Defeso da Navalheira e Santola

 
 

Artigo 10.º - Medidas de gestão

1 — Os períodos de interdição de apanha, por motivos biológicos, relativamente a algumas espécies animais marinhas que podem ser objecto de apanha, constam do anexo II ao presente Regulamento.

Defeso por espécies e períodos de interdição

Portaria nº 1228/2010 - DGRM



NOME COMUM: Navalheira (Velvet swimcrab)
NOME CIENTÍFICO: Necora puber
CLASSIFICAÇÃO:

Filo - Artrópodes
Classe - Malacostraca
Ordem - Decapoda
Família - Polybiidae

DESCRIÇÃO: A Navalheira tem uma carapaça achatada de cor castanha com apontamentos de azul vivo, possuindo olhos vermelhos e estão cobertas de pequenos pêlos densos de cor acastanhada. 
O último par de patas apresenta terminais achatados em forma de pá. Frequenta fundos mistos arenosos e rochosos de águas pouco profundas (normalmente até aos 10 metros). 
Tem como principal período de actividade o ambiente nocturno ou com ausência de luminosidade, normalmente passa o dia escondida em fendas ou entre pedras de grandes dimensões sobre o substrato ou camuflada entre a vegetação submarina. 
Tem um comportamento bastante agressivo, assumindo quando ameaçada, a posição defensiva com a utilização das pinças. 
Apresenta dez patas (decapoda) duas das quais que servem para alimentação e defesa.

TAMANHO MÍNIMO DE CAPTURA: 5 cm (largura da carapaça)
NOME COMUM: Santola (Spinous spider crab)
NOME CIENTÍFICO: Maja squinado

CLASSIFICAÇÃO:

Filo - Artrópodes
Classe - Malacostraca
Ordem - Decapoda
Família - Majidae

DESCRIÇÃO: A Santola apresenta uma carapaça de cor acastanhada composta por uma enorme quantidade de pequenos espinhos, muitas vezes está coberta coberta de fragmentos de algas que se prendem nos espinhos proporcionando uma camuflagem perfeita. 
As patas são longas e finas, o primeiro par tem pequenas pinças. Vive sobre fundos rochosos ou de areia até cerca de 90 metros de profundidade. 
Apresenta dez patas (decapoda) duas das quais que servem para alimentação e defesa.

TAMANHO MÍNIMO DE CAPTURA: 12 cm (comprimento da carapaça)
Fonte: DGRM Docapesca

4 comentários:

Salvador disse...

Tantos defesos qualquer dia não existe espaço nos oceanos para tanto peixe e marisco.

Fernando Encarnação disse...

Boas Salvador,
É necessário, na minha humilde opinião, a criação de defesos de determinadas especies, aquelas que mais pressão sofrem, e esse periodo deveria ser o da fase de desova.

Mas existem muitas más decisões por ai...

Cumprimentos e grato pelo comentario

Emidio Anastacio disse...

Eu gostaria de saber quando posso apanhar navalheireiras sem estas Estarem em reserva.

Fernando Encarnação disse...

Caro Emídio, o período de defeso esta no artigo acima, ou seja, de 15 de Fevereiro a 15 de Junho.