Ondas - Do nascimento ao R.I.P.


As ondas do mar e sua ondulação não nascem ao acaso, tem um elemento que as faz nascer, o vento, vento esse que ao soprar por um espelho de água começa a torna-lo irrequieto e desordenado na sua agitação inicial, as chamadas borregas. Ora quanto mais agitado estiver o mar e a força do vento se fizer sentir com maior intensidade maiores serão as vagas. Por outro lado, pode acontecer que deixe de existir vento, ou que o mesmo mude de quadrante (direcção), sem contudo que pare a ondulação ou vagas.

Na marcha iniciada pelo vento, os “cerros de água” iniciam o processo de marcha continua até ao “choque” com a costa ou até que ventos contrários diminuam o seu movimento ou as dirijam para outra direcção.

A onda desloca-se na massa líquida, com o movimento que todos nós conhecemos (trajectória ondulante), mas a água fica.

Estes movimentos são alterados de uma forma que tende a ver com a profundidade onde a onda passa, isto é, à medida que a onda se vai aproximando da costa a base da onda sente o atrito originado por bancos de areia e fundos rochosos o que lhe vai diminuir justamente a velocidade da base comparada com a velocidade do topo, nesta falta de coordenação, e uma vez que a base não tem mais sustentabilidade para aguentar o topo, este cai o que provoca o rebentamento da onda.

Em suma podemos concluir que as ondas tem o seu nascimento na massa de água por acção do vento, vento esse que poderá aumentar ou diminuir o tamanho e força das ondas por acção dos quadrantes ou direcções do vento. Pelo meio as ondas irão encontrar uma força que as próprias provocam, isto é, as rochas submersas, pedras, bancos de areia, que por sua vez aplicam o golpe quase final nas mesmas que vão morrer no choque final com a costa.

2 comentários:

Ricardo disse...

Viva Fernando!

Sem dúvida que já faltava aqui uma menção honrosa a essa maravilhosa força da natureza que são as ondulações!!!

Extremamente importantes na pesca, fundamentais nos desportos de deslizar nas ondas!

Uma ondulação poderá parecer à primeira vista um conceito simples e a sua origem até é mesmo bastante simples.

É, como tu dizes, na sua "morte" que a coisa poderá ganhar um grau de complexidade enorme com inúmeras variáveis a influenciar esse processo: a intensidade na origem, a distância percorrida e reagrupamento com outras ondulações, o ângulo ou direcção que ataca um determinado troço de costa, a configuração do fundo e a sua variabilidade (nos fundos de areia), a altura de maré, a amplitude de maré, o vento ao largo, o vento na costa.

Os cerca de 15 maravilhosos Km de costa que são a zona de surf da Ericeira são um excelente exemplo de como se poderão encontrar vários tipos de "mortes" de ondulações. Desde fundos totalmente arenosos a mistos até lajes perfeitas que entram lentamente mar adentro, é possível encontrar todo o tipo de ondas.

Cada uma delas tem a sua "impressão digital" e cada uma delas precisa, para funcionar na perfeição, que se conjuguem uma série de factores, sendo os principais a amplitude/direcção/período da ondulação, a intensidade/direcção do vento e as condições de maré.

"...e uma vez que a base não tem mais sustentabilidade para aguentar o topo, este cai o que provoca o rebentamento da onda..."

...E embora goste muito de pesca, é sem dúvida aqui que gosto mais de andar. E por falar em pesca, é também por aqui que muito gostam de andar "os tais" labrax, pelo menos lá pela minha zona...

Por fim, deixo aqui um endereço dum excelente cientista e surfista com documentação muito boa sobre a Física do Surf:

http://fisica.ist.utl.pt/~bicudo/

do qual realço o seguinte documento (em MS Power Point):

http://fisica.ist.utl.pt/~bicudo/fisicadosurf.ppt

Grande Abraço!

Sargus disse...

Boas Ricardo,
Obrigado pelo comentário e pelos links.

Sim sem duvida que essa menção já cá faltava como muitas outras que ainda não foram mencionadas, mas com tempo vamos lá...

Falei apenas num traço geral para boa percepção mas existem aspectos científicos que a explicam bem melhor e sem margem para duvidas:

- Amplitude;
- Direcção;
- Período da ondulação
- Intensidade;
- Direcção do vento;
- Condições de maré;
- Fase da Lua;
- Época do ano;
- Movimentos das placas tectónicas;
- Fundos junto á costa;

Enfim, as ondas movem-se a massa de água não ;)

Abraço Ricardo