Ambientalistas falam de “crime premeditado”, levado a cabo pelo Ministério do Ambiente, na praia que foi considerada a “mais bonita do mundo”. A areia passou de dourada a cinzenta, mas a praia pode hastear as bandeiras azul e dourada.
Com três semanas de atraso em relação ao previsto, termina nesta quarta-feira a operação de ampliação da praia Dona Ana, em Lagos.
A obra, com um custo de 1,9 milhões de euros, continua a alimentar polémicas e a dividir opiniões. A Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve (Almargem) anunciou que vai enviar uma queixa à Comissão Europeia contra o Estado português e apresentar no Ministério Público uma outra queixa-crime contra o Ministério do Ambiente.
Segundo os ambientalistas, cometeu-se um “grave e premeditado crime ambiental que não pode ficar impune”. Além da descarga de 150 mil metros cúbicos de areia retirada do fundo mar, dizem, foi construído um esporão a ligar um leixão à arriba, colocando em causa o equilíbrio ecológico. A construção de obras costeiras de combate à erosão marítima tendentes a modificar a costa, argumenta a Almargem, estão sujeitas a avaliação de impacto ambiental. “Essa avaliação de facto não existiu”, diz Fernando Grade, o elemento desta associação que tem estado à frente dos protestos contra esta intervenção.











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