Proíbida a circulação do Cabo Sardão à Praia do Tonel



Contado não iria acreditar, mas desloquei-me ao local e infelizmente constatei a colocação de sinalética de transito no caminho vicinal nº1 da Rede Viária do Município de Odemira, circulação proibida (veículos motorizados ou não) Exceto veículos de entidades autorizadas e acesso a moradores e proprietários, duvido da legitimidade de encerramento à circulação nestes 6 km entre o Farol do Cabo Sardão e o areal da praia do Tonel, pois estamos a falar num caminho vicinal. 

Em primeiro lugar temos de apurar o motivo de encerramento deste local? Pessoas de mobilidade reduzida ou condicionada não podem efectuar um passeio neste troço de carro, registos fotográficos, um passeio com o meu filho para lhe mostrar onde o pai vai à pesca, ir à pesca ou caça submarina, etc, só me é permitido a pé? Em 6 km? Acho que o Polis começam a mexer com a liberdade das pessoas.




Os pescadores lúdicos também praticam e frequentam parte deste troço da linha de costa, visto que mais de metade deste troço se encontra em plena zona marinha de Protecção Parcial tipo I (PP I), nas falésias do Cabo Sardão numa distancia de 4500 metros de costa para sul, onde não se pode pescar, agora também não se pode circular com veículos (motorizados ou não), mais um condicionamento para acabar com mais 3500 metros de costa. Agora para irmos à pesca nesta zona (fora da PP I) teremos de fazermos um km ou mais, com material de pesca/equipamento de caça submarina as costas para efectuarmos a descida de uma falésia e irmos à pesca. Associado a isto desafio os mentores que decidiram a colocação desta sinalética a me acompanhar numa jornada para ter a noção do que falo.


São 6 km de caminho vicinal condicionado junto à linha de costa desde o Cabo Sardão até ao areal da praia do Tonel, de norte para sul o primeiro sinal esta colocado próximo do campo de futebol do Cavaleiro, depois num outro acesso transversal a dois terços deste percurso surge a colocação de mais dois sinais a condicionar a circulação no sentido norte e sul desse local, mais a sul, próximo da praia do Tonel, surgem mais dois sinais a condicionar o sentido sul norte e norte areal do tonel. 


Recordo que nesta temática, não fomos nós, pescadores lúdicos apeados ou caçadores submarinos que destruímos ou colocamos em risco o ambiente, a biodiversidade da paisagem, a parte cénica neste território em particular, os sargos em risco de extinção, não derrubamos falésias, "pisoteamos" as dunas, abrimos novos caminhos, contaminamos o solo e a agua com a nossa actividade.

A pesca neste território existe à centenas de anos, não é uma actividade nova que se esta a implementar e é principalmente efectuada por gente da terra que sempre o fez e que sente algum desconforto com medidas destas.

A sul da Zambujeira do Mar encontram-se estas duas estruturas. 


O que pretendem concretamente com intervenções deste tipo, um miradouro da linha do horizonte...

Um ponto bastante negativo observado no local, sinais de vandalismo, corte de cordas e grafites.  


Mais a sul, próximo da praia do Carvalhal existe um pequeno areal praia do Alvoreão, que tinha apenas este único acesso, com uma área ampla onde se podia deixar o carro afastado da falésia, o ICNF decidiu colocar ai uma estrutura em plástico reciclado para supostamente cortar o acesso as viaturas.

Para finalizar não me parece que seja assim que se deva tratar quem usufrui de um espaço, a politica de condicionar e proibir começa a ser demais para os mesmos do costume, alguns residentes, aqueles que pegam nas canas e vão pescar para as rochas... 

27 comentários:

Joaquim Lourenço disse...

Odemira , sempre a facturar...6km de costa =polis de milhões

Pedro Nunes disse...

Boas Fernando!
Parece que estamos a voltar ao "Mar Privado" neste caso terras privadas...
Não é só por aí que isso está a acontecer, em Sagres os Srs. do ICNF andam a avisar o pessoal para não meterem os carros em caminhos de terra batida, caminhos ao que me parece devem ter mais de 100 anos, mas só agora com a chegada do Polis é que faz mal os carros pisarem as pedras e a terra...
Sinais de proibido como esses apenas vi um que proíbe a circulação de viaturas na área da Ponta da Atalaia, pelo menos da ultima vez que lá estive só vi esse. No entanto recentemente ouvi historias de multas a pescadores lúdicos por terem as viaturas nos caminhos de terra e pedra...

Outros sítios há dentro do parque onde nos últimos anos fizeram uma espécie de estacionamento com uns "paus" mas roubando espaço que antes era utilizado para estacionar o dobro das viaturas e claro obrigando as pessoas a deixar sempre as viaturas mais longe...
Acho que ainda não perceberam que estão a destruir a Costa Vicentina aos poucos querendo "urbaniza-la" e atrair turismo de massas...
Abraço e força aí.

Anónimo disse...

Tenham vergonha deixem a malta pescar!

Joaquim Lourenço disse...

No meu entendimento. Isto nada tem a ver com pesca.
Odemira foi o concelho do litoral mais beneficiado pelos milhões do polis, estas placas foram colocadas pela autarquia pois só ela e a junta autónoma de estradas pode colocar sinaletica.
Julgo que foi moeda de troca .
E nem quero imaginar que haja um empreendimento gigante a aparecer na área.
Esta zona hoje é a mais restritiva do pnsacv.
Não bastavam as estufas, o fracking, os imigrantes ilegais etc.
Esta ideia de ter uma costa reconhecida pela Unesco está a mostrar bem o poder loobista.
Uma vergonha sem paralelo, no concelho que menos protege a natureza e os cidadãos da costa.
Isto cheira a negociata tal como aconteceu com o zmar.
Trocaram 6km de costa por milhões,e beneficiaram os grandes proprietários da região pois os seus terrenos sao exclusivamente seus até ao mar.
Uma nova troia ao estilo da comporta ou quinta do lago avizinha se .

Rodrigo Zacarias disse...

Vergonha! Como é possível deixarem isto acontecer e chegar onde chega!

Miguel Coucello disse...

Uma vergonha, alguem devia por mão nestes gatunos atrás das secretárias !!!

Ricardo Guerreiro disse...

Isto é uma verdadeira afronta à população. Parece surreal proibir uma população "livre" de passar numa estrada comum de terra batida só porque está num parque natural quando não afeta qualquer vegetação, ainda para mais quando o mesmo parque está cheio de coisas mais danosas tais como as estufas de agricultura "biológica". Espero que os autarcas ajudem a combater está injustiça e ação sem justificação. Temos tanto para mostrar e tanto para aprender não é a proibir...

Luis Silvestre disse...

É realmente vergonhoso. Estas restrições em nada beneficiam a zona, o concelho nem os utilitários dos caminhos. Aqui se demonstra o "desinteresse" autárquico sobre a situação. Independentemente de quem a responsabilidade sobre esta sinalética, como acima é referido, os nossos defensores e representantes a nível municipal nada fazem e compactuam com estas restrições absurdas.

Apenas digo uma coisa: Sou e serei contra o vandalismo. Há maneiras próprias de combater estas situações.

Abraço,

Sonia Seixas disse...

Bom dia,

Julgo que este caso merecia uma exposição conjunta das associações dos prejudicados sobre o que se está a passar (com cópia aos órgãos de comunicação social) poderia ajudar.
Lembro que o acesso à costa é um direito e impedir 6 km de reserva parcial mão me parece uma boa politica.
Será que o ICNF ainda não aprendeu que as politicas devem-se fazer "bottom up" e não "top-down"?
Sónia Seixas

Anónimo disse...

Quem é que colocou as placas?
E porquê?
O que querem eles proteger desta vez?

luis Maia disse...

Estupefacção!!!!! Veremos até onde vai,e k ainda mais está para acontecer....

Anónimo disse...

A pois é quem tem papel e que tem granel......sem comentários!!!!!!!

jorge borralho disse...

Só no nosso Pais á uns anos atras multaram carros por estarem em cima de umas plantas chamadas choro~es passado algum tempo consideraram uma especie invasoura .
PORTUGAL NO SEU MELHOR

S. Ferreira disse...

Andam a brincar com as pessoas.
Com estas medidas estão a segregar as pessoas e a privá-las de actividades de lazer que nunca colocaram em causa o que quer que fosse.
Se estas entidades quisessem fazer algo de construtivo, envolviam o cidadão na protecção do Parque e não o contrário. Só estão a fazer com que as pessoas se revoltem e comecem a manifestar a sua indignação de várias formas.
Organizem-se e tomem medidas sérias e firmes para acabar com estes feudos.

Ab e não deixes de meter o dedo na ferida para informar os mais desatentos (nos quais eu me incluo).

Anónimo disse...

O vento e as intenperias levam os sinais

Diogo Zacarias disse...

Não sabem o que andam a fazer!!!

Anónimo disse...

NO DOMINGO VOU PESCAR E PASSSO POR ESSES SINAIS VANHAM DIZERME ALGUMA COISA SE FOREM CAPAZES BANDIDOS

Filipe Jose disse...

Vergonha onde isto vai chegar
Proteger sim mas com princípios que salvaguardem o interesse de todos

António Marreiros disse...

Tudo isto é muito estranho.... A sociedade POLIS do Litoral Alentejano e Costa Vicentina tem como sócios as câmaras municipais de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo, sendo que, a POLIS propriamente dita apenas se limitou a realizar e fiscalizar as obras. Logo, a responsabilidade pela sinalética em estradas ou caminhos municipais é da inteira e única competência da câmara municipal. Será pois, a câmara municipal de Odemira a única entidade que deverá dar explicações aos seus munícipes pela, (mais uma...), alarvidade por si praticada, onde a prepotência assente numa política do quero, posso e mando vai sendo rainha. Posto isto, compete a todos nós munícipes mostrarmos a nossa indignação por uma medida que não tem qualquer lógica e cuja legalidade não será duvidosa....???
S

António Marreiros disse...

A sociedade POLIS do sudoeste Alentejano e costa Vicentina tem como parceiros as câmaras municipais de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo, sendo que a POLIS propriamente dita apenas se limitou a realizar e fiscalizar as obras. Logo, a competência pela sinalética nas estradas e caminhos municipais é das câmaras municipais e neste caso, a única responsável é a câmara municipal de Odemira, que numa atitude prepotente, (mais uma....), utilizando a política do quero, posso e mando que já é rainha por estas bandas, toma esta decisão que para além de ridícula e absurda passa a ser de uma enorme alarvidade. Posto isto, compete à nós munícipes mostrarmos a nossa indignação e total desacordo pela situação criada de forma a que esta aberração não se consolide como um facto consumado.

Ricardo Guerreiro disse...

Só tenho umas perguntas a fazer onde anda a Polis PNSCV quando todos os dias são derramados litros e mais litros de químicos para o mar sem fiscalização das culturas intensivas praticadas junto a costa?? Ou será que ganham algo em troca pela porta do cavalo ou saco azul???? O pescadores lúdicos é que estão mal nesta sociedade onde impera a corrupção????

Francisco José Dias Louzeiro disse...

Tenho visto muitos parques de merendas vandalizados. Vandalismos, não concordo, mas mostrar a estes inuteis que os donos de Portugal são o Povo. Acharia bem, que um grupo de homens sem receio, pegassem em ferramentas e derrubassem as ditas placas. É revoltante. Não serei eu que iria curtas as placas, sou de outra região.depois de ter lido tudo, ainda penso, e os turistas que querem ver a paisagem? Estão zangando o povo e ainda não entenderam que a paciencia tem limites. Um dia o gato vai miar, depois vão pedir aos jornalistas para escreverem que em Portugal há terrorismo.

Valdemar Alves disse...

Esta situação é terrível mas já esperada à muito tempo e cada dia que passa há-de ser pior.
Refiro-me não só a estas prepotências mas a tudo o que se passa pelo País fora, com a desculpa do ambiente, pensem quem ganha fortunas com a reciclagem de todos os materiais que nós na compra de algum produto já pagamos, ex. plásticos, paga a taxa ao comprar um bem porque é embalado em plástico, faz de trabalhador ao separar o lixo, mas paga a taxa de resíduos sólidos na factura da água, compra o caixote para dividir o lixo com os materiais por si já seleccionados, etc. Só por aqui vejam as negociatas de milhões que por aí andam.
Não pode circular na Grandes cidades se o seu carro não for recente pois a poluição é atribuída a estes veículos, mas os aviões podem sobrevoar essas cidades e os autocarros e táxis já velhinhos a fumegarem por todos os lados já não poluem.
Aqui pelo Centro também já começaram a multar os pescadores desportivos nos quais me incluo há 48 oito anos e mesmo antes do 25 de Abril nunca assisti a tal tomada de poder por parte dos dirigentes camarários, POLIS, ICN, lobbies imobiliários, eu sei lá o que mais.
Vandalismos não e não o que é de todos é para ser bem tratado e mantido para as gerações vindouras, mas... temos nas nossas mãos a melhor arma para pôr fim a estes abusos, mas foi coisa que não vi manifestado nos comentários atrás descritos.
Eleições é tão simples quanto isso e não tenham medo de pensar ou agir assim, a liberdade dá-nos esse direito de não votarmos naqueles que não estão à altura dos nossos desejos e pensamentos.
Pensem bem e de Norte a Sul, de Este a Oeste pensem bem se as escolhas que fizeram coincidem com os vossos anseios de um País livre de corrupção e aproveitamento do que é de todos para bem próprio.
VA

Anónimo disse...

Só agora é que vi isso.
Eh pá belo texto o teu esses burrocratas de Lisboa só sabem limpar dinheiro ao contribuinte e estão a cagar para as gentes locais.
Aperta com eles.
Abraço
RM

Anónimo disse...

Há que haver união e protestar! Se não resultar .... Enfim eu sei o que começaria por fazer!

Anónimo disse...

...não sendo a favor do vandalismo, caso haja quem disponibilize um "saco preto" e tape a sinalética, a mesma não sendo observada não pode ser passível de coima ou desrespeito..."Oh Sr. agente, vi que estava um saco a tapar e, nem me atrevi a mexer, pois não sendo minha propriedade poderia ser acusado de "mexer em coisa alheia"... ;)

Anónimo disse...

Restrições cegas!
Não se pode proibir por proibir, mas antes criar condições e meios em vez de procedimentos puramente burocráticos.
A politica (decisores políticos) anda pelas ruas da amargura ao nível local e central, cada vez se pensa menos nas pessoas.
Parabéns pelo espaço e conteúdos disponibilizados, gostei em particular da chamada de atenção para a segurança e algumas hiperligações de cariz cientifico, quanto às imagens disponibilizadas no sexto sentido demonstra bem a qualidade e beleza desse litoral.
Saudações e continue a brindar-nos com essa sua visão.

António Soares Silva