Odeceixe: obra inqualificável inventa praia artificial


A intervenção levada a cabo na Praia de Odeceixe, uma das 7 Praias Maravilhas de Portugal, é o mais recente exemplo da falta de sensibilidade ambiental e incompetência técnica de alguns dos responsáveis pela condução das políticas ambientais do nosso país.

Numa época em que, infelizmente, a maior parte da comunicação social parece mais preocupada com os incómodos das obras no litoral sobre os veraneantes de ocasião, do que com os impactos mais ou menos graves que tais obras possam ter, a longo prazo, sobre o ambiente e o património locais, aqui fica, para memória futura, o registo circunstanciado de mais este lamentável caso.

A chamada "Praia Norte de Odeceixe", foi alvo, há meses atrás, de uma empreitada da Sociedade Polis Litoral Sudoeste, no valor de 112 mil euros, que visou melhorar os acessos ao plano de água, ordenar o estacionamento automóvel e enquadrá-lo melhor na paisagem envolvente.

Acontece que a "Praia Norte de Odeceixe", localizada no extremo sudoeste do concelho de Odemira, pura e simplesmente não existe ! Trata-se uma extensão de afloramentos rochosos e cascalho que, na maré vaza, deixa a descoberto pequenas extensões de areia húmida e poças de água, muito procuradas pelos banhistas da verdadeira Praia de Odeceixe para passearem e procurarem conhecer melhor a maravilhosa biodiversidade marinha da Costa Vicentina.

Banco Gorringe já é reserva Marinha

Elevações submarinas da costa sudoeste da Península Ibérica – Fonte: Filipe M. Rosas (http://lisbonstructuralgeologist.blogspot.com/) e GoogleEarth

O Conselho de Ministros aprovou, na sua reunião de quinta-feira, a inclusão do Sítio Banco Gorringe, situado cerca de 200 quilómetros a sudoeste do cabo de S. Vicente, na Lista Nacional de Sítios.

Esta inclusão é justificada pela «relevância que o Banco Gorringe assume para a conservação dos valores protegidos pela Diretiva Habitats da União Europeia».

A inclusão deste novo Sítio com cerca de 2288 mil hectares, em área exclusivamente marinha, vem, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, «assegurar uma melhor representatividade dos valores naturais aos níveis nacional, europeu e biogeográfico, contribuindo para completar a Rede Natura 2000 em Portugal, e em particular no meio marinho».

Obras na praia Dona Ana, em Lagos, motivam queixa contra o Estado em Bruxelas



Ambientalistas falam de “crime premeditado”, levado a cabo pelo Ministério do Ambiente, na praia que foi considerada a “mais bonita do mundo”. A areia passou de dourada a cinzenta, mas a praia pode hastear as bandeiras azul e dourada.

Com três semanas de atraso em relação ao previsto, termina nesta quarta-feira a operação de ampliação da praia Dona Ana, em Lagos.

A obra, com um custo de 1,9 milhões de euros, continua a alimentar polémicas e a dividir opiniões. A Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve (Almargem) anunciou que vai enviar uma queixa à Comissão Europeia contra o Estado português e apresentar no Ministério Público uma outra queixa-crime contra o Ministério do Ambiente.

Segundo os ambientalistas, cometeu-se um “grave e premeditado crime ambiental que não pode ficar impune”. Além da descarga de 150 mil metros cúbicos de areia retirada do fundo mar, dizem, foi construído um esporão a ligar um leixão à arriba, colocando em causa o equilíbrio ecológico. A construção de obras costeiras de combate à erosão marítima tendentes a modificar a costa, argumenta a Almargem, estão sujeitas a avaliação de impacto ambiental. “Essa avaliação de facto não existiu”, diz Fernando Grade, o elemento desta associação que tem estado à frente dos protestos contra esta intervenção.

Chasing ice


Este registo raro costa como o maior evento de quebra de glaciar capturado em filme.

Em 28 de maio de 2008, Adam LeWinter e diretor Jeff Orlowski filmou esta quebra histórica na geleira de Ilulissat, no oeste da Gronelândia. 

O evento durou 75 minutos e o glaciar recuou uma milha por três milhas de largura. 

A altura do gelo é de cerca de 3.000 pés, 300-400 pés acima da água e do resto abaixo da água. 

Polis retira areia da praia de Odeceixe para fazer praia fluvial já no Alentejo


Os trabalhos foram mandados parar pela Câmara de Aljezur por pressão da população. Obra foi retomada ao fim de nove dias e a Polis prevê que a confusão termine na próxima semana.

Mal começou a época balnear arrancaram várias obras na praia de Odeceixe, no concelho algarvio de Aljezur. Instalou-se a confusão nesta zona onde a ribeira de Seixe desagua e serve de fronteira entre Algarve e Alentejo. A população, que depende em grande parte do turismo, protestou e a Câmara de Aljezur — apesar de não ter jurisdição na área — acabou por mandar parar as obras. A decisão obrigou as entidades oficiais a sentarem-se à mesa na quinta-feira. Chegaram a uma solução de compromisso: os trabalhos vão ser retomados, em ritmo acelerado, para que estejam concluídos no fim da próxima semana.

SEMINÁRIO “O Território Marítimo Português: Direito do Mar e Gestão Sustentável”




O Seminário “O Território Marítimo Português: Direito do Mar e Gestão Sustentável” é uma organização da PONG-Pesca (Plataforma de Organizações Não Governamentais portuguesas sobre a pesca), plataforma da qual fazem parte oito ONG de ambiente a trabalhar em Portugal*. O Seminário conta com o apoio da Direcção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e decorrerá no próximo dia 30 de Junho na FCG (consultar programa aqui).

Num momento em que o potencial para o desenvolvimento de actividades económicas no mar é elevado, é urgente debater as variadas questões que se colocam, quer ao nível da jurisdição marinha, quer ao nível da implementação de instrumentos que permitam que este desenvolvimento ocorra de forma sustentável e em que a conservação dos ecossistemas marinhos seja devidamente considerada, dada a sua importância no suporte a longo-termo das actividades económicas e da vida humana.

INQUÉRITO SOBRE A PESCA LÚDICA




A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos está a realizar um inquérito on-line sobre a pesca lúdica tendo em vista conhecer melhor o perfil dos seus praticantes bem como as condições em que esta actividade é praticada.

É muito importante a sua participação! Por isso, responda às questões colocadas e colabore, dessa forma, com a gestão sustentável dos recursos do mar. Os dados recolhidos são confidenciais e serão utilizados de forma agregada, destinando-se exclusivamente a informação estatística e a suportar medidas de gestão que se revelem necessárias.

Fonte: DGRM

Portugal consome 13 sardinhas por segundo em Junho



A sardinha bem pode estar a desaparecer, mas ainda assim Portugal consome 13 delas por segundo em Junho, mês das festas dos santos populares. Esta é média dos últimos três anos, quando a pesca do peixe mais emblemático da costa portuguesa atingiu mínimos históricos.

Em 2012 e 2013, foram vendidas cerca de 2500 toneladas de sardinhas descarregadas nos portos nacionais em Junho, de acordo com dados da Docapesca, a empresa estatal que gere as lotas. Em 2014, o número caiu para 1952 toneladas.

Traduzidos em peixes, estes valores representam em média 35 milhões de sardinhas no mês dos santos, segundo cálculos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), com base em amostras recolhidas nos portos.

#5 Vinil


Uma jornada na companhia do Ricardo Rosalino, iniciamos por volta das sete horas da tarde, desta vez o mar encontrava-se relativamente com alguma cadência e as previsões para os próximos dias não eram animadoras, onde a força de fundo já se notava significativamente pela suspensão de algas.

No inicio começamos pela observação do mar do alto da falésia, resolvemos começar por uma zona de sedimentação que se notava perfeitamente em movimentação, um misto de areias velhas com entradas de novas areias.

#4 Dupla e sargo


Quarta jornada de Spinnig, com peixe, marcada com o regresso ao local das duas anteriores capturas, desta vez optei por explorar uma zona mais a sul do local onde tinha efectuado as capturas no dia anterior.

Do alto da falésia tinha observado enquanto iniciava a descida, a aproximação de uma zona de areia apesar da mesma ainda estar longe da costa, onde formava um bom triângulo de oxigenação motivada pela pouca profundidade e rebentamento das ondas.

Como o dia estava a terminar optei por esse local, iniciando sem sucesso na zona da coroa de areia, efectuo meia dúzia de lançamentos para o tal triângulo de espuma e nada, após a paragem do mar, mais um "set", mais uma insistência e sinto o ataque, um exemplar bom que acabou por ser a única captura efectuada nesse local. 

Lançamento do livro: A Autoridade Marítima Nacional





Desde a Revisão Constitucional de 1982 que ficou claro que a autoridade marítima teria de deixar o âmbito da Marinha em que funcionou durante séculos, em regimes que não eram de democracia e não seriam estados de direito. Só em 2002 foi criada a Autoridade Marítima Nacional, uma estrutura civil operada por recursos do Estado administrados pela Marinha, e cujos dirigentes eram quase só oficiais da Armada, meia dúzia partilhando cargos nas estruturas militar e civil. 

A viabilidade do modelo exigia que quem o operava soubesse distinguir bem o seu papel enquanto militar do papel enquanto, por exemplo, órgão de policia criminal. Mas isso não aconteceu e apesar da clarificação de 2012 e da reforma da defesa nacional de 2014 terem sublinhado as fronteiras referidas, a Marinha continua a diluí-las, temendo que isso acentue a retracção que tem sofrido devido aos cortes orçamentais. 

A solução do problema passa hoje , necessariamente, pela mudança de tutela da autoridade marítima para o Ministério do Mar.

O lançamento do livro será no dia 19 de Maio, pelas 19 horas, no Desassossego, Livraria - Bar - Galeria - Clube Literário, na Rua de São Bento, 34 em Lisboa.

Publicação Chiado Editora

Prefácio de Juiz-Conselheiro 
António Bernardo Colaço

Fonte: Jorge Silva Paulo