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Spinning pela noite

A jornada de spinning começou ao cair da noite, já em plena escoridão, com o mar a apresentar boas condições em pesqueiro misto de pedra e areia, e na esperança de encontrar os predadores ativos e mais encostados a terra. Entre lançamentos sucessivos, diferentes zonas exploradas, fui procurando aquele ataque que faz valer todas as horas passadas junto à água, e até aquelas sem capturas.

As primeiras capturas começaram a aparecer, com algumas bailas a responderem aos artificiais e a dar os primeiros sinais de que o peixe estava presente. Mas a jornada ainda tinha mais para oferecer: entre mudanças de artificial, exploração mais afastado da pedra e/ou mais proximo, a persistência na tentativa de ferragem, chegaram também os tão procurados robalos.

Manhãs que ficam na memória


Ainda o sol mal tinha aquecido as pedras quando pai e filho chegaram ao seu pesqueiro escolhido. O mar estava mexido, com uma pequena a espuma criada pela ondulação a rebentar nas rochas, criando as condições ideais para mais uma manhã à procura dos sargos.

Prepararam as canas e os iscos: sardinha, para tentar os exemplares maiores, e camarão, para os sargos mais desconfiados. Com os olhos atentos à água, começaram os primeiros lançamentos, esperando pelo toque que todos os pescadores conhecem tão bem.

Entre sargos e marés, uma jornada de pesca

 
Ainda o dia mal tinha começado quando chegámos à linha de costa, um pesqueiro novo, preparados para mais uma jornada e aventura de pesca entre pai e filho. O mar apresentava-se com condições, alguma ondulação a bater na rocha e a criar aquele cenário perfeito para procurar os sargos junto às pedras.

Escolhemos um ponto mais abrigado, montámos o material e iniciamos a pesca, após uma breve engodagem, as montagens foram colocadas junto das zonas de espuma, e a espera não durou muito. Entre uma conversa e outra, começaram a surgir os primeiros toques e, pouco depois, chegaram as primeiras capturas de sargos. Cada peixe trazia consigo a emoção de mais uma luta naquele ambiente junto às rochas, onde só viamos mar à nossa frente, o que tornava a manhã ainda mais especial.

Mar falso, água mexida e sargos à espreita

 
A imagem traduz bem as condições encontradas no início desta jornada, o pesqueiro situa-se numa zona de costa rochosa, bastante recortada, onde a pedra se prolonga mar adentro e cria diferentes zonas de rebentação, espuma e circulação de água.

O mar apresentava-se mexido, com alguma ondulação e uma forte movimentação de água sobre a pedra. Apesar de, à primeira vista, não parecer um mar particularmente pesado, era um mar “falso”, com algumas entradas de vaga mais fortes e recuos bastante pronunciados.

A adrenalina do Spinning


Quando o meu filho me disse que queria começar a vir comigo para o mar a sério, a minha primeira reação não foi escolher amostras ou empatar anzóis. Foi olhar para ele e pensar, como é que lhe dou a paixão pelo mar sem nunca lhe tirar o respeito por ele?

Aos 15 anos, a vontade de apanhar peixe é devoradora, mas a pesca de mar, especialmente nas nossas falésias, exige cabeça fria. Antes de qualquer jornada, o nosso primeiro "exercício" foi parar no topo da arriba, olhar a ondulação, contar as séries, perceber onde o mar bate e para onde vai a corrente, se temos condiçoes de segurança para o local que pretendemos ir, e se estão reunidas as condições para termos contacto com o peixe.

"Dá a um homem um peixe, come por um dia; ensina um homem a pescar, come por toda a vida" (parte 2)


O que vai muito além de ensinar pesca, uma filosofia de aprendizagem baseada na experiência, na observação e na autonomia. 

Há um paralelismo muito forte entre aprender a pescar e desenvolver autoconfiança, a pesca nunca foi apenas o objetivo, sempre a vi como um ambiente onde o meu filho pudesse aprender a observar, interpretar e decidir por si próprio.

Não lhe dizia simplesmente "os peixes fazem isto", preferia que ele visse acontecer, que estabelecesse a relação entre causa e efeito, e sentisse a adrenalina que o separa através de um monofilamento ou multifilamento. Ao caminharmos na zona intertidal, em vez de lhe indicar onde colocar os pés, perguntava-lhe onde achava que existia melhor aderência, onde a água escondia uma pedra escorregadia ou onde uma pequena corrente podia desequilibrá-lo, depois comparávamos a sua leitura com a realidade.

Galiza 2019


Rajadas de vento, precipitação intensa e agitação marítima na ordem dos 5 a 6 metros e poucos sargos, foi o que caracterizou mais uma semana por terras da Galiza. As técnicas utilizadas foram as normais na pesca ao sargo, ou seja, bóia e chumbadinha. Na pesca à bóia utilizei bóias calibradas de cortiça entre as 30 e as 45 gramas, poderia ter utilizado outro tipo de bóias mas mantive-me fiel a estas pelas condições de mar e vento. 

Sargos em pouca água


Uma deslocação mais a sul, com pouco mar, num local onde já não pescava ia fazer uns dois anos, aparentemente boas condições à chegada do pesqueiro, a maré que já trazia umas duas horas de enchente ainda não era a ideal para começar a pescar, por isso com calma deu para observar alguns pescadores que lançavam artificiais para a ondulação na zona de praia.

Com mais claridade começava a observar alguns robalos de bom porte que "surfavam" as ondas, mas ainda assim bastante afastados, até que um foi ferrado por um elemento que estava a praticar spinning, a adrenalina de sempre na altura final, muito motivada pela ondulação que se fazia sentir naquele local com misto de pedra e areia, mas foi recuperado com sucesso, à distancia deveria ser exemplar para uns quatro quilos.

Mar parado e alguns sargos


Uma das poucas pescarias realizadas este ano, efectuada com sardinha e camarão, com chumbadinha mas usando muito pouco lastro numa zona onde o substrato rochoso esta coberto com mexilhão juvenil, local propicio para se efectuar "esperas" aos sargos, uma vez que os mesmos nesta altura e com pouca ondulação atrevem-se a vir mariscar mexilhão, com pouca profundidade em cima destes bancos de mexilhão à maré cheia.

Poucos foram os sargos que se soltaram e a grande maioria das capturas engoliram literalmente o anzol até ao bucho. A engodagem foi pouca e intervalada, não fossem as bogas aparecerem, situação que não se verificou, muito motivado também pela escolha do local, de difícil acesso e muito pouco pescado.

A despedida


Muito motivado pelo estado do mar, que durante toda a semana não passou de ondulação de metro, a nossa espécie alvo, não apareceu mais junto à costa, tendo as tentativas resultado na captura de alguns sargos a alguns elementos do grupo. No final da semana, já em fase de despedida foram efectuadas algumas capturas após o almoço, fase em que nos abastecemos com alguma energia extra (chipirones, pulpo, tortilla e estrella galicia), sendo que após consulta das previsões o mar estaria a subir neste período, sendo que foi verificado na parte da manha alguma força de fundo. Seguimos então em três grupos, um para casa, outro para norte e outro para sul. Sul era coincidente com uma zona próxima ao local onde três dias antes tinha efectuado a captura dos sargos de bom porte na caça sub, e nesse mesmo dia tinha observado o local afastado ao qual apelidei como o "pesqueiro das cabras", pela acessibilidade que o mesmo proporcionava, e lá fomos nós.

Caça submarina na Galiza (parte II)


Como o estado do mar se mantinha inalterado, ou seja praticamente parado e com grande visibilidade, resolvi efectuar mais uma investida de caça submarina, desta vez numa zona de difícil acesso. Após a descida e entrada na agua, numa zona com aproximadamente quinze metros de fundo, resolvo encostar mais às paredes da falésia, pois em algumas zonas existiam rochas fragmentadas que provavelmente albergariam alguns sargos "entocados", dadas as condições de mar.

Caça submarina na Galiza


No decorrer desta aventura por mares da Galiza, tivemos alguns dias de mar parado, pelo que a experiência de mergulhar nestas aguas foi realizada.

Tendo sido estabelecido o circuito a efectuar, na zona de entrada fui brindado com agua turva, com bastante matéria orgânica em suspensão (algas laminarias decompostas), numa zona de aproximadamente cem metros junto à costa, passando esta mancha a agua ficou clara com bastante visibilidade, começaram a ser avistados os primeiros exemplares, tainhas e pequenos burros, mas nada de sargos.

Sorento na Galiza


Mais uma fishing trip 2017, em conjunto com o grupo do costume, novas paragens, gastronomia à qual já nos habituamos, e que saudades do Pulpo à la Feria, Chipirones, Tortilha e Estrella Galicia...

Resolvemos mudar de zona, algo novo, pesqueiros temos sempre, uns com melhor acessibilidade que outros, mas faz parte da conjuntura, sendo que temos gosto e pessoal para todo o tipo de pesqueiros, o que é preciso é haver peixe e vontade de os procurar.

Tivemos pouco mar para as nossas expectativas, sendo que na primeira investida tenham saído estes de uma zona que proporcionava boas condições para a chumbadinha com pouca água.

Quanto ao conjunto: cana Sorento Power 600 e carreto Potenza 450 nada a assinalar, ou seja, um bom conjunto para bóia e chumbadinha, neste caso foram capturados bons exemplares, sendo que a prestação deste equipamento é notável, tanto na ferragem como na recuperação dos exemplares. 


Sorento e Potenza: Inicio dos trabalhos


A expectativa era crescente, pois já alguns dias detinha este conjunto sem que tivesse oportunidade e disponibilidade ao fim de semana para iniciar uma boa jornada na pesca ao sargo.

Testar uma cana em "seco", abrir os elementos e avaliar os pormenores do seu "arco", se a sua ação é de ponteira, parabólica, semi parabólica ou progressiva, não é a mesma coisa que sentir a cana no seu trabalho efectivo para a qual foi adquirida no mar, e esta vara concebida pela Banax tem algo de especial. A montagem da mesma com o seu fiel Potenza 450, creio ser um bom conjunto que me irá proporcionar boas capturas, e acredito que a Sorento me irá surpreender de futuro pela sua performance que ainda me é muito "desconhecida".

Regresso à caça sub


Regresso à caça submarina, ao fim de alguns meses de paragem. Umas paragens pelos locais do costume proporcionaram a observação de muitos cardumes de sargos de médio e pequeno porte, pouco peixe "entocado" e muito em cima de lages submersas.

Deu para trabalhar a "caixa", apesar de estar muito tempo parado a época de canoagem tem dado resultados no meio aquático.

Imersão


Antes do início de mais uns dias do ano de pura restrição da pesca lúdica apeada à captura de sargos e existindo condições iniciais para efectuar a primeira investida de caça submarina do ano, resolvi ir matar uns sargos daqueles que eu próprio não poderei matar com o auxilio do anzol, fio monofilamento, cana, carreto e iscas… 

Algumas visitas a covas de safio mas sem sucesso, deu para apreciar estas paisagens que poucos tem acesso do nível da agua para terra. As baías, foram zonas que se verificaram com agua mais tapada e com excesso de sedimentação em suspensão, pelo que não foram exploradas.

Pesca, mar, iscas e as capturas do costume

Pesca, mar, iscas e as capturas do costume
O local escolhido é um local que tem à disponibilidade dos sargos, varias espécies que fazem parte da dieta desta espécie, optei por uma maré que se encontrava já a subir, com meia maré, o mar era falso, mas como já tinha saudades de capturar uns "sarguinhos" decidi apostar neste local.

O engodo é o normal, sardinha que me tinha sobrado de uma outra jornada, ou seja sobras que devem ser recicladas. O método de engodo é manual, fazendo com que o mesmo não quebre em demasia o cordão de engodagem, uma vez que o mar falso tem a particularidade de no toque mais forte, provocar grandes recuos de vaga superior ao normal, situação que afasta o engodo do local que desejamos que o mesmo se mantenha.

Pesca direta ao sargo

Euphoria da Vega de 8 metros e o resultado de mais uma jornada

Esta técnica esta mais que debatida mas continuam a existir opiniões sobre a mesma, na pesca direita não usamos carreto nem passadores, normalmente o tamanho ideal para esta vara é de 8 a 9 metros, de preferência leve e resistente, em termos de características, na minha humilde opinião, poderemos chamar de muito positivas:

Jornal da Pesca online nº1


No seguimento das edições do Jornal da Pesca sobre modalidades, técnicas, relatos, experiências, testes a materiais e apresentações de novos produtos, agora, além das edições em papel disponíveis nas lojas, os aficionados da pesca lúdica e desportiva também podem encontrar as mais recentes novidades da pesca em plataforma digital (computadores, tablets e telemóveis).

O Jornal da Pesca lançou uma nova plataforma de informação, com conteúdos exclusivos e apenas no formato digital, que terá algumas edições ao longo do ano.

Neste primeiro número, o grande destaque é a apresentação das novas soluções Vega para spinning, com a cana Prime Spin e o carreto Protek 4, para pesca à bóia, com as canas Solaris e Bullfight Evolution e, principalmente, para surf casting — com as canas Insignia, Imperium e Traffic Surf a chamar atenções, ao lado dos carretos Hurricane 75, Cameron 75 e Insignia 60.

Este novo formato esta disponível em: Jornal da pesca digital

Na gulosice do mexilhão

Mais uma jornada com a Forza Special
Mais uma jornada de pesca ao sargo, num outro local diferente das ultimas jornadas, onde teoricamente estaria frequentado por os nossos amigos listados, pois eles andam em força em cima dos bancos de mexilhão, sendo notório o aumento considerável de peso nas ultimas semanas, devido ao factor reprodução/pós reprodução.

Mais uma boa prestação da Forza Special, à qual, cada vez estou mais rendido, pela sua sensibilidade e capacidade de ferragem e recuperação dos exemplares. As técnicas foram as do costume, tendo o isco, para não variar, sido a sardinha para engodo e o camarão congelado para isca.