Bóias


Actualmente podemos encontrar no mercado ou mesmo fabricar muitos modelos e formas de bóias, existindo diferentes gramagens para equilibra-las conforme o formato, volume, peso, condições de mar, vento, distancias onde pescar, altura e até espécies alvo, deveremos ter uma sensibilidade na escolha das mesmas de forma a que consigamos optimizar e aperfeiçoar a nossa técnica e sensibilidade do peixe, porque sinceramente creio que estamos perante uma excelente técnica que nos devemos aperfeiçoar quanto mais melhor.











Se quisermos a titulo de passatempo ou até pouparmos uns euros podemos sem problema algum executar as nossas próprias bóias, pois existem um sem número de matérias ou compostos para a sua produção, como exemplo a cortiça, corticite, esferovite, madeira de balsa, policarbonatos, espuma de propileno, esponjas, plásticos, madeira, etc.

Cada bóia e formato têm características, qualidades e finalidades em termos específicos consoante a técnica e pratica que escolhermos ou que nos identificarmos.


Para além da boa visibilidade que as bóias deverão proporcionar, uma vez que a sua visibilidade deve ser rapidamente identificada no meio da oxigenação ou espuma branca, existem outras características que as bóias nos oferecem, tais como;













- Antenas (as chamadas bóias sensíveis) – Compridas e finas para não causarem grande atrito quando o peixe está a comer mal possuindo desta forma uma sensibilidade fora do vulgar, são excelentes para colocações cirúrgicas em locais específicos; base mais longa que o corpo aquelas bóias que são indispensáveis e que me acompanham em todas as jornadas ideais para dias de vento pelo seu formato e quando bem calibradas são óptimas em termos de capacidade de suporte de mar considerável e com grande sensibilidade; frágeis talvez o único ponto negativo que vejo nestas bóias pois deveremos ter o máximo cuidado com elas pois qualquer toque com mais força na pedra partem-se ou partem as antenas; equilibradas ou não conforme os nossos gostos e opções de aquisição.











- Bóias de peão – A meu ver estamos a falar da rainha da flutuabilidade / durabilidade / resistência, a sua forma é idêntica a um vulgar peão daí o seu nome, podem ser compostas por todo o tipo de material, podem ser calibradas já incluindo o chumbo incorporado no interior da mesma ou não quando teremos de colocar peso para as calibrarmos (com o problema de no caso de ser necessário colocar algum peso considerável para a calibragem das mesmas, a bóia ao bater na água provoca muito barulho o que poderá afastar o peixe se estivermos a pescar em locais amplos de pouca profundidade, poderemos sempre colmatar este ponto negativo com o lançamento mais longo, mas o principio é quase o mesmo).


A dificuldade do vento em arrastar este tipo de bóias é um ponto que vem a nosso favor, bem como o seu trabalhar em locais de correntes, ondulação forte ou mar agitado (reversas). A boa visibilidade quer ao nível da linha de água, mas a media altura ou grande altura é uma factor de enorme contributo que estas bóias nos fornecem, (pois se estamos a 40 metros de altura a pescar com mares de 3 m de ondulação numa zona cheia de espuma, qualquer outra bóia, com excepção das de madeira (carrapateiras), trará bastantes problemas e incómodos à pesca e que sabe se a jornada não terá condições para prosseguir).


Permite lançamentos longos devido ao seu peso e formato, dependendo do material que são compostas terão uma maior ou menor durabilidade e resistência.
Dificultam um pouco a recuperação do peixe quando se trata de exemplares de bom porte, uma vez que o seu volume submerso provoca um atrito considerável conforme o volume da bóia, tamanho do exemplar ou espécie.

1 comentário:

Sargopt disse...

Mais um belo texto, curto e succinto mas muito util.

Continua a malhar neles e nos textos