Ouriço-do-mar (Echinocardium cordatum)

Echinocardium cordatum (vista inferior)

Esta espécie pertence aos Equinodermes (Filo Echinodermata), fazendo parte deste grupo as estrelas-do-mar, os ouriços-do-mar, as comátulas e os holotúrias.

O ouriço-do-mar, possui um aparelho digestivo simples, mas completo. A sua locomoção é efectuada através de pés ambulacrários, ou seja, por meio de pequenos tubos que possuem normalmente uma ventosa na extremidade, que se estendem devido à pressão da água no seu interior e se contraem devido à acção de músculos longitudinais. 

Respiram por brânquias e o seu sistema nervoso é constituído por um anel oral e nervos radiais. Apresentam sexos separados, sendo visíveis as gónadas de grandes dimensões, após a maturação das gónadas, os óvulos e espermatozóides espalham-se na água e promovem o seu desenvolvimento posterior sobre a forma larvar. A regeneração do corpo faz-se com grande facilidade.

Echinocardium cordatum (vista posterior)

Classificação cientifica:

Classe ECHINOIDEA (ouriços-do-mar)

São animais revestidos por esqueleto rígido de forma de globo, de disco ou cordiforme, com espinhos móveis e pedicelários. Pés ambulacrários com ventosas. Boca e ânus colocados centralmente ou lateralmente.


Sub-classe Irregularia; Ouriços irregulares de corpo cordiforme (forma de coração) ou discoidal (forma de disco). Simetria bilateral (com um único eixo de simetria) adquirida secundariamente.


Ordem SPATANGOIDA

Família LOVENIIDAE


Echinocardium cordatum (Pennant) Esqueleto externo cordiforme. Zona ambulacrária anterior situada num sulco profundo. Zonas ambulacrárias, que são um sistema de canais exclusivo do filo Echinodermata, laterais triangulares, as posteriores com oito a dez pares de poros. Cor amarelada com nove centímetros de comprimento. Vive em nichos, (onde desenvolve actividades como as suas refeições, obtenção de abrigo), escavados nos fundos de areia infralitoral, onde ocorre preferencialmente; também pode ser encontrado no circalitoral.


Echinocardium cordatum (nicho escavado)


Saldanha, Luiz. Fauna Submarina Atlântica. 4ª Edição. Mem Martins: Publicações Europa-América, 1995/2003.
Imagens: Fernando Encarnação

3 comentários:

Francisco Belo disse...

Boas Fernando!!
Não me lembro de alguma vez ter visto tal espécie.
Para mim os ouriços estavam sempre associados às poças... e às vezes nas mãos ou nos pés com aquela dor tão característica :)
Sempre com bons artigos a dar a conhecer técnicas ou espécies. Muito bom!
Esse livro de onde tiras-te a informação, Fauna Submarina Atlântica do Luiz Saldanha, é quase uma bíblia. Eu tenho a primeira edição e guardo-o religiosamente. Pelos vistos já vai na 4ª edição.
Boas fotos do bicho!
Forte abraço

Sargus disse...

Boas Francisco,
Tive o contacto com esta espécie este fim de semana, sabia da sua existência, mas nunca se tinha proporcionado um contacto entre nos os dois :). Lá nos encontramos em Alvor este fim de semana...
ouriços para mim estão associados a umas minis e pão torrado...
A Bíblia é interessante, utilizo-a para algumas cadeiras da Univ, dá sempre jeito, também como guia cientifico das espécies e de conhecimento.
Grande abraço.

Flavia Martins disse...

Existem na foz do arelho