Que Futuro o Futuro...

É melhor começarem a dar ideias para o Plano de Ordenamento do Mar, pois que todo esse imenso espaço que vai para além das 200 milhas e que Portugal está perto de conseguir seja reconhecido como território nacional, vai ser "um mar de concessões", ou seja, vastas áreas vão ser concessionadas a privados para exploração nos termos desse futuro Plano de Ordenamento.

Preparem-se, pois, para a divisão do mar em talhões, seja para a exploração petrolífera, seja, outras fontes de energia, bancos de pesca, turismo sob as suas mais diversa formas nomeadamente construções subaquáticas etc.

Aliás, esta pode ser a saída de Portugal para criar novas empresas e criar novos empregos, e para isso podem dispensar o ICNB, basta um Ministério do Mar com condições para evitar a poluição, e, se assim for, verão que a biodiversidade estará em todo o lado.

Por outro lado esqueçam essa visão saudosista e poética do passado.

Essa reivindicação de quererem uma costa só para os "pescadorzinhos" tradicionais vai acabar.

A população aumenta, o mar é de todos e, aquilo que se lê nestes blogues é de que o verão é para esquecer porque os turistas estragam tudo e delapidam as coisas que só devem pertencer aos locais.

Portanto, a solução vai ser concessionar a costa, mariscos, etc a quem mediante Concurso Público pagar mais pela exploração dos recursos Públicos, quer o faça para comer seja para depois vender.

Se já concessionam os locais nas praias para os banheiros, que mais querem?

Claro que têm razão em estar contra essas portarias e outras regras que não lembram ao diabo.

Claro que o ICNB não é preciso, que devia ser extinto para melhorar o défice, passar as suas competências para o Ministério da Agricultura ou do Mar, sem esquecer que algumas das suas competências só servem para emaranhar, complicar e entorpecer.

Eu estou como o outro disse por aí algures, "Se querem biodiversidade, acabem com a poluição".

Mas este país está cheio de tipos milionários, que são os melhores do mundo e que se gabam de ter sempre o melhor da Europa e do mundo. A Assembleia da República, por exemplo montou um sistema de audiovisual e de parafrenália de novidades que ultrapassou todos os parlamentos do mundo.

Pudera, estamos tesos e todos aqueles que têm votado nestes tipos são os culpados.

Exijamos ver o Nosso Deputado em São Bento para lhe apertarmos os colarinhos e corramos com toda esta cambada.

A mudança é de fundo e olhem também não vale a pena desejarmos as confrarias do tipo espanhol.

Edmundo Paixão

Nota: Este comentário foi publicado em ver link

5 comentários:

Pedro Nunes disse...

Pois é Sargus! Isto parece irreal aos olhos de muitos, mas é um futuro muito real, só espero k seja um futuro ainda longínquo. Aqui na ria formosa onde centenas de pescadores e mariscadores viveram toda uma vida e subsistiram da ria já se está a passar algo parecido, como por exemplo zonas proibidas a navegação marítima e proibida a presença humana por causa duns passarinhos que toda a vida lá viveram e nunca ninguém lhes fez mal, agora como são a atracção de turistas e passeios de barcos turísticos quem para lá ia há dezenas de anos já ñ pode…há quem diga que a ria num futuro próximo seja apenas para andar a passear os turistas de barco e ver os passarinhos… e os homens que toda uma vida ali viveram, conhecem cada parchal, cada regueira e cada canal, sejam expulsos daquilo que sempre lhe “pertenceu” e foi a sua casa.
A presença da marinha e várias multas é uma constante e a perseguição aos mariscadores e apanhadores é uma realidade diária.
É muito triste ver estas coisas acontecerem no nosso país, quando poderia haver outras saídas.
Pedro Nunes

Sargus disse...

Quanto ao POM tenciono dar o meu contributo quando o mesmo estiver para discussão pública, como já o fiz no POPNSACV, esse mar de concessões deverá ser correctamente ordenado, mas não me parece que o seja, “quando a esmola é demais o pobre desconfia”, pode ser que com o aumento da ZEE o investimento no TRIDENTE e no ARPÃO (submarinos e polémica adquirida), possa cumprir o objectivo de patrulhamento dessa ZEE, pois não estou a ver mais nenhuma missão para os mesmos…

O Hipercluster da economia do mar - Um domínio de potencial estratégico para o desenvolvimento da economia portuguesa. (ver link)

http://www.acl.org.pt/Files/Documents/Hypercluster%20da%20Economia%20do%20Mar.pdf

Onde resalta no grupo de acompanhamento do projecto:

- José de Mello S.G.P.S., S.A.
- EDP
- ACL – Associação Comercial de Lisboa
- TERTIR - Concessões Portuárias, S.G.P.S., S.A.
- FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento
- Millennium BCP
- Lisnave – Estaleiros Navais, S.A.
- E.T.E. – S.G.P.S., S.A.
- Espírito Santo Ventures – Soc. Capital de Risco, S.A.
- Consórcio Bensaúde
- Galp Energia, S.G.P.S., S.A.
- Presidência da República
- José de Mello S.G.P.S., S.A.
- Portugal Telecom
- Ramirez & Cª (Filhos) S.A.
- Centralcer

Segundo este estudo, propõe-se nele um Master Plan distribuído por quatro
plataformas diferentes de planos e acções:

Planos Prioritários, nomeadamente:

- Portos, Logística e Transportes Marítimos;
- Náutica de Recreio e Turismo Náutico;
- Pesca, Aquicultura e Indústria de Pescado;
- Visibilidade, Comunicação e Imagem/Culturas Marítimas;
- Produção de Pensamento Estratégico.

Planos de Sustentação Imediata, nomeadamente:

- Serviços Marítimos;
- Construção e Reparação Navais;
- Obras Marítimas.

Planos de Alimentação, nomeadamente:

- Investigação Científica, Inovação e Desenvolvimento;
- Ensino e Formação;
- Defesa e Segurança no Mar;
- Ambiente e Conservação da Natureza.

Plano Horizonte Mais/Meta-Oceano, com carácter prospectivo e de longo prazo.

Neste quadro, são propostas três medidas consideradas determinantes no caminho crítico para o sucesso da implementação do hypercluster:

- A constituição de um Fórum Empresarial para a Economia do Mar, englobando os principais actores,

(Fórum já criado à algum tempo ver http://www.fem.pt/ poderão consultar os membros dos órgãos sociais)

- Comprometidos e interessados nas diferentes actividades no hypercluster, dinamizado pela acção inicial da Associação Comercial de Lisboa;

- A constituição de um Conselho de Ministros Exclusivo para os Assuntos do Mar, presidido pelo Primeiro-ministro e com um Gabinete Técnico de Apoio;

(Segundo o Sr. Edmundo Paixão referia “basta um Ministério do Mar com condições para evitar a poluição”)

- A criação de Legislação Especial e Exclusiva, à semelhança de outras circunstâncias (p.e., Expo 98) em que também esteve presente um desígnio nacional.

(O desígnio nacional do Buraco Financeiro, bom exemplo)

(continua)

Sargus disse...

(continuação II)

Seria a este estudo que se estaria a referir?

Não duvido de que não seja a saída dos parceiros envolvidos no projecto, nem que não traga novos postos de emprego, mas quem lucrará efectivamente?

Quanto à dispensa do ICNB, Se será positivo ou não, vamos ver, só espero que não seja tarde quando concluirmos que poderá ser negativo, mas haverá as ONG`s para fazerem o mais que suficiente trabalho do ICNB, que afinal de contas e na realidade, (cá está mais um passo que deveria ser dado para combater o défice) este instituto como muitos outros, não define políticas, executa-as, executa-as deficitariamente, pois os seus recursos e massa humana são escassos, são os que o orçamento do estado define e aprova na Assembleia da República.

Ministro do Mar, mais assessores, mais secretários, mais mordomias, mais encargos, acho que chega, convêm fazer ao contrário, como diz o Medina Carreira que é um grande crítico das finanças públicas, endividamento, despesa pública, actual carga fiscal portuguesa, educação, justiça e inexistência de políticas contra a corrupção, quanto à dívida externa portuguesa Medina Ferreira afirma que "nos últimos 10 anos a dívida portuguesa têm aumentado diariamente 48 milhões de euros", o problema é bem mais complexo que isso…

Evitando a poluição a biodiversidade estará em todo o lugar? Como não haverá progresso, sem progresso não existe evolução, basta ver as maiores super potências do mundo como estão e como desenvolveram a passos largos a sua economia.

Por outro lado esqueçam essa visão saudosista e poética do passado, porquê? Porque é prejudicial ao desenvolvimento de alguns, a entidade de uma cultura foi ou é de alguma forma negativa?

“A população aumenta, o mar é de todos e, aquilo que se lê nestes blogues é de que o verão é para esquecer porque os turistas estragam tudo e delapidam as coisas que só devem pertencer aos locais.”

Não concordo, muito pelo contrario, creio que por ser de todos, por todos os cidadãos terem os mesmos direitos que deveriam também ter acesso a isso, o que defendo é que existe um diploma, sendo emanada e publicada passa a ser lei e que todos a devem cumprir, se não existe fiscalização, porque esse é o problema, a conversa é outra... Quem apela ao usufruto do recurso são associações que apenas elas tem permissão para operar um recurso que a todos pertence (por exemplo os perceves)

“Se já concessionam os locais nas praias para os banheiros, que mais querem?”

Tem razão.

Claro que o ICNB não é preciso, que devia ser extinto para melhorar o défice, passar as suas competências para o Ministério da Agricultura ou do Mar, sem esquecer que algumas das suas competências só servem para emaranhar, complicar e entorpecer.

O ministério da agricultura só vê aquiculturas à frente…

(continuação)

Sargus disse...

(continuação III)

Mas este país está cheio de tipos milionários, que são os melhores do mundo e que se gabam de ter sempre o melhor da Europa e do mundo. A Assembleia da República, por exemplo montou um sistema de audiovisual e de parafrenália de novidades que ultrapassou todos os parlamentos do mundo.

Vítimas do choque tecnológico, só é pena que não tenham colocado à disposição dos deputados o tal ex-líbris informático apelidado de Magalhães.

“Pudera, estamos tesos e todos aqueles que têm votado nestes tipos são os culpados.”

Somos todos culpados, ao fim de 100 anos de República, existe responsabilização para quase tudo, infelizmente só não existe responsabilização política e indemnizações pelos fracassos, esbanjamentos de dinheiros públicos, más políticas, etc, certamente estaríamos melhores.

“Exijamos ver o Nosso Deputado em São Bento para lhe apertarmos os colarinhos e corramos com toda esta cambada.”

Qual deles? Defensor de Moura ou Francisco Lopes? Ainda acham que nomes conseguem mudar alguma coisa, é que isto não é bem um jogo de Poker, não é tudo manobras de “all in”, estão enganados, só mesmo com uma revolução pesada e reformas abissais (profundas), e não com estas guerras tipo Norte e Sul (semelhantes á Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana), cá infelizmente tenta-se combater com a política sendo dois galos para o mesmo poleiro, só teremos o que merecemos.

Quanto as confrarias espanholas e a co-gestão, parece-me que seria melhor, aliadas à regionalização, extinção de institutos que por o país proliferam e cortes drásticos no financiamento político, reformas vitalícias, mordomias, etc.

Já vi isto mais branco, e onde há fumo há fogo, depois do fogo que destrói tudo a natureza trata de renovar o bom e o mau…

Em suma Portugal não são meia dúzia de iluminados, é um todo onde tudo e todos deverão ter o seu lugar, direitos e obrigações, existem culturas, identidades tão variadas de norte a sul, existe a natureza mais ou menos defendida que ainda nos dá animo, quando ainda vivemos na selva e viramos costas a este labirinto de lobbys.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

http://dre.pt/pdf2sdip/2010/08/163000000/4474744747.pdf