LPN contra proposta de novo Plano de Ordenamento do Parque Natural da Costa Vicentina


A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) considerou hoje que a proposta de um novo Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina põe em risco as espécies e os habitats e “viola directivas internacionais”.

“A ser posta em prática a actual versão, que ainda é uma versão de trabalho deste plano, consideramos que ficam em risco os objectivos do parque e as espécies, os habitats e a paisagem”, afirmou Francisco Moreira, da direcção nacional da LPN.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente ecologista disse que a LPN "pretende evitar que algumas das normas que existem neste plano sejam efectivamente postas em vigor”.

“Tão graves são que podem levar à destruição de espécies e habitats protegidos por directivas comunitárias. Daí a nossa intenção de informar a Comissão Europeia, caso esta proposta vá para a frente, para a violação de directivas internacionais”, avançou.

A Liga "pretende alertar a opinião pública, a sociedade e também a União Europeia relativamente ao que se passa com a proposta que está em cima da mesa para o Plano de Ordenamento do Parque”, disse, aproveitando o Dia do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), que se celebra hoje.

O dirigente da LPN considerou ainda que a actual proposta “recua” em relação ao Plano que está em vigor e “sugere que os valores naturais do parque podem ficar em risco”, identificando “a pressão turística” e a “rega na agricultura” dentro do Parque como “dois problemas graves”.

“O Parque tem dois problemas graves, entre outros, que têm a ver com a pressão turística no litoral e com a existência do perímetro de rega na agricultura dentro do Parque”, afirmou Francisco Moreira.

“Nos últimos anos temos assistido a uma proliferação de aprovações de empreendimentos turísticos em áreas sensíveis e extremamente valiosas para a conservação da biodiversidade, como o Espartal e o Martinhal, a uma aposta continuada em práticas agrícolas intensivas de regadio e a um fechar de olhos à delapidação dos recursos marinhos”, alertou a LPN, em comunicado.

Segundo Francisco Moreira, “as propostas deste plano hipotecam as possibilidades de salvaguardar a conservação da natureza na área do Parque”.

Para a Liga, o futuro do PNSACV deve passar “pelo reforço” de medidas de protecção da natureza e da biodiversidade e pela “atribuição do estatuto de Parque Nacional”, numa zona que classifica como “uma das mais importantes áreas naturais costeiras do Sul da Europa”.

A LPN considera que o novo Plano de Ordenamento deve “impossibilitar a construção de empreendimentos turísticos fora dos perímetros urbanos” e “rejeitar a instalação de novos campos de golfe e de parques eólicos”.

“Conciliar as práticas agrícolas com a conservação dos valores naturais”, “aumentar a área de Protecção Total” e “aumentar as áreas de protecção marinha para um mínimo de 30 por cento” são outras medidas que a Liga defende que devem constar no Plano de Ordenamento.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estende-se entre a ribeira da Junqueira, em São Torpes, e a praia de Burgau, no Algarve, abrangendo os concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo.


agência lusa

Fonte: barlavento

26 comentários:

Residente no PNSACV disse...

Estes ambientalistas metem nojo, então agora depois de encherem de subsídios vem levantar a voz...

Cambada de inúteis, só se vem a confirmar que eles e o ICNB estão no mesmo saco.

NA ÁREA DO PARQUE NATURAL DO SUDOESTE ALENTEJANO E COSTA VICENTINA VIVEM PESSOAS, PESSOAS!!! NÃO VEM CÁ DE FÉRIAS, NÃO SÃO TURISTAS, SÃO PESSOAS PERTENCENTES A FAMÍLIAS QUE DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO FORAM HERDANDO TERRENOS PERTENCENTES A FAMILIARES, DE GERAÇÕES EM GERAÇÕES FIZERAM AGRICULTURA NATURAL DE SUBSISTÊNCIA, FORAM À PESCA E MARISCARAM, E AGORA QUEREM FAZER DISTO UM MUSEU????
VER MAS NÃO MEXER???
TENHAM MAS É VERGONHA!!!!

ICN = Instituto da Complicação da Natureza

LPN = Liga da Proibição Nacional

METAM OS OLHOS EM SINES, NO ZMAR, NO ALGARVE, NA RIA FORMOSA, NAS ESTUFAS DOS CAMONES, NA PESCA PROFISSIONAL, FALEM E ESCREVAM SOBRE ISSO.

CLONEM DINOSSAUROS E LINÇES IBÉRICOS, METAM-NOS CÁ E MANDEM EMBORA AS PESSOAS QUE CÁ VIVEM.

EXPROPRIEM ISTO E FAÇAM DISTO UM JARDIM, UMA FAIXA DE GAZA OU CONSTRUAM UM MURO DE BERLIM AQUI.

Deixem as pessoas residentes em paz de uma vez por todas ou isto vai dar mau resultado, pois já começamos a perder a paciência com tanta defesa.

Anónimo disse...

LPN se querem preservar o ambiente estou convosco, mas se vêem com ideias de aumento de áreas de protecção total para a pesca lúdica vamos ter guerra da grossa!
Vou estar atento...

Virgílio Castro

Anónimo disse...

UMA PERGUNTA.
QUEM FAZEM ESTES SENHORES QUE TANTOS FUNDOS RECEBERAM PARA PERSERVAR UM PARQUE NATURAL.
SE EM PORTUGAL, SE CHAMA UM PARQUE NATURAL A UMA FAIXA DE COSTA QUE A NATURESA NOS OFERESEU ENTAO A LPN..
NUNCA VIU MESMO UM OUTRO PARQUE.
PARA MIM UM PARQUE NATURAL TEM QUE TER DENTRO DO SEU HABITAT PESSOAS QUE AI VIVEM E TRABAHLAM ,TER ZONAS DE FLORESTA COMO OS PINHEIROS OS SOBREIROS ECT.
AGUA PARA OS ANIMAIS SELVAGENS E DURANTE AS EPOCAS DE POUCA AGUA E COMIDA ALIMENTAR OS MESMOS ,PLANTAR FLORESTAS MEDITERANIAS E LIMPAR AS MESMAS .
VENHAM UMA VEZ A EUROPA CENTRAL VER COMO A ALEMANHA,A SUICA A AUSTRIA EA ITALIA FAZEM OS SEUS PARQUES NATURAIS.
P.SAGRES

Anónimo disse...

A LPN esta contra...
Quem é a LPN para estar contra ou a favor do que quer que seja...
Como os comentários acima na PNSACV existem pessoas, querem fazer o quem? Correr com elas daqui para fora? E viva à Natureza, a natureza somos nós, a natureza e espécie protegida no PNSACV somos nós, nós que cá moramos e não meia dúzia de gatos pingados de políticos que passam pelo governo e que com o ar de totalitarismo ditador de outros tempos nos colocam quase uma "pena de morte", como se não basta-se isso, vem agora estes Green peace Portugueses que vivem dos nossos fundos armados em espertos. O que já vocês fizeram sobre esta área, quantas vezes cá vieram, quem sois vós, com quem falaram, são representantes de que?
Com que direito aparecem com esse ar de passar por cima das pessoas que cá vivem e sempre viveram, quando vós vivem em Lisboa e produzem mais lixo que muitas das pessoas que aqui moram.

Luís Nascimento

Anónimo disse...

O residente no PNSACV optou aqui por um discurso rasteiro, insultando em vez de argumentar. Seria interessante que ele nos explicasse, se é que consegue, por que razão as propostas da LPN são contrárias aos habitantes do parque ?

Outro residente no PNSACV

Sargus disse...

Viva residente no PNSACV.

Desde já obrigado pelo comentário.

Quanto à LPN não me vou pronunciar, pelo menos para já, é a sua opinião e é livre de pensar o que bem entender.

Quanto às afirmações:

"NA ÁREA DO PARQUE NATURAL DO SUDOESTE ALENTEJANO E COSTA VICENTINA VIVEM PESSOAS, PESSOAS!!!
NÃO VEM CÁ DE FÉRIAS, NÃO SÃO TURISTAS, SÃO PESSOAS PERTENCENTES A FAMÍLIAS QUE DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO FORAM HERDANDO TERRENOS PERTENCENTES A FAMILIARES, DE GERAÇÕES EM GERAÇÕES FIZERAM AGRICULTURA NATURAL DE SUBSISTÊNCIA, FORAM À PESCA E MARISCARAM, E AGORA QUEREM FAZER DISTO UM MUSEU????
VER MAS NÃO MEXER???"

Tenho de concordar consigo, apesar de reconhecer que deve de haver preservação, ou melhor, se calhar deveria haver outro tipo de preocupações de nível idêntico ambiental que não são referidas pela LPN, mas isso é outro assunto, mexe com outros interesses...

O quanto o compreendo!...

"METAM OS OLHOS EM SINES, NO ZMAR, NO ALGARVE, NA RIA FORMOSA, NAS ESTUFAS DOS CAMONES, NA PESCA PROFISSIONAL, FALEM E ESCREVAM SOBRE ISSO."

Abraço e obrigado pelo comentário.

Sargus disse...

Boas Virgílio Castro, desde já obrigado pelo contributo.

Acho que todos devemos estar atentos com o que ai vem...

Isto já começa a mexer com muitos interesses, de vários âmbitos, o que leva a crer que algo está para começar a rebentar de uma maneira ou de outra, acho que quem vai ficar prejudicado são as populações residentes, mas creio que se isso acontecer vai continuar a dar-se a revolta das populações que cada vez mais estão com as suas vidas literalmente atrofiadas.

Se isso acontecer à que desenterrar o machado de guerra alentejano e algarvio, com células em todo o pais, porque não creio que tantas interdições, planos, planinhos, estudos, opiniões, defesas, defesos passem despercebidos a estas gentes que se tem vivido na passividade, começam a deixar de ter paciência para este tipo de coisas.

Façam e protejam mas oiçam as pessoas, trabalhem com os residentes, vivam ao seu lado de mãos dadas e não cometam o mesmo erro do ICNB.


Abraço.

Bruno Freire disse...

É Triste quando se fala em protecção marinha e restrições da pesca lúdica quando ESSES ARRASTÕES DELAPIDADORES DA FAUNA MARINHA EM MASSA PASSAM IMPUNEMENTE A 30 METROS DA PRAIA A LARGAR REDES E APARELHOS SEM QUALQUER VIGILÂNCIA.

Depois vem o pescador com um único exemplar (quando há) sem ter o rabo cortado e siga pagar uma multa por esse crime monstro que acaba de cometer. ENFIM......

Assim vai o nosso Portugal.

Sargus disse...

Boas P.SAGRES.

A resposta está aqui, site www.lpn.pt da qual cito:

Quais as principais áreas de intervenção da LPN?

A LPN intervém nas grandes questões ambientais nacionais e internacionais (projectos, legislação, campanhas, etc.). Emite pareceres, participa em comissões de acompanhamento e avaliação, debate e opina junta das entidades responsáveis e actua juridicamente quando há infracções à legislação ambiental. Desenvolve, também, projectos em áreas como a Conservação da Natureza, Formação e Educação Ambiental.

Mas que diferença concreta faz ou fez a LPN no nosso país?

Muita! Apenas como exemplos: a LPN foi a grande promotora da criação de várias áreas protegidas do nosso país, como o Parque Nacional da Peneda-Gerês ou o Parque Natural da Arrábida; dinamizou campanhas de sensibilização que fizeram história, como a da defesa do lince-ibérico na Serra da Malcata; possui o maior projecto de conservação da natureza gerido por uma associação em Portugal (o Projecto Castro Verde).

Pededa Geres
Arrábida
Castro verde (abtardas, penso)

São os pontos que a LPN sente orgulho.

Mas o que foi feito pelos núcleos de Évora, Portimão e Coimbra pela orla costeira que agora dão um paço em frente?

Comparar o PNSACV com o Peneda-Geres Arrabida e Castro através de pós e contras, numero de população residente, tipos de agricultura, pressão pesqueira, pressão da caça, agricultura, tipos de vegetação, poluição, impactos ambientais, pressão turística, será que terão o mesmo peso e medida?

Abraço P SAGRES.

Anónimo disse...

Esses senhores da LPN é que têm obrigação de explicar os conceitos que utiliza, designadamente "pôr em risco habitats, as espécies e a paisagem" , sim o que é isto para as pessoas perceberem, em concreto o que estão a falar.
Esqueçam as urbanizações, que não é disto que aqui se fala, mas do resto, esse resto feito de proibições, sobre proibições, de sujeição ao "entendimento" de alguém sagrado que demora a responder e que ainda tem de ser pago para se pronunciar, qual pitonisa prostituta que ainda por cima nem gozo dá!
Expliquem, cada coisa em pormenor para a gente vos perceber e topar.

Se vocês são os tais das menos de 500 ABETARDAS que dizem ter aumentado em Castro Verde, expliquem aqui aos leitores quantos milhões sacaram a Bruxelas e expliquem bem por que as abetardas se foram embora e o que conduziu a esse fracasso /vitória, para sabermos quanto custou cada abetarda aos contribuintes europeus (onde nós nos encontramos) e para percebermos como se pode chuchar e chupar tanto dinheiro bricando connosco.

Vocês serão provavelmente aqueles que defendem a colocação de animais mortos nos campos alentejanos para ajudar a sobrevicer o ABUTRE. Antigamente, esses animais mortos eram as ovelhas e cabras dos rebanhos ou vacas, e havia carcaças porque havia agricultura e pecuária.
Agora vocês dizem que os pastores levam atrás não sei o quê e que as abetardas fogem.

Estão preocupados com a água de rega nos campos?
Com água há mais plantas, mais flores , mais abelhas, mais frutos, mais figueiras , mais papa figos, mais gaios, rolas, mais minhocas, mais insectos, mais andorinhas e outra passarada que se alimenta deles, mais águias mais coelhos, mais lebres, mais raposas, mais lontras.

Como estamos junto ao mar a água que não for aproveitada vai para o oceano, seja a dos rios seja a subterrânea.

Se nos disserem, atenção aos químicos..., isso sim, mas com adubação orgânica tudo o que a terra der, deve ser aproveitado e transformado em riqueza.

Aquilo que os "dotores" da LPN devem fazer é começar a cultivar a terra no duro, perceberem como ela se regenera e como "aquilo funciona".
Uns 10 aninhos como dizia o outro para aprenderem... e depois poderem botar opinião!
Isso do negócio das abetardas é uma fraude.
As estufas desde que não usem químicos agressivos não fazem mal nenhum, nem à vista de quem respeita o trabalho dos outros, a satisfação das necessidades da nossa economia e a poupança nas importações.
Se isto não vos diz nada, se julgam que o dinheito cai do céu, é melhor começarem a trabalhar no duro para perceberem, mas se ao menos fossem inteligentes ou honesto já teriam percebido.

E se querem fazer do PNSACV um JARDIM DE BIODIVERSIDADE, PAGUEM-NO, a começar pela vossa mesada.
Basta de garotos e de irresponsabilidade.
Aqui no PNSACV vivem pessoas que trabalham duramente, que sofrem os rigores e os azares do clima.

Esta gente merace respeito e tem que ser respeitada. Se você vive cá só para nos moer o juízo, pode ir andando.
E será melhor partir pelo próprio pé antes que seja corrido a ponta pé.
Aniceto Figueira

Anónimo disse...

Nem pensem!

Se querem que os habitantes dos concelhos do PNSACV e só eles paguem com as limitações que os outros habitantes dos demais concelhos de Portugal não suportam, vão andando.

Os habitantes do PNSACV não são menos cidadãos que os demais que não suportam este tipo de limitações.

Se os outros países já espatifaram os seus pássaros e as suas plantas e agora querem que os habitantes do PNSACV façam sacrifícios, então que paguem!

Querem rede natura, coisas bonitinhas porque na terra dos outros fizeram agricultura e continuam a fazer agricultura e a exportar géneros alimentícios, então que parem com essa actividade e deixem as terras em pousio para cumprirem também a parte deles nessa sua da biodiversidade que a terra depressa se regenera e voltam as florinhas em extinção e os pássaros e a demais bicharada.

Ah! a biodiversidade é só para os pategos portuguesees e em particular para os do PNSACV, então, é melhor darem uma volta e irem em procissão com os da LPN e todas as confrarias que vivem à sombra do subsídio e da almoçarada à custa da rede natura.

A costa e as arribas, são bonitas, lá isso são, deixem-nas estar.
Não querem construção a menos de 2 kms. tudo bem.

Não querem moinhos de vento para fabricar electricidade e preferem queimar resíduos lenhosos, carvão, petróleo, gás etc. ?

Essa gente é melhor ir para Marte porque devia saber que o ÓPTIMO É INIMIGO DO BOM, e isto quer dizer que se só admitem o óptimo, jamais nada se fará de bom.

É essa insensatez que é preciso combater e meter juízo dentro dessas cabecinhas tontas, ainda que seja preciso ser à martelada ou a ferro e fogo.

Senhores do ICNB e do PNSACV podem partir daqui e levar convosco os maiores inimigos do ambiente e da biodiversidade que uns e outros não se distinguem.

F. Correia

Anónimo disse...

É curioso como estes comentadores fazem do LPN o inimigo a abater.

Querem-nos fazer crer que são uns coitadinhos, uns desprezados, uns cidadãos de segunda a quem tudo é proibido. Deixem-se de lamúrias !

Vão ver como se vive em alguns bairros periféricos de Lisboa e do Porto para perceber o que é ser cidadão de segunda em Portugal. Será que a culpa da miséria dessas gentes também é da LPN e do ICNB ?

Sargus disse...

Luís Nascimento a LPN esta contra a proposta de novo plano de ordenamento do PNSACV, simplesmente porque o mesmo pode aliviar as restrições impostas pelo anterior em determinados sectores em detrimento de outros, tudo o que seja menos restritivo os ambientalistas estão contra.

Como é óbvio, as populações locais estarão contra, quer o plano do PNSACV como também das restrições impostas ou opinião da LPN em determinados pontos, como estão contra o ICNB. As pessoas não tem culpa de viver num território "abençoado", não tem culpa de lhes terem imposto à força uma área protegida, e agora?

Isto não é uma colónia de ferias certamente, deve de haver restrições como é óbvio, deve de haver preocupações ambientais, mas também devem ser consultadas as pessoas que aqui vivem e não serem lhes impostas medidas ou planos elaborados por sabe-se lá quem, que provavelmente nem ao local vieram constatar factos e modos de vida das pessoas.

Enfim...

Abraço e obrigado pelo comentário e contributo.

Residente no PNSACV disse...

PARA O OUTRO RESIDENTE NO PNSACV:

O residente no PNSACV optou aqui por um discurso rasteiro, insultando em vez de argumentar. Seria interessante que ele nos explicasse, se é que consegue, por que razão as propostas da LPN são contrárias aos habitantes do parque ?

PONTO 1

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) considerou hoje que a proposta de um novo Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina põe em risco as espécies e os habitats e “viola directivas internacionais”.

Considerou o que?
As especies e os habitats estão em risco à muito tempo, se é residente no PNSACV deve sabe-lo ou pertence a LPN?
Agricultura intensiva, contaminação de lençõis freaticos, aumento de certas zonas em epoça de verão aumentando os residuos fecais que desaguam no mar e riso, residos plasticos abandonados e enterrados, pesticidas intruduzidos na agricultura que matam o rato, a cobra, a aguia, contaminação de ribeiras, terraplanagens de dunas, não aproveitamento da agua que corre para o mar, lixeiras a ceus aberto, redes no mar junto a costa, portos de pesca nojentos, etc ou é preciso fazer um desenho.

PONTO 2

“A ser posta em prática a actual versão, que ainda é uma versão de trabalho deste plano, consideramos que ficam em risco os objectivos do parque e as espécies, os habitats e a paisagem”, afirmou Francisco Moreira, da direcção nacional da LPN.

... a paisagem? Montem-se num helicopetro e voem por cima da area do PNSACV e observem, tirem as conclusões, se tiverem vertigens vejam o google earth.

PONTO 3

O dirigente da LPN considerou ainda que a actual proposta “recua” em relação ao Plano que está em vigor e “sugere que os valores naturais do parque podem ficar em risco”, identificando “a pressão turística” e a “rega na agricultura” dentro do Parque como “dois problemas graves”.

Agora vem pronunciar-se depois de construido o Z BETÃO MAR? Tras turistas, o festival sudoeste tambem, as praias tambem, proponham acabar com tudo já agora...
A rega na agricultura é o pior? E os produtos e residuos utilizados na agricultura já estão bem, nem vale a pena cita-los correcto?

PONTO 4

“O Parque tem dois problemas graves, entre outros, que têm a ver com a pressão turística no litoral e com a existência do perímetro de rega na agricultura dentro do Parque”, afirmou Francisco Moreira.

Estão como o outro ministro, é deserto, se ele acha isso entao vamos transforma lo num deserto, corram com os turistas daqui, a mim fazem me um favor, começa a estar muita croud.
O perimetro de regra do mira foi muito antes do 25 de Abril, sem ele não teriamos certamente o desenvolvimento agricula e pecuario que tivemos, estrangulado justamente pela CEE/união eropeia, requer lá está um melhor aproveitamento das aguas e maior defesa dos terrenos das horto floriculturas que os estrangeiros tem vindo a praticar ca.

PONTO 5

Nos últimos anos temos assistido a uma proliferação de aprovações de empreendimentos turísticos em áreas sensíveis e extremamente valiosas para a conservação da biodiversidade, como o Espartal e o Martinhal, a uma aposta continuada em práticas agrícolas intensivas de regadio e a um fechar de olhos à delapidação dos recursos marinhos”, alertou a LPN, em comunicado.

FECHAR DE OLHOS A DELAPIDAÇÃO DE RECURSOS MARINHOS???
Pesca profissional, mariscadores ou pesca ludica.
Não falem do que não sabem, ou falem concretamente.

PONTO 6

Para a Liga, o futuro do PNSACV deve passar “pelo reforço” de medidas de protecção da natureza e da biodiversidade e pela “atribuição do estatuto de Parque Nacional”, numa zona que classifica como “uma das mais importantes áreas naturais costeiras do Sul da Europa”.

Estão loucos, so pode, creio que o maior desejo das pessoas seja acabar com o ICNB aqui e a demominação de PNSACV é so atrasos de vida, mamar dinheiro de fundos comunitarios como a LPN e nada fazem, afastam se das pessoas e querem é animais.

PARTE 1

Residente no PNSACV disse...

PARTE 2

PONTO 7

A LPN considera que o novo Plano de Ordenamento deve “impossibilitar a construção de empreendimentos turísticos fora dos perímetros urbanos” e “rejeitar a instalação de novos campos de golfe e de parques eólicos”.

Impossibilitar a construção de empreendimentos turisticos fora de perimetros urbanos? Ah, ah, ah, certos perimetros urbanos nem tem conduições para construção de meia duzia de casas quantos mais empreendimentos, quem quer vir passar ferias para perto de localidades que nao sejam junto ao mar.
Campos de golfe para gastar água não obrigado.
Parques eolicos, não gosto de ver mas sei que são produtores de energia limpa, menos nociva para o ambiente. SINES metam os olhos em Sines, acabem com aquilo lá, isso sim faziam um grande favor...

PONTO 8

Conciliar as práticas agrícolas com a conservação dos valores naturais”, “aumentar a área de Protecção Total” e “aumentar as áreas de protecção marinha para um mínimo de 30 por cento” são outras medidas que a Liga defende que devem constar no Plano de Ordenamento.

Já estamos em guerra com o ICNB, com o Ministrerio do Ambiente e agora um novo alvo a abater os abtarda boys como o GRANDE ANICETO FIGUEIRA comentou.

PONTO 9

Quanto ao litoral algarvio redes natura e o diabo a 4, é uma pura vergonha que as coisas permanecam assim, desenvolvimento zero.

PONTO 10

Discurso rasteiro, insultando em vez de argumentar, vem o camuflado aqui jugar me a cara uma coisa que sei, porque vivo cá, não estou cá de ferias, gosto da minha terra mais do que outra pessoa e revejo me na maioria da população aqui residente, voçes vão mas é tomar conta das colonias de ferias das abtardas que nisso são bons e ate ganham premios, não ataquem as pessoas porque isso pode trazer bastantes maus resultados acreditem...

O VERDADEIRO RESIDENTE NO PNSACV não camuflado.

Perdi algum tempo a escrever aqui agora vou mas é pescar!

Abraço ao amigo oceanus continue a informar nos destas coisas que nos querem tirar, vamos LUTAR PELAS NOSSAS TERRAS, PELOS NOSSOS DIREITOS, PELAS NOSSAS LIBERDADES.

Sargus disse...

Caro Outro residente no PNSACV

Desde já obrigado pela sua intervenção, não querendo ser juiz de ninguem, creio que existem pontos positivos e pontos negativos na noticia publicada, da qual a LPN poderá ser bem vista ou mal vista por essas afirmações, perante os cidadãos que começam a ficar fartos de tantas regras, legislações e planos, e desse lado me encontro eu, pois revejo que esta questão começa a ser uma guerra e batalha a ser travada, nós não somos ouvidos nem achados, as populações limitam-se a acatar as ordem superiores de políticos e instituições, tambem eu estou ligado ao associativismo, e sei o que isso é, não conseguimos alegrar a gregos e troianos...

Abraço.

Sargus disse...

Boas Bruno Freire.

Desde já obrigado pelo comentário e contributo.

Isso é um facto que acontece diariamente junto da nossa costa e ninguém faz nada por isso, ninguém se preocupa com isso, apenas com os lúdicos, são mais fáceis de apanhar.

Assim vai o nosso Portugal.

Dois pesos duas medidas...

Abraço.

Sargus disse...

Boas Aniceto Figueira.

Desde já obrigado pelo contributo.

Não tenho a menor duvida que esses conceitos podem ser interpretados de diversas maneiras e não na forma abstracta, porque se assim for serão mal interpretados certamente.

Existem proibições e mais proibições, umas em cima de outras, mas claro está que apenas prejudicam as populações residentes, aquelas pessoas que cá vivem, porque o resto é turismo...

Os pareceres, financiamentos, pagamentos, subsídios, geram interesses sem duvida.

Quanto a restrições podem ser avaliados na base da Análise SWOT.

É engraçado que isso poderá ser comparado com tantas outras coisas...

Abtardas, subsídios, agricultura, escudo (como conseguem mante-las lá apeadas como se faz com o gado, ou talvez criando o defeso como se faz com o sargo, com vedações electrificadas no mar para que os mesmos não saiam do local

Agora não existe agricultura nem pecuária então à que colocar carcaças para que os abutres lá permaneçam ou o local fique na rota do gps dessas aves, porque senão cai por terra esse ponto tão valorizado, os abutres. Porque não fazê-lo com os alentejanos e algarvios residentes no PNSACV?
Talvez daqui a uns anos fossem vistos como uma espécie protegida, da qual pertenço e teria um enorme orgulho ter uma zona em que ninguém pudesse entrar para não interferir com a minha humilde vida) ironicamente falando como é óbvio.

Existe sempre um bode expiatório, à que acabar com a agricultura naquele local, ou com o que os pastores levam para não afugentar as aves sagradas...

A água é vida sem duvida, mas também me preocupa certamente o que vai junto à agua, os componentes que são arrastados para o mar e que acabaram com as belas fontes que tínhamos junto ao mar, desde miúdo que bebia água dessas fontes, agora não o faço mais, muita agricultura, lençóis freáticos contaminados ou de qualidade duvidosa não faltam por ai.

A água segue o seu ciclo natural, carregando os sais minerais como o cloro, sódio e magnésio, para o mar, motivo pelo qual ele é salgado, mas nem só carrega sais minerais, carrega tudo o que lhe for adicionado ou por onde passar, apesar de parte ficar retida nos solos.

Os adubos naturais feitos à base de esterco de animais já não interessam, pois não, porque produzem metano, porque não existe agricultura de subsistência, porque é proibido matar porcos, vacas, ovelhas, cabras, galinhas, perus, coelhos, porque foram impostas normas e legislação, porque agora é para consumirmos e não produzirmos.

Aquilo que tenho orgulho foi ter trabalhado bastantes anos quando o Alentejo ainda era Alentejo, pecuário e agricola ou a altura anterior a isso quando era um puto e ia semear batatas com o meu avo, ajudava-o a carregar o estrume dos porcos para o local que depois de seco daria o adubo natural para as batatas. Ajudava-o a tratar do porco, galinhas, coelhos. Estava presente na matança do porco (sem ajudar, era um miúdo). Sempre convivi com isto, faz me mal ver e ler certas coisas, revolta-me profundamente...

Eu jamais alinharia com uma situação dessas caro amigo, isto é nosso, é de todos os portugueses.

Trabalham e sempre trabalharam, estão julgados aos azares da vida impostos por tantas injustiças legislativas, quer na agricultura como na pecuária, passando pelo ganha sopas da arte passada de gerações para gerações do marisco e da pesca de costa.

"Esta gente merece respeito e tem que ser respeitada."

Sim sem duvida, prezo saber também que talvez a única coisa de positivo que o PNSACV trouxe de bom foi a união de alentejanos com algarvios e o olhar de muitos cidadãos para esta problemática, hoje nós amanhã eles, todos juntos não vamos certamente deixar que isso aconteça, e qual parecer ou opinião. Se for necessário arranjamos assinaturas, abaixo assinados e também temos acesso de como podemos informar a Comissão Europeia, também se arranjam associações, clubes, residentes e não residentes, etc

Abraço Aniceto Figueira e obrigado uma vez mais pelo contributo.

Sargus disse...

Caro F. Correia

"Os habitantes do PNSACV não são menos cidadãos que os demais que não suportam este tipo de limitações."

Com tal afirmação terei de concordar inteiramente.

Isto agora tornou-se a galinha dos ovos de ouro para uns e o jardim botanico e zoologico livre para outros, tenham paciência, aqui vivem pessoas, isto não é uma selva nem um parque de diversões natural.

O ICNB e a LPN podem ter quase a certeza que irão arranjar muitas manifestações de repúdio se desprezam as pessoas que cá vivem, as suas tradições, a sua subsistência, os seus direitos e a sua liberdade, pelo feed back que se ouve um pouco por toda a parte, se com razão ou não, claro está que somente depois de ver o que a LPN e o ICNB propõe, até lá muita boa gente irá especular, inclusive eu como residente que sou, tenho visto e conheço esta área, o que se faz e pratica por esta área o que foi feito e o que não foi, o que se defende e na pratica se deixa passar impunemente, existem vários casos como é óbvio...

Abraço caro amigo Correia

Sargus disse...

Caro anónimo.

Eu compreendo alguns dos comentários, e até já eliminei alguns por um português menos agradável...

Não creio que seja tão curioso assim, muita coisa foi defendida nesta zona, apenas por legislação, porque na pratica, tirando uns paus espetados nas dunas o ICNB nada fez por esta área muito pelo contrario, talvez deixe fazer, ou fecha os olhos a algumas coisas...

A LPN pode não ser um inimigo a abater, mas foi o que estas pessoas sofreram na pele desde que o ICN tomou de assalto esta área, vem ai o POPNSACV do qual tambem não concordo pelo que já vi, como sabe ou não sabe o amigo, esse documento já teve várias alterações, que nunca foram de consenso dos autarcas, que supostamente devem defender o interesse das populações que os elegem.

"Querem-nos fazer crer que são uns coitadinhos, uns desprezados, uns cidadãos de segunda a quem tudo é proibido. Deixem-se de lamúrias !"

O problema é mesmo esse, falta de dialogo e incompreensão, e depois admiram-se de sofrer comentários destes e piores, as posições são tomadas com base em restrições e proibições sem que as pessoas sejam ouvidas ou dêem também elas o seu parecer, se lhes explicarem as medidas concretas a serem tomadas com base em estudos, lhes mostrem o lado positivo da coisa e os ajudem talvez essas mesmas pessoas mudem de opinião mas assim é difícil...

"Vão ver como se vive em alguns bairros periféricos de Lisboa e do Porto para perceber o que é ser cidadão de segunda em Portugal."

Que fundamentação plausível...
Desde 1948, altura em que a LPN foi fundada por engenheiros agrónomos e só agora se preocupam com as periferias de LX e Porto? Lá não existia natureza?

A culpa da miséria dessas gentes sabem perfeitamente de que é, correcto?

Concordo com a preservação, mas dois pesos e duas medidas é complicado de aceitar.

Abraço e obrigado pelo comentário.

Sargus disse...

Caro Residente no PNSACV, obrigado pelo comentário, não vou tecer qualquer comentário às suas duas entradas uma vez que o considero como resposta.

Creio que até podem existir pontos de significativo interesse apresentados pela LPN, mas como não os conheco perfiro tentar me informar primeiro.

Abraço.

Anónimo disse...

olha estes agora estao a virar se tambem para o mar, ja esgotaram os sobsidios das abetardas, agora querem mais, subsidios de dunas, sargos ou percebes?
Ou sera que ainda nao viram que estamos contra voçes fundamentalistas.
JP

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