Ética lúdica

Os verdadeiros amante da pesca lúdica devem saber que integram e interagem com o meio natural, lado a lado com os outros seres vivos, sejam eles fauna ou flora, devendo por esse motivo, consolidar essa interacção da forma mais natural possível e preserva-la de forma geral.

Deveremos conhecer perfeitamente a nossa actividade, desde a forma como se desenrola a pratica, os exemplares que acabam por ser as nossas presas, as relações que se estabelecem com o meio ambiente pela interacção do homem / ambiente / fauna / flora e as leis que o regem, que bem ou mal existem para serem cumpridas.

Teremos de ter consciência do impacto que exercemos, seja pequeno ou grande, o homem altera sempre o meio ambiente e as espécies por si só sempre que entra em interacção com ele, o simples facto de procurarmos integrar, de uma forma sustentável, com esse meio e as espécies leva-nos a tentar minimizar esse impacto e preservando o meio ambiente e os outros seres, como a si próprio, uma vez que fazemos parte desse meio como frequentador.

O verdadeiro pescador lúdico não deve em forma alguma destruir, deve limitar-se a pescar, isto é conseguído quando se selecciona as espécies por tamanhos ou quantidades, preservando e protegendo hoje para que amanha possamos usufruir da mesma forma que o fazemos hoje.

Deveremos proteger e respeita todas as espécies, mas acima de tudo as espécies raras ou ameaçados de extinção, que por sua vez já estão bastante debilitadas em termos de número de efectivos.

O verdadeiro amante da pesca lúdica tenta consciencializar-se ao máximo dos conceitos, espécies, conhecimentos, factores relevantes da sua actividade lúdica, etc, em suma, tenta reunir o máximo de informação possível para que esta actividade seja desenvolvida da correcta forma.

O pescador lúdico divulga as suas experiências, como meio de sensibilização e divulgação da modalidade, defesa do ambiente e dos recursos marinhos, preservando no presente para ter no futuro.

Teremos a obrigação de respeita o defeso, natural, legais ou outros, que por si só comprovam o nosso civismo perante a natureza e as espécies que são o nosso alvo.

Deveremos pesca os exemplares maiores, os adultos que já cumpriram as suas funções naturais, de reprodução e manutenção da espécie ou de defesa, alimentação de outras espécies que estejam no patamar acima da cadeia alimentar, controladores/predadores de espécies.

Deveremos ser generoso na vitória, não devemos maltratar nem despreza as nossas capturas, pois merecem e merecerão sempre o nosso respeito, por outro lado deveremos minimizar o sofrimento dessas mesmas espécies e não as devemos deixar no sofrimento ou no sufoco.

Não devemos exibe pescarias nem propagar feitos, reais ou imaginários.

Deverá utilizar o equipamento da melhor forma possível não saído da finalidade ao qual o mesmo equipamento foi concebido para a pratica, devendo com tudo ser honesto e agir com civismo quer para consigo próprio, com os outros amantes da modalidade, mas fundamentalmente deverá agir de boa fé para com as espécies, sejam elas bons troféus ou presas de menor qualidade.

Tem consciência que no mar nunca é demais a ajuda, porque é um ambiente de riscos de vária ordem que quer a receber ou a dar, qualquer ajuda será bem vinda, pois no mar qualquer tipo de solidariedade é necessário.




8 comentários:

S. Ferreira disse...

Se este código de conduta fosse seguido pela maioria, seria sem dúvida um passo em frente.

Tópico excelente!

Um abraço,

António Matos disse...

Boas Fernando precioso texto.

Quando alguem pergunta quero ir á pesca qual o material necessário, como é que apanho peixe ?

A resposta está nesta linhas que o meu amigo escreveu.

Obrigado pela visão.
Abraço

Miguel Coucello disse...

E assim mesmo fernando, e um prazer ler um texto destes quando para mais se sabe que do outro lado esta um Homem que respeita aquilo que apregoa ;)

Um abraço

Sargus disse...

Viva Sérgio,

Desde já o meu agradecimento pelo comentário, também acho que se todos tivéssemos um pouco mais de respeito pela dignidade das espécies e meio ambiente as coisas teriam outro rumo, outro significado, outra compreensão...

Vejo algumas melhorias em alguns pontos, menos mal o passo foi iniciado, resta saber até quando, até quando teremos de percorrer esse caminho, e saber ao certo se esse caminho será curto ou uma longa distancia...

Abraço

Sargus disse...

Boas António,

O meu agradecimento pelo comentário caro amigo.

"Quando alguém pergunta quero ir à pesca qual o material necessário, como é que apanho peixe?"

Terá toda a legitimidade para o fazer desde que respeite e se dê ao respeito, quer com outros amantes da mesma modalidade mas também com os recursos e meio ambiente, nada tem significado sem eles...

Abraço

Sargus disse...

Boas Miguel,
Obrigado desde já pelo comentário.

Espero que tenhas gostado da beleza alentejana deste domingo, apesar dos nossos amigos não terem aparecido, acho que entendeste perfeitamente a ideologia da ida ao mar ser mais do que apanhar peixe, espero que tenhas respirado e gravado na tua memória aquele belo local e paisagem que purifica o corpo e alma.

A costa alentejana está viva ainda, apesar dos atentados que pudeste observar...

Até breve amigo ;)

Um abraço

Ricardo disse...

Boas Fernando!

Como sabes, sou um defensor da educação antes da imposição por legislação, embora ache a última necessária, mas nunca resultará se não houver educação primeiro.

Estão aqui uns bons princípios a incutir nos mais novos, responsáveis pelo futuro da nossa relação com o mar.

Abraço,

Ricardo Silva

Sargus disse...

Boas Ricardo,

Tens razão, e é esse o caminho, não com imposições severas e injustas que afectam muita gente que se preocupa com estas problemáticas, existe e sempre existirá a face inversa da moeda, mas isso é outro tema bastante polémico...

A educação, civismo, compreensão pela realidade e problemática de preservação de recursos e ambiental é algo ao qual nos devemos unir e reger, pois com o evoluír das coisas limitamo-nos a qualquer dia irmos para o mar e deixar o material em casa, ou olhar para fotos tiradas hoje e vermos que tudo se alterou, onde existe hoje vida amanhã será um deserto se não nos preocuparmos com estes pontos...

Obrigado pelo comentário Ricardo.

Abraço