O mar apresentava-se mexido, com alguma ondulação e uma forte movimentação de água sobre a pedra. Apesar de, à primeira vista, não parecer um mar particularmente pesado, era um mar “falso”, com algumas entradas de vaga mais fortes e recuos bastante pronunciados.
Esta característica obrigava a uma leitura constante do comportamento das ondas e, sobretudo, a algum cuidado na escolha do momento para colocar o engodo e apresentar a montagem.
Este tipo de cenário é precisamente aquele em que a observação ganha importância. A água revolvida junto à pedra favorece a libertação e movimentação de pequenos organismos, mexilhão, moluscos e outros elementos que fazem parte da alimentação natural do sargo. A própria espuma e a turbulência criam condições para que o peixe se aproxime da zona de rebentação à procura de alimento.
É também possível perceber a importância da colocação do pescador, pela posição sobre a formação rochosa permite trabalhar um exemplar de bom porte numa zona onde a água está constantemente a correr, mas exige atenção redobrada á vaga e às alterações repentinas do mar.
Era neste cenário que iria decorrer a jornada: uma maré já a subir, água bastante movimentada, pedra exposta à rebentação e um pesqueiro com alimento natural disponível, mas tambem com o apoio da engodagem com sardinha.
Com estas condições, a estratégia passou por manter o engodo o mais concentrado possível, procurando aproveitar o movimento da água para ir efetuando algumas capturas de bons sargos.
Iscos/engodo: Camarão e sardinhaTécnica: Chumbadinha
Cana: Barros Titanus 6 m
Carreto: Shimano Sienna 4000


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