagem realizada no L`Aquarium de Barcelona, que comprova algumas das espécies mais frequentes no mediterrâneo, neste caso vivem comunitáriamente num espaço bem mais restrito do que na realidade.


Actores da filmagem:

Peixe Lua
Dourada

Moreia
Tubarão Touro
Robalo
Corvina
Enxareu
Raia


Regresso aos sargos

Alguns Sargos capturados no primeiro pesqueiro

Uma manhã que começou um pouco mais tarde do que previa, mas lá me dirigi ao local pensado, dadas as condições do mar e a maré já estar na enchente limitaram um pouco o pesqueiro, sendo o tempo bastante limitado, como tal teria pouco mais de meia hora segundo pensei.

Já no local constatei de facto que estava bastante limitado em tempo, mas mesmo assim enquanto vestia as calças do fato de mergulho, lá ia olhando para o mar, estava já com duas horas de enchente e aparentava uma força evidente motivada pelo seu estado e pela força do enchente.

Mar mexido e com muita força

Lá desci para o pesqueiro, preparei a cana com a montagem de bóia e lá iniciei o procedimento habitual de 6 a 8 sardinhas engodando à mão e de uma força similar ao lançamento do peso. Teria de colocar o engodo bem longe e num local cirúrgico, pois a “revessa” do mar e a sua ondulação colocariam o engodo fora do local onde ele teria de trabalhar.

Diplodus sargus aquele prazer

O isco foi o habitual, camarão congelado e sardinhas para engodo, na montagem utilizei uma bóia mais pesada e calibrada de cortiça para evitar o “navegar” da mesma, os anzóis foram o tamanho 1/0 mais selectivo.

Anzol selectivo 0/2 e o isco habitual

Primeiro lançamento, um bom exemplar, e outros se lhe seguiram, mas como o mar não estava para brincadeiras depressa tive de abandonar o local, tentei outro pesqueiro perto do local mas nada havia a fazer, era mesmo sair dali.

Após um pouco de conversa com outros pescadores que no alto da falésia lá iam tirando umas safias apareceu o meu amigo Arménio, já tinha tentado um pesqueiro mas os sargos não tinham colaborado, apenas tinha capturado dois exemplares.

Um pouco de alpinismo

Lá nos dirigimos a outro local para tentar capturar mais uns peixes, colocamos a corda, descemos, mas o mar estava muito forte para o local.

"Fazer o pesqueiro"

Tentamos com bóia, chumbadinha e tento, ainda capturamos alguns sargos, e três viúvas, mas o dia estava mesmo feito para finalizar a jornada por ali.

Quando o mar deixar, haverá mais…

Resultado final

5,600 kg de sargos no total
3 Viúvas

Bóia e chumbadinha