Há um paralelismo muito forte entre aprender a pescar e desenvolver autoconfiança, a pesca nunca foi apenas o objetivo, sempre a vi como um ambiente onde o meu filho pudesse aprender a observar, interpretar e decidir por si próprio.
Não lhe dizia simplesmente "os peixes fazem isto", preferia que ele visse acontecer, que estabelecesse a relação entre causa e efeito, e sentisse a adrenalina que o separa através de um monofilamento ou multifilamento. Ao caminharmos na zona intertidal, em vez de lhe indicar onde colocar os pés, perguntava-lhe onde achava que existia melhor aderência, onde a água escondia uma pedra escorregadia ou onde uma pequena corrente podia desequilibrá-lo, depois comparávamos a sua leitura com a realidade.
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