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Spinning pela noite

A jornada de spinning começou ao cair da noite, já em plena escoridão, com o mar a apresentar boas condições em pesqueiro misto de pedra e areia, e na esperança de encontrar os predadores ativos e mais encostados a terra. Entre lançamentos sucessivos, diferentes zonas exploradas, fui procurando aquele ataque que faz valer todas as horas passadas junto à água, e até aquelas sem capturas.

As primeiras capturas começaram a aparecer, com algumas bailas a responderem aos artificiais e a dar os primeiros sinais de que o peixe estava presente. Mas a jornada ainda tinha mais para oferecer: entre mudanças de artificial, exploração mais afastado da pedra e/ou mais proximo, a persistência na tentativa de ferragem, chegaram também os tão procurados robalos.

A adrenalina do Spinning


Quando o meu filho me disse que queria começar a vir comigo para o mar a sério, a minha primeira reação não foi escolher amostras ou empatar anzóis. Foi olhar para ele e pensar, como é que lhe dou a paixão pelo mar sem nunca lhe tirar o respeito por ele?

Aos 15 anos, a vontade de apanhar peixe é devoradora, mas a pesca de mar, especialmente nas nossas falésias, exige cabeça fria. Antes de qualquer jornada, o nosso primeiro "exercício" foi parar no topo da arriba, olhar a ondulação, contar as séries, perceber onde o mar bate e para onde vai a corrente, se temos condiçoes de segurança para o local que pretendemos ir, e se estão reunidas as condições para termos contacto com o peixe.

Polícia Marítima de Lagos promove operação “Pesca lúdica segura”


O Comando-local da Polícia Marítima de Lagos está a desenvolver uma campanha de sensibilização e alerta para os perigos da pesca lúdica em falésias, centrada principalmente na Costa Vicentina.

​Esta campanha tem como objectivos alertar para os perigos presentes desta actividade e sensibilizar os pescadores para a adopção de algumas medidas de segurança que podem contribuir para minimizar o risco de acidentes.

Licenças para prática da pesca lúdica


A licença de pesca lúdica nas diversas modalidades, apeada, embarcada, pesca submarina e lúdica geral, pode ser obtida de forma simples, fácil e rápida nas redes de multibanco (ATM), selecionando a duração das mesmas, que podem ser diárias, mensais ou anuais.

Qualquer pescador lúdico pode consultar os dados da licença (n.º da licença, n.º de identificação civil associado, tipo e validade da licença), através do envio de um “sms” do telemóvel registado na mesma com o texto UPLUD para o n.º 925507447. 

Para efeitos de fiscalização o pescador lúdico para praticar a atividade apenas necessita de ter consigo o documento de identificação indicado na emissão da licença de pesca lúdica (Cartão de Cidadão). 

Fonte: AMN

Jornal da Pesca online nº1


No seguimento das edições do Jornal da Pesca sobre modalidades, técnicas, relatos, experiências, testes a materiais e apresentações de novos produtos, agora, além das edições em papel disponíveis nas lojas, os aficionados da pesca lúdica e desportiva também podem encontrar as mais recentes novidades da pesca em plataforma digital (computadores, tablets e telemóveis).

O Jornal da Pesca lançou uma nova plataforma de informação, com conteúdos exclusivos e apenas no formato digital, que terá algumas edições ao longo do ano.

Neste primeiro número, o grande destaque é a apresentação das novas soluções Vega para spinning, com a cana Prime Spin e o carreto Protek 4, para pesca à bóia, com as canas Solaris e Bullfight Evolution e, principalmente, para surf casting — com as canas Insignia, Imperium e Traffic Surf a chamar atenções, ao lado dos carretos Hurricane 75, Cameron 75 e Insignia 60.

Este novo formato esta disponível em: Jornal da pesca digital

A Eterna Sardinha

Sardinha (Fonte: fishbase.org)
A sardinha é uma isca tradicional que nunca perdeu a sua utilidade, seja sobre a forma de engodo, filete, lombos ou tripa funciona como nenhum outro isco, pessoalmente ainda não encontrei uma espécie que não seja atraída pelo odor produzido pela sardinha, como isco funciona normalmente, apesar de existirem alturas que se torna um isco de eleição.

Hoje em dia, praticamente dispomos de um variadíssimo leque de iscos e engodos, sejam eles naturais ou artificiais, iscas ou engodos que até recentemente era quase desconhecido para a maioria dos pescadores, a sardinha, na minha humilde opinião ocupa sem margem para duvidas a primeira posição no chamado "ranking" de iscas marinhas. As mais valias são fácil acesso e disponibilidade (congelada); enorme poder do seu aroma penetrante; varias opções de iscagem (filete, inteira, meias partes, tripa, lombo e engodo); possibilidade de ser congelada varias vezes; não tem prazo de validade (engodo), etc.

Catálogo Vega 2016


São 100 páginas com as características de centenas de canas, carretos, linhas, amostras, acessórios e muitas outras soluções que os pescadores portugueses encontrarão, ao longo deste ano, em mais de 220 lojas em todo o País.

As novas colecções de alta gama para surf casting e para predadores de água doce estão em destaque, bem como a presença de técnicas de pesca em que a marca reforça a aposta para este ano — como a pesca à truta, o carp fishing ou a pesca ao siluro, entre outras.

«Procurámos ser sucintos na informação, mas objectivos na apresentação e grafismo dos produtos com que arrancamos para o ano de 2016», escreve Jorge Mourinho, responsável comercial da marca, na apresentação de uma gama de produtos que considera «muito competitiva no preço mas atenta ao design e à qualidade superior dos materiais».

A edição em papel do catálogo será fornecida, dentro de dias, aos mais de 700 lojistas que distribuem a marca a nível ibérico. 

#10


Passados alguns dias de alguma agitação marítima, deu-se o regresso ao local das ultimas capturas, a previsão era de encontrar o fundo com algumas alterações consideráveis, e muito provavelmente os alvos da jornada já não estariam no local, situação que aparentemente era certa.

Chegando ao local, os preparativos do costume, iniciando com a Silent Assassin ainda cedo e com muita água no pesqueiro, algum tempo depois surge a primeira captura, coincidindo com a aproximação do sol à linha do horizonte e aproximação e actividade dos labrax mais próximos da costa.

Mais um exemplar e apesar das duas capturas, troco de artificial, passando a utilizar nos lançamentos a Hardcore Minnow, sendo um artificial que se sente "agarrar" mais água.

#9


O estado do mar iria alterar-se em breve e como a sondagem em dias anteriores tinha acusado movimentações, nada como começar a noite com uns lançamentos.

Após a chegada ao local escolhido, misto de pedra e areia, que nas ultimas jornadas se tem revelado interessante em termos de frequência de robalos. O mar ainda permanecia com uma pequena ondulação, o mar proporcionava um óptimo "espraiar" da ondulação e chagando ao local coloco um Hardcore Minnow, ao fim de meia dúzia de lançamentos tinha o primeiro exemplar ferrado.

Passado alguns lançamentos a varrer uma área, outro exemplar ferrado. 

Pode ou não pescar à noite?! Parte III

Relativamente à tematica colocada em Pode ou não pescar à noite?! e Pode ou não pescar à noite?! Parte II abordei um amigo que é agente da UCC - Unidade de Controlo Costeiro com a mesma pergunta:

- Pode ou não pescar à noite?!

Ao que me respondeu:

- Apenas em praias não concessionadas.

Tem passado vários autos no concelho de Odemira, que são remetidos ao ICNB. I.P., não sei, qual o procedimento dos outros destacamentos da UCC a nível nacional, nem tão pouco qual será o rumo ou caminho que esses mesmos autos irão ter, uma vez que a falta de "e nos pesqueiros autorizados pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, I.P. (conforme disposto no n.º2, do artigo 4.º da 458-A/2009), é da responsabilidade do referido Instituto Público.

Concluído e resumindo:

- Se formos à pesca do safio/moreia/abrotea (peixes com hábitos nocturnos) só o poderemos fazer por meio de caça submarina, se pretendermos capturas, uma vez que é praticamente impossível capturar estes organismos de dia (na linha de costa a pouca profundidade na pesca apeada)

- Poderemos ser autuados se formos fiscalizados a pesca de noite pela UCC.

- O auto é remetido para o ICNB, I.P., Instituto que à um ano deveria ter tratado de resolver este problema da lei, não o fez, agora recorre de autos para uma vez mais se financiar por um erro que cometeu, lesando uma vez mais os residentes e não residentes na área do PNSACV.

- Pescar em praias (salvo exepções de substrato rochoso) poder-se-ão efectuar capturas de safio/moreia/abrotea, embora praticamente seja quase impossível garantir boas capturas de exemplares de grande porte, é que existem organismos destes em algumas praias, são é juvenis.

Nota: Acredito e tenho fé que esta situação seja resolvida em breve (Fevereiro de 2011, com alteração de portarias), que não sejam limitados locais para a pesca nocturna de espécies territoriais de ocorrência sazonal (safio/moreia/abrotea, ocupam uma toca/buraco e permanecem lá de dia, saindo à noite à procura de alimento, regressando na madrugada ao local de repouso diurno), enquanto uma toca esta ocupada nenhum outro organismo dos três a ocupa (salvo excepções de tocas comunitárias um ou mais buracos), esse organismo irá permanecer nessa zona e toca até ser capturado ou morrer de causas naturais, "normalmente" o espaço médio de aparecimento de outro organismo na toca é de 1 mês, ou melhor, um mês lunar onde o ciclo completo leva 29 dias e meio.

Robalo: Pré - Reprodução

Robalo - Dicentrarchus labrax

Anualmente a fase de reprodução do Dicentrarchus labrax, vulgarmente conhecido como Robalo, coincide com a chegada do Inverno, sendo esta fase caracterizada, por diminuição da temperatura do mar, mares com agitação considerável e mais instável, durante esta várias espécies escolhem para migrarem para águas mais temperadas, outras mantêm-se e algumas outras escolhem esta altura para se reproduzirem, como é o caso do Robalo.

No inicio desta fase reprodutora é normal existir uma concentração da espécie junto à linha de costa, caracterizado pelo “patrulhamento” de grandes cardumes de machos e fêmeas, onde os machos superam em número a quantidade das fêmeas, que em comparação com os machos são de maior porte.

È a fase onde este predador desliga o relógio metabólico (deixando quase praticamente de procurar alimento, apenas tem comportamento competitivo e predatório que tanto o caracterizam e liga o relógio biológico, como que vivendo exclusivamente para esta fase tão importante para a espécie, a sua reprodução e continuidade da espécie nas gerações futuras.

É uma fase onde o poderemos observar com maior frequência nas linhas de costa, no topo anterior à rebentação das ondas, como que a patrulhar a zona anterior à oxigenação provocada pela rebentação da ondulação, terão sempre que incomodados hipótese de entrarem na cortina branca (oxigenação), basicamente é difícil encontra-los refugiados em tocas ou fendas, porque desligaram a sua performance básica de predador nocturno e da sua segurança diurna.

Exemplo de zona de repouso

Depois desta fase de aglomeração de grandes quantidades de exemplares, e fecundação das fêmeas, o seu mecanismo volta a ser ligado, como que se um dispositivo se tratasse, começam a voltar as suas performances de caçador nato em busca de presas para a sua alimentação, uma vez que nesta altura perdem algum peso, principalmente as fêmeas depois da desova, mas facilmente recuperam devido à sua astúcia e agilidade em busca de alimento.

O mecanismo de predador nocturno sobressai, começam a repousar em tocas e fendas no período diurno, estando mais activos na fase do por do sol – noite – nascimento do sol, normalmente ainda numa área não muito dispersa da zona escolhida de desova das fêmeas, que coincide com fundos de areia de granulómetria mais ou menos grossa.

Neste período de Inverno, (mas nem só principalmente no verão com maré mais calmo a água tem tendência a ficar “lusa” ou “vidro”) poderão existir ventos do quadrante sul que limpam completamente a água e o mar pode ser mais calmo, quando tal acontece, o Robalo tem tendência a procurar abrigos tanto em zonas pouco profundas como de profundidade média.

Galeria: Zona com varias entradas/saídas de interior amplo

Os robalos são incontestavelmente os grandes frequentadores de fendas e buracos no substrato submerso, fazem-no porque encontram ai segurança diurna, apesar de ser considerado um predador de topo da nossa costa é uma característica que prima em cumprir para descansar, uma vez que as águas paradas e de temperatura superior lhe dão menos mobilidade para caçar emboscado, para não falar no facto de ser perfeitamente visível no ambiente diurno com mar calmo e sem oxigenação/rebentação de água.

Geralmente as zonas de repouso de robalos são formadas por "lajes" corridas com sub elevações ao nível do fundo, falhas horizontais ou verticais com acesso a galerias que tenham varias saídas ou apenas uma ampla, buracos escuros formados por assentamento de fragmentos rochosos, poderemos encontra-los em repouso em frente ou nas zonas limítrofes arenosas, de cascalho, de fundos de rocha sedimentar (arenitos), principalmente se nessa zona a oferta de alimento é grande, tendem a não se afastar muito desse local.

Em repouso ou "entocados", sentem-se tranquilos nestes esconderijos que poderão ter outros ocupantes tais como sargos e douradas.

MOVPNSACV - Reunião no Ministério do Ambiente, 12 Março 2010

MOVPNSACV - Reunião no Ministério do Ambiente, 12 Março 2010

A azul está o que se passou na dita reunião:

1 - Período de defeso

O período de defeso, para sargos, de 15 de Janeiro a 15 de Março, é obrigatório para os pescadores lúdicos.

Este período de defeso é respeitado por pescadores profissionais e desportivos, na área marinha do PNSACV? Este período de defeso é respeitado no resto do território nacional?

Caso as respostas às questões colocadas neste ponto sejam negativas. O que se entende por defeso?

Defeso para todos, profissionais, desportivos e lúdicos 15 dias JAN a 15 dias FEV; é necessário estudar e monitorizar a realidade, se há estudos realizados ou em execução, devia ser comunicado, tornado público. Também não concordamos com certas pessoas que dizem que não é necessário defeso ou que o sargo não é uma espécie ameaçada, queremos um defeso para todos, sem excepções.

Confirma-se que no PNSACV há duas espécies de Sargos, Diplodus maotdr e Diplodus madrp, respectivamente o Sargo do Ministério do Ambiente e o Sargo do Ministério da Pesca.

O Ministério do Ambiente confirma que o defeso de 2 meses é para manter, para os lúdicos. Quanto ao Sargo do Ministério da Pesca, o Ministério do Ambiente tem pouco a dizer. Isto é demonstrativo do porquê do nosso país não funcionar, no mesmo território, a mesma espécie, dois pesos e duas medidas, logo não é a espécie que está em causa, mas sim o interesse de alguns, supostamente (destruição precisamente). Penalizados, os que menos afectam a espécie.

O Ministério da Pesca é o mesmo que o da Agricultura, e como os mais atentos sabem, a agricultura no nosso país foi exterminada ao longo dos últimos anos, assim como as pescas.

Os pescadores profissionais têm que aprender a gerir os recursos naturais que são o seu sustento, se ficarem à espera que o Ministério da Pescas marque defesos, brevemente não têm nada para pescar.

Quanto a nós, os lúdicos, ficamos em terra, em alternativa ao «bird watching», observamos as capturas massivas e desnecessárias de sargos e de outras espécies. Num salve-se quem puder.

Para o manejo do Sargo, as nossas propostas são:

- Aumento do tamanho mínimo

- Defeso de um mês para a pesca do sargo, para todos

- Valorizar o Sargo, pela reorganização do circuito de comercialização, evitando que o retorno ao pescador seja garantido unicamente pela quantidade de pescado capturado; o que acontece também na altura da desova, precisamente quando os sargos se agrupam?! Esta politica de rebentar com os recursos naturais é inaceitável.

- Monitorizar; quem pesca, como pesca, quando pesca, porque pesca, por quanto pesca, sabemos? Não?!

2 - Pesca lúdica no período entre o pôr-do-sol e o nascer do sol (pesca à noite)

Transcrevendo o que está no poster em anexo, «(3)no litoral rochoso, apenas nos pesqueiros autorizados.», Pergunta-se:

Podemos pescar em todos os locais, excepto as áreas de interdição, uma vez que são as únicas áreas não autorizadas que conhecemos?

Caso a resposta à questão anterior seja negativa, o que se entende por pesqueiro autorizado e quais os critérios utilizados para o classificar como tal?

Qual a legislação ou edital a consultar? Que tipo de sinalética está associada?

Estamos todos à espera do Ministério do Ambiente, ARHs do Alentejo e do Algarve.

3 - Pesca à quarta-feira

Abolir a proibição de pescar à quarta-feira, ou seguindo a lógica das praias concessionadas, permitir pescar todos os dias entre os meses de Outubro e Junho, fora da época balnear.

O Ministério do Ambiente continua a dizer que a proibição da pesca à quarta-feira é para manter. As razões evocadas são, a diminuição da carga de pesca e também a possibilidade de pessoas que não são pescadores usufruírem da linha de costa sem canas, linhas e sardinhas.

Quanto à primeira, não se entende, carga de pesca? Mas os senhores acham mesmo que um pescador lúdico cada vez que vai à pesca apanha 7,5 kg + 1 exemplar? Isso é só às vezes ou alguns. Quantas pessoas vão à pesca à quarta-feira? Carga de pesca?! São as ilegalidades praticadas aqui no Parque e zona circundante, e ainda as toneladas pescadas por oportunismo, que depois acabam a 3 ou 4€/kg de sargo, na lota. Isto não é a lei da oferta e da procura, a produtividade, é a má gestão dos recursos.

Quanto à segunda, medidas destas nada contribuem para a protecção da natureza, com respeito mútuo, o território é suficientemente grande para receber várias actividades em simultâneo. Integrar sim, segregar não.

As causas Naturais e Profissionais e outras são suficientes. Proibir sem nexo é contra producente.

4 - Como se pode apanhar

Qual a definição de faca de mariscar? Qual a largura máxima da peça de corte? E o comprimento, é indiferente?

A lei em vigor ao não especificar as dimensões e características, apresenta-se-nos pouco objectiva. Será que se pode utilizar a «faca de mariscar» tradicional (arrelhada)?

Utensílio para apanha de percebes – estabelecer as dimensões, mas deixar cada um usar a sua «faca de mariscar», mandada fazer à sua maneira. Comprimento total? Entre 40 cm e 80cm, de forma a permitir a apanha sem magoar as mãos e braços. Largura da peça metálica de corte? Entre 1 cm e 2 cm.

O que se entende por meio de captura não selectivo? Em particular, quais a razões que levaram a classificar o gancho como utensílio não selectivo?

No caso do gancho, queremos dizer que tradicionalmente, o gancho, no litoral alentejano é utilizado para a captura do polvo e para içar algum peixe de maior porte aquando da pesca à cana.

No site da DGPA, em perguntas e respostas frequentes para a pesca lúdica, pode ver-se que é permitido uma linha de mão (com fio muito grosso) com três anzóis para a captura de polvo, porque razão não se pode usar um só anzol preso na ponta de uma cana, cortada no cimo da falésia, antes de ir fazer a maré? Respeitando o máximo de 7,5 kg por maré e os 750g por exemplar.

O Ministério do Ambiente vai verificar e depois diz qualquer coisa.

5 – Quanto se pode apanhar

Na portaria 144/2009, artigo 11°, alínea 3, pergunta-se:

Porque razão o limite máximo de 30 kg não foi adoptado no caso de 3 ou mais praticantes embarcados?

Com a legislação actual:

O maior exemplar é considerado por embarcação ou praticante?

Podemos pescar 25 kg como máximo, excluindo o maior exemplar por praticante, sendo o número máximo de exemplares a contabilizar para o efeito, igual a 3, no caso de 3 ou mais pescadores a bordo?

Quanto aos 25 kg e não 30 kg, a responsabilidade é do Ministério da Pesca.

Confirma-se 1 exemplar por praticante.

6 – Coimas

Notificar o pescador lúdico, quando este não apresentar a licença no acto de fiscalização embora a tenha adquirido e portanto poderá apresenta-la às autoridades posteriormente. Caso se verifique que a licença tem data anterior à fiscalização o pescador não deve ser penalizado, ou quanto muito pagar uma multa simbólica de 1€.

O Ministério do Ambiente está de acordo, embora este aspecto esteja relacionado com o Decreto-lei 246/2000.A rever oportunamente, disseram-nos. Depende de mais alguns Ministérios.

7 – Certificação dos Percebes

Os apanhadores profissionais devem comercializar os percebes embalados com rótulo e selo PNSACV. Rastreabilidade é obrigatório (Regulamento CE Nº 178/2002). Local de embalagem: Lotas e/ou empresas certificadas pelo PNSACV. Este seria um passo importante para valorizar e preservar, ao criar mecanismos que ajudam a combater a apanha e comércio ilegal de «percebes».

A ASAE e o Ministério da Pesca têm autoridade nestas matérias, o Ministério do Ambiente não sabe bem... A Associação de Mariscadores da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano, com certeza agradece um pouco de organização e valorização do Percebe, e certamente que está interessada em participar na tão badalada co-gestão dos recursos.

8 – Pesca apeada com cana, como actividade profissional

Em reunião com o Sr. Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, ficou acordado que se iria trabalhar no sentido de criar condições para que se reconheça o pescador da cana, permitindo a comercialização de pescado capturado na pesca apeada com cana, a quem sempre viveu desta actividade e aos pescadores matriculados nos portinhos de pesca, estes últimos já profissionais na pesca embarcada.

Quais as possibilidades legais para reconhecer como actividade profissional esta prática secular?

Parece que o Ministério do Ambiente e as autarquias já falaram sobre este assunto, portanto temos que esperar até às próximas eleições para saber mais qualquer coisa.

9 - Quem pode apanhar

Quais os resultados e conclusões das medidas excepcionais que atribuíram a exclusividade aos residentes do PNSACV, no que respeita à apanha de marisco e percebes em particular?

Relativamente a esta questão de atribuir aos cidadãos residentes a exclusividade da apanha e proibir os não residentes, sabendo que o território em questão tem regras próprias, gostaríamos de saber se continua a fazer sentido, à luz das conclusões retiradas após 1 ano da entrada em vigor das portarias que regulamentam a pesca lúdica.

A separação entre pesca e apanha de marisco enquanto actividades lúdicas, como se pode apreciar no poster, simplifica e contribui para a objectividade que se pretende com a lei. Abrindo caminho para que se estude os aspectos quantitativos e qualitativos da actividade lúdica, tanto o número de praticantes como os efeitos e efectivos por espécie alvo, na pesca e na apanha. Para se concluir quanto ao estado dos recursos marinhos é fundamental fazer o acompanhamento da actividade profissional, a par da lúdica e dos outros factores que têm influência no habitat marinho.

Fica como está. Segundo o Ministério do Ambiente esta regra está a influenciar positivamente os recursos naturais costeiros.

10 - Tamanhos mínimos

Para lúdicos e profissionais, algumas espécies devem ser revistas e aumentando esse valor (ex. sargo e dourada).

O Ministério do Ambiente não podia estar mais de acordo, mas…O Ministério da Pesca não está para aí virado, os pescadores profissionais também não devem estar…e quem manda nisso é Bruxelas, portanto caladinhos.

11 – Áreas de interdição

Os pescadores e apanhadores de marisco profissionais também respeitam as áreas de interdição?

Caso isso não se verifique, qual o fundamento desta restrição para os lúdicos?

Áreas de interdição; a respeitar por todos, acompanhar evolução; zonas tampão: rotativas ou permanentes?

Por outro lado, pede-se para avaliar a possibilidade de pescar no molhe de Sagres, abrindo uma excepção dentro da zona de interdição, mas permitindo que crianças, idosos, deficientes ou outros possam desfrutar do prazer da pesca num local seguro e de fácil acesso.

Discussão do POPNSACV, sede própria. O Ministério do Ambiente está de acordo com a prática da pesca lúdica no molhe de Sagres. Vamos ver para quando.

12 - Acções de Sensibilização

Envolvendo lúdicos, profissionais, comerciantes e consumidores.

Discussão do POPNSACV, sede própria.

13 - Fiscalização eficaz

Comércio ilegal, quem vende e quem compra; pescador e apanhador lúdico e profissional

Discussão do POPNSACV, sede própria.

14 – Monitorização

Qualidade da água, efectivos por espécie, nº de praticantes, qualidade do pescado e marisco – saúde pública, etc.

Discussão do POPNSACV, sede própria.

15 – Verificação

Efeitos das regras aplicadas. Resultados e conclusões. Divulgação.

Discussão do POPNSACV, sede própria.

CONCLUSÃO:

- O próximo passo é reunir com o Ministério da Pesca.

- O Ministério do Ambiente disponibilizou-se a estar presente numa reunião com o Ministério da Pesca, no sentido de resolver algumas das questões pendentes. Para evitar que as questões sejam empurradas de uns para os outros como é costume.

- Estar presente na discussão do POPNSACV

NOTA: Aqui no Parque já há uma Agricultura do maotdr e outra do madrp, nada de novo. O mesmo território, a mesma anarquia democrática.


Com os melhores cumprimentos,

MOVPNSACV

Portarias sobre pesca lúdica no Parque Natural serão alteradas até final do mês

A permissão do uso de engodo na pesca apeada e o alargamento do número de dias em que é possível pescar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) são as alterações, que deverão ser aplicadas até ao final de Abril.

Na reunião entre o Movimento de Cidadãos Alentejo e Algarve para a pesca lúdica no PNSACV e o secretário de Estado do Ambiente Humberto Rosa, no início do mês, ficaram acordadas alterações às Portarias 143 e 144, que limitam esta actividade desportiva no Parque Natural.

Foi ainda acordada a necessidade de criar soluções para outras restrições que levaram às manifestações de protesto dos pescadores lúdicos do Sul do país.

Segundo comunicado do Movimento de Cidadãos, «o pescador lúdico apeado volta a poder engodar com sardinha», sendo ainda reduzido «o número de dias sem pesca».

Numa primeira fase das alterações às Portarias, os pescadores ainda ficarão com um dia da semana em que não é permitida a pesca lúdica no PNSACV, situação que poderá ser revista em novas reuniões.

O Movimento reforçou também que serão feitas outras reuniões com os governantes, onde serão debatidos aspectos como o período de defeso, as zonas de protecção total, em particular da Pedra da Galé e Cabo Sardão, e a possibilidade de existir o profissional da pesca à cana, podendo este, depois, vender na lota o que pesca.

O peso máximo de pescado continua a ser de 7,5 quilos, excluindo-se o maior exemplar, mas o Movimento referiu ainda que pretende que o peso aumente para os dez quilos.

A «questão será abordada em futuras reuniões, tendo como base estudos fiáveis como a comissão sugeriu», explicou a organização, em comunicado.

No futuro, estarão em cima da mesa outros temas como as autorizações para os pescadores profissionais poderem vender na lota o peixe apanhado à cana, quando o mar não deixa sair as embarcações, a certificação dos produtos do PNSACV, em particular do perceve, para valorizar e combater a apanha e o comércio ilegal.

Por outro lado, o Movimento está à espera de ser recebido pelo secretário de Estado das Pescas para debater as características da ferramenta para a apanha do perceve, o «tamanho do anzol e tipos de pesca, a igualdade no período de defeso e a limpeza do fundo do mar no território do Parque Natural, onde existem redes que matam peixe todos os dias».

Com a Marinha, o Movimento de Cidadãos espera abordar questões ligadas à segurança na pesca diurna e nocturna, sinalização, indicação clara dos locais onde não se pode pescar, sinalização das áreas concessionadas e a pesca nos portos, cais e barras.

«Estaremos presentes na discussão pública do novo Plano de Ordenamento do PNSACV, onde nos será dada a oportunidade de expor as nossas posições», garantiu ainda o Movimento.

As Portarias foram publicadas em Diário da República no passado dia 5 de Fevereiro e desde essa altura já foram organizadas duas manifestações, que levaram milhares de pescadores à vila algarvia de Sagres, em Fevereiro, e a Odemira, no Alentejo, em Março.

Fonte: Barlavento

Jornada de Sargos

Mais uma jornada das que gosto bastante, a pesca em pedras ilhadas, pela particularidade e pelo esforço físico que é preciso despender obrigando a que a forma física esteja apurada e o teste seja passado da melhor forma e em tranquilidade, já que estas jornadas são feitas com todas as condições de segurança respeitadas por mim, para evitar as surpresas desagradáveis, que mesmo assim poderão acontecer ao mínimo descuido.

O local é um de eleição pelas características fundamentais à pesca do sargo, pouco frequentado com condições similares ao que estava neste dia, mar com grandes "elevadias" derivadas da força das marés (marés vivas), tem bastante alimentação natural e que é bastante procurada por as espécies.

É um pesqueiro praticamente sempre frequentado pelos sargos, embora por vezes sejam frequentes a captura de douradas ou robalos, dado que o mesmo fica numa zona central de uma enseada rodeado por fundo de areia.

A estrutura da pedra é feita de fendas e gretas, com "lavadiços" onde o peixe frequentemente busca alimento quer na baixa como na preia-mar, embora esta ultima seja mais frequente a sua subida para se alimentar do marisco que fica a descoberto na baixa mar.

A zona central é bastante boa e funciona como entrada quer um mar próprio para que tenhamos condições para a pesca com a chumbadinha ou à bóia, o fundo desta entrada é um enorme lavadiço que entra mar adentro.

Os lavadiços ou entradas de água são propriamente locais que podem ser utilizados como pesqueiros e que é lá que o peixe se refugia na oxigenação de água, uma vez que, ou anda a caçar ou aproveita o volume do seu corpo em acção directa com o hidrodinamismo das movimentações da águagem para arrancar pequenos perceves ou mexilhões.

O mexilhão e perceves é sem duvida um dos alimentos base da dieta desta e de outras espécies e é em locais onde se encontram enormes "leiras" deste saboroso marisco que são frequentemente visitados por sargos, douradas e safia, os robalos vão lá mas é à procura de outras espécies como moluscos, crustáceos e outros pequenos peixes que vivem em simbiose com esta espécie de bivalves.

As capturas dão de facto bastante adrenalina pela luta diferente que se batem em pouca água e ás quais temos de estar verdadeiramente com alguma concentração não vão os bons exemplares pregar-nos uma partida a seguir à ferragem, já que a distancia de ferragem e a pedra vão apenas alguns centímetros.


A pesca ao fundo na falésia á noite



Consiste na utilização de canas, deve ser do tipo canolon 4.5 ou 5 metros de encaixe, pois facilita bastante a mobilidade de deslocação para a descida do pesqueiro e subida, carretos fortes, já que este tipo de pesca proporciona por vezes grandes lutas e boas capturas.Este tipo de pesca foi sendo inovado em termos de material, mas quem não conhece as velhas maquinas Rocha (carreto) e as varas Sportex (canelons), actualmente no mercado e com as inovações no mundo da pesca, temos ao dispor bom material, mais leve e melhor ou igual ao que era/é utilizado.Como é uma técnica de pesca que necessitamos de uma cana com uma boa acção, dada a necessidade de “medir forças” entre o pescador e o peixe, teremos de ter em atenção a qualidade razoável da cana, bem como a qualidade e medida do fio a utilizar na “madre” 0.70/1.00 e no “empate” 0.70/1.10.



Devemos escolher pesqueiros que tenham um fundo de pedra ou mistos, embora os fundos mistos trazem-nos o eterno problema, as pulgas-do-mar, que num ápice nos limpam literalmente a isca do anzol.



Os fundos de areia tem também outro inconveniente, o de taparem grande parte dos buracos que abrigam os safios, moreias, abróteas, rascaços, que são as espécies mais comuns, apesar de por vezes os robalos darem o ar da sua graça, não muitas vezes mas é bem possível numa noite de alguma sorte se capturar algum robalo.



Uma das coisas mais importantes é termos atenção á segurança, nas nossas saídas para estas jornadas vamos sempre bem equipados com uma lente de testa e pilhas suplentes, calçado próprio, roupa confortável e que nos permita liberdade de movimentos, escolhermos um pesqueiro que tenha uma altura segura, é claro que não convém ser muito alto, pois se capturarmos algum bom exemplar temos de dar muito aos braços até o conseguirmos capturar na modalidade caldeirão (levantar o peixe sem o auxilio do carreto, apenas puxando o fio á mão, a cana serve de roldana para que o fio não vá á pedra e parta).Uma nota de atenção este tipo de pesca faz-se apenas em noites escuras, últimos dias do quarto minguante, lua nova e primeiros dias do quarto crescente. Devemos ter também atenção quando utilizarmos o candeeiro a pilhas ou gás devemos coloca-lo num ponto que não transmita luz para a água, bem como termos o cuidado de não apontar luzes para a água, o peixe da noite não gosta de luz.



Os anzóis mais utilizados são os direitos nº 8/0 e 10/0, o que permite a utilização e iscagem de grandes iscas, nomeadamente para iscada de sardinha inteira ou metade da mesma, podemos optar pela iscada inteira ou filetes de peixe (conforme iscos).As chumbadas a utilizar devem rondar as 70 e as 100 gramas, podemos fazer um "fusível" para a chumbada prendendo-a á parte num fio de diâmetro mais fino tipo 0.35, para no caso desta ficar presa ao fundo parte pelo 0.35 e não pelo 0.80, embora a utilização do "fusível" traga outra mais valia, se no caso de termos um peixe ferrado e a chumbada estiver presa, ao partir o 0.35 perdemos a chumbada mas nunca o peixe ferrado.



A colocação do “starlight” na ponteira da cana facilita-nos a visibilidade da mesma e a percepção do toque do peixe, apesar de ser defensor de que neste tipo de pesca deveremos ter sempre a cana na mão, não vão diabo tece-las.

A utilização de um cabo de madeira, tipo moca é uma mais valia, já que quando apanhamos uma moreia devemos ter o cuidado de a matar de imediato já que são um perigo, procedemos a uns toques com a moca na cabeça das moreias. Como iscas temos uma grande variedade de escolha que podemos optar; sardinha (a mais utilizada), bogas, cavalas, tainhas, salemas, polvo, lulas.



Para o engodo devemos utilizar a sardinha como sempre, podemos levar um pisa e devemos moer pouco as sardinhas, deixar grandes pedaços, podemos adicionar areia para que o engodo se encaminhe directamente para o fundo. O estado do mar que mais favorece este tipo de pesca é quando não existe muita força de fundo, tipo entre o metro e os 2 metros.

Nota: Peixe pequeno é devolvido ao mar, por exemplo, safios (samirros) com 1.5 kg por exemplo é devolvido ao mar, já as moreias é muito complicado lidar com elas para lhe tirar o anzol e as devolver ao mar.