Cegonha-branca (Ciconia ciconia) e a nidificação nas falésias do PNSACV

 
A cegonha-branca (Ciconia ciconia) é uma das espécies de aves mais emblemáticas de Portugal, encontrando-se distribuída por grande parte do território nacional. Contudo, na costa do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), nomeadamente no concelho de Odemira, esta espécie apresenta um comportamento de nidificação particularmente singular. 

Na zona do Cabo Sardão, as cegonhas-brancas constroem os seus grandes ninhos diretamente sobre as arribas e formações rochosas junto ao oceano, em locais aparentemente inacessíveis e expostos. Esta situação é considerada única a nível mundial, uma vez que a espécie, embora possa nidificar em diversos suportes, utiliza habitualmente árvores, edifícios, torres ou postes.

Spinning pela noite

A jornada de spinning começou ao cair da noite, já em plena escoridão, com o mar a apresentar boas condições em pesqueiro misto de pedra e areia, e na esperança de encontrar os predadores ativos e mais encostados a terra. Entre lançamentos sucessivos, diferentes zonas exploradas, fui procurando aquele ataque que faz valer todas as horas passadas junto à água, e até aquelas sem capturas.

As primeiras capturas começaram a aparecer, com algumas bailas a responderem aos artificiais e a dar os primeiros sinais de que o peixe estava presente. Mas a jornada ainda tinha mais para oferecer: entre mudanças de artificial, exploração mais afastado da pedra e/ou mais proximo, a persistência na tentativa de ferragem, chegaram também os tão procurados robalos.

Manhãs que ficam na memória


Ainda o sol mal tinha aquecido as pedras quando pai e filho chegaram ao seu pesqueiro escolhido. O mar estava mexido, com uma pequena a espuma criada pela ondulação a rebentar nas rochas, criando as condições ideais para mais uma manhã à procura dos sargos.

Prepararam as canas e os iscos: sardinha, para tentar os exemplares maiores, e camarão, para os sargos mais desconfiados. Com os olhos atentos à água, começaram os primeiros lançamentos, esperando pelo toque que todos os pescadores conhecem tão bem.

Entre sargos e marés, uma jornada de pesca

 
Ainda o dia mal tinha começado quando chegámos à linha de costa, um pesqueiro novo, preparados para mais uma jornada e aventura de pesca entre pai e filho. O mar apresentava-se com condições, alguma ondulação a bater na rocha e a criar aquele cenário perfeito para procurar os sargos junto às pedras.

Escolhemos um ponto mais abrigado, montámos o material e iniciamos a pesca, após uma breve engodagem, as montagens foram colocadas junto das zonas de espuma, e a espera não durou muito. Entre uma conversa e outra, começaram a surgir os primeiros toques e, pouco depois, chegaram as primeiras capturas de sargos. Cada peixe trazia consigo a emoção de mais uma luta naquele ambiente junto às rochas, onde só viamos mar à nossa frente, o que tornava a manhã ainda mais especial.

Mar falso, água mexida e sargos à espreita

 
A imagem traduz bem as condições encontradas no início desta jornada, o pesqueiro situa-se numa zona de costa rochosa, bastante recortada, onde a pedra se prolonga mar adentro e cria diferentes zonas de rebentação, espuma e circulação de água.

O mar apresentava-se mexido, com alguma ondulação e uma forte movimentação de água sobre a pedra. Apesar de, à primeira vista, não parecer um mar particularmente pesado, era um mar “falso”, com algumas entradas de vaga mais fortes e recuos bastante pronunciados.

EPPO reforça populações de robalo na Ria Formosa

 
A Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) realizou, no passado dia 31 de julho, mais uma ação de repovoamento na Ria Formosa, dando continuidade ao seu compromisso com a conservação dos ecossistemas marinhos e a gestão sustentável dos recursos naturais. No âmbito desta iniciativa, foram libertados 3 160 exemplares de robalo (Dicentrarchus labrax), com um peso médio entre 60 e 70 gramas por exemplar.

Pesca no Estuário do Sado passa a ter novas regras a partir de 7 de agosto


A pesca no Estuário do Sado passa a estar sujeita a novas regras a partir de 7 de agosto, com a entrada em vigor de uma Portaria publicada esta quinta-feira, dia 6 de agosto, em Diário da República. O diploma substitui o regime que estava em vigor desde 1990 e estabelece novas condições para a pesca comercial, a apanha e a pesca lúdica.

A portaria aplica-se às águas interiores não marítimas do Estuário do Sado, aos leitos e margens integrados no domínio público hídrico sob jurisdição da Capitania do Porto de Setúbal. Não abrange todo o curso do rio Sado, os seus afluentes ou a totalidade da bacia hidrográfica.

6º sentido

Caranguejo colorido na poça de maré

Barcos de pesca junto às falésias costeiras

Praia dourada com falésias verdes

Arco natural sobre o mar azul

Túnel de canas até à luz

Pôr do sol sobre mar calmo

Exploração do pesqueiro

 

Uma saída centrada na exploração do pesqueiro e na recolha de informação para futuras jornadas.

Alguns dias antes, numa saída dedicada à exploração deste pesqueiro, procurei avaliar a existencia e o comportamento do robalo perante um mar com ligeira ondulação. A zona, caracterizada pela transição entre pedra e areia, apresentava condições muito favoráveis, com um bom espraiar da vaga sobre as lajes e o areal.

A adrenalina do Spinning


Quando o meu filho me disse que queria começar a vir comigo para o mar a sério, a minha primeira reação não foi escolher amostras ou empatar anzóis. Foi olhar para ele e pensar, como é que lhe dou a paixão pelo mar sem nunca lhe tirar o respeito por ele?

Aos 15 anos, a vontade de apanhar peixe é devoradora, mas a pesca de mar, especialmente nas nossas falésias, exige cabeça fria. Antes de qualquer jornada, o nosso primeiro "exercício" foi parar no topo da arriba, olhar a ondulação, contar as séries, perceber onde o mar bate e para onde vai a corrente, se temos condiçoes de segurança para o local que pretendemos ir, e se estão reunidas as condições para termos contacto com o peixe.

"Dá a um homem um peixe, come por um dia; ensina um homem a pescar, come por toda a vida" (parte 2)


O que vai muito além de ensinar pesca, uma filosofia de aprendizagem baseada na experiência, na observação e na autonomia. 

Há um paralelismo muito forte entre aprender a pescar e desenvolver autoconfiança, a pesca nunca foi apenas o objetivo, sempre a vi como um ambiente onde o meu filho pudesse aprender a observar, interpretar e decidir por si próprio.

Não lhe dizia simplesmente "os peixes fazem isto", preferia que ele visse acontecer, que estabelecesse a relação entre causa e efeito, e sentisse a adrenalina que o separa através de um monofilamento ou multifilamento. Ao caminharmos na zona intertidal, em vez de lhe indicar onde colocar os pés, perguntava-lhe onde achava que existia melhor aderência, onde a água escondia uma pedra escorregadia ou onde uma pequena corrente podia desequilibrá-lo, depois comparávamos a sua leitura com a realidade.

Comissões de Pescadores e População da Costa Portuguesa e Autarcas reuniram no Rogil / Aljezur


As Comissões de Pescadores e População da Costa Portuguesa (CPPCP)reuniram no dia 15 de Junho, no Rogil, em Aljezur,l com o Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro e a DGRM - Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Este encontro de trabalho contou também com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Aljezur, Manuel Marreiros, da Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Paula Freitas, da vice- Presidente da Câmara Municipal de Sines, Fernanda Duarte, do Presidente da Junta de Freguesia do Rogil, Paulo Águas, Junta de Freguesia de Porto Covo, José Pedro Arsénio, presidente da Junta de Freguesia do Cercal do Alentejo, Carlos Rodrigues.

"Dá a um homem um peixe, come por um dia; ensina um homem a pescar, come por toda a vida"

 
A iniciação na pesca lúdica que estou a dar ao meu filho de 15 anos que já me acompanha na pesca de mar ao sargo (chumbadinha) e robalo (spinning).

Tentar efetuar pequenas abordagens na autoconfiança, por exemplo na observação do comportamento do peixe e molúsculos, simplesmente mostrando-lhe que ao disponibilizar mexilhão partido ou lapas, até os sargos mais desconfiados se aproximam para uma refeição fácil, ou na deslocação sobre pedras e rochas na zona intertidal, transições em zonas de água e com pequena corrente.

Homem resgatado após queda de arriba na Zambujeira do Mar


Um homem de 57 anos foi resgatado esta manhã, 19 de julho, após alegadamente ter sofrido uma queda de uma arriba, enquanto se preparava para praticar a atividade de pesca lúdica, na praia da Pedra da Bica, a norte da Zambujeira do Mar, no concelho de Odemira.

Na sequência de um alerta recebido pelas 8h11, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), a informar para a queda de um pescador de uma arriba, foram de imediato ativados tripulantes da Estação Salva-vidas de Sines e elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Sines e do Projeto “SeaWatch". Foram ainda empenhados elementos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Odemira, bem como da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), do INEM, da GNR e uma aeronave da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Autarcas e pescadores exigem revisão urgente das restrições no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

 

As Comissões de Pescadores e População da Costa Portuguesa reuniram-se no Rogil com o Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, para exigir a revisão urgente do atual plano de ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV). 

O encontro de trabalho serviu para expor o descontentamento generalizado face às restrições severas impostas desde 2011, focando-se, em especial, no impacto negativo sobre a pesca lúdica e na gestão do período de defeso do sargo.