Estratégia da UE para a Área do Atlântico


Estratégia da UE para a Área do Atlântico

Contributo conjunto da França, Espanha, Portugal e Irlanda
I. Introdução

O Atlântico é o único oceano aberto adjacente a Estados-Membros da UE e constitui uma fonte de novas e diferentes oportunidades marítimas de desenvolvimento, que acarretam novas responsabilidades. É uma passagem para dois outros continentes, um lugar de grandes bacias marítimas distintas, onde existem ambientes extremos de mar ultra profundo. Estas são características genéricas únicas e distintivas de um domínio marítimo muito diversificado do ponto de vista geográfico, social, cultural, científico, ambiental e económico. Esses e outros factores de diferenciação deverão ser tidos em devida conta para aproveitar plenamente o potencial do Atlântico, acrescentar valor às actividades tradicionais e promover novas actividades, salvaguardando para as gerações futuras os sistemas naturais, muitos dos quais são ainda desconhecidos.

Uma estratégia para a Área do Atlântico traz benefícios potenciais, para todas as partes interessadas, através de uma série de prioridades comuns, e para a UE no seu conjunto:

a) Aumentando a consciencialização sobre os desafios comuns e as prioridades partilhadas e fomentando as oportunidades de trabalhar em conjunto quando existirem sinergias para uma abordagem comum;
b) Estimulando o desenvolvimento económico e uma utilização mais eficiente dos recursos;
c) Promovendo uma abordagem eco sistémica para apoiar a implementação da Directiva Quadro “Estratégia Marinha” e, no que diz respeito ao planeamento do espaço marítimo, contribuindo para um uso mais racional do espaço Atlântico;
d) Criando e desenvolvendo projectos e acções tangíveis e mensuráveis com o objectivo de melhorar a sustentabilidade global e a implementação das políticas europeias à escala do Atlântico;

A estratégia para a Área do Atlântico, baseada no reforço da cooperação, em particular a nível
regional, poderá ainda criar oportunidades significativas para:

• Melhorar a implementação das políticas da UE e assegurar que as especificidades da Área do Atlântico são tidas em consideração;
• Melhorar a competitividade e sustentabilidade dos sectores tradicionais (e.g. transportes marítimos, recursos alimentares do mar, turismo marinho);
• Criar e explorar mercados globais para novos produtos e serviços orientados para o ambiente (e.g. Energia Renovável Oceânica, Biotecnologia Marinha relacionada com os alimentos e saúde, produtos e serviços de alta tecnologia SMART para monitorização e gestão ambiental): Estratégia da UE para a Área do Atlântico
• Garantir um maior intercâmbio e acesso ao conhecimento e às infra-estruturas especializadas dos países do Atlântico;
• Estabelecer ligações para o uso das Zonas Económicas Exclusivas e Plataformas Continentais;
• Melhorar a segurança e defesa na Área do Atlântico;
• Melhorar a mobilização e focar os fundos de Cooperação Territorial Europeia para responder às prioridades definidas e criar as bases do financiamento de oportunidades económicas de benefícios mútuos.

A adopção, pela Comissão Europeia, de um Livro Verde sobre a futura Política Marítima da União Europeia marcou o início de um processo que culminou em 2007 com a adopção da Política Marítima Integrada (PMI). A PMI tem sido um objectivo estratégico da União Europeia, marcada por um forte e constante empenho em aprofunda-la e prosseguir a sua implementação. As prioridades das políticas da Comissão para os próximos 10 anos – Europa 2020 – são três: o Crescimento Inteligente, Sustentável e Inclusivo (CISI), as quais deveriam também ser reflectidas na PMI. De igual modo, a PMI, com o seu foco no desenvolvimento de questões marítimas, poderá ter um impacto significativo na coesão social, económica e territorial.

O Relatório de Progresso sobre a Implementação da PMI, publicado pela Comissão em 2009, considerou seis prioridades para a futura implementação da PMI. Como reconhecido pela Comissão, a abordagem por bacias marítimas é um aspecto essencial da PMI. A orientação para novos progressos na sua implementação aponta para o interesse e oportunidade de desenvolver uma estratégia dedicada à Área do Atlântico.

Apesar das diversas políticas nacionais e europeias que são aplicadas na Área do Atlântico, há uma necessidade efectiva de uma abordagem a nível europeu, baseada no reforço da cooperação entre Estados costeiros do Atlântico, comunidades costeiras, o sector privado e a sociedade civil. Para que uma Estratégia para a Área do Atlântico possa aproveitar plenamente as características gerais distintivas da Área do Atlântico, deve prever um modelo de intervenção adequado apoiado em instrumentos de planeamento apropriados, uma programação aceitável e planos de acção exequíveis. Para alcançar esses objectivos, a Estratégia da UE para a Área do Atlântico (EUEAA) requer um envolvimento dos Governos e Chefes de Estado nos processos decisórios e o subsequente empenho da Comissão Europeia na sua gestão e desenvolvimento.

A EUEAA pretende ser uma mais-valia para a Política Marítima Integrada da UE,reforçando a coordenação das políticas e programas existentes ou criando novas oportunidades de partilha de objectivos comuns, permitindo uma abertura das práticas, em muitos casos exclusivas, da cada Estado e promovendo um quadro de acção mais coerente. A cooperação regional no âmbito da EUEAA constituíra uma vantagem significativa no que respeita a um largo espectro de questões, incluindo a recuperação económica, competitividade, desenvolvimento sustentável e questões ambientais. Actualmente já existem alguns destes mecanismos no âmbito de algumas políticas da UE, tais como a Política Marítima Integrada, a política regional ou a política de redes de transportes europeias prevêem já mecanismos. A Estratégia da UE para a Área do Atlântico não
Estratégia da UE para a Área do Atlântico pretende substituí-los, mas sim fomentar uma maior coerência global através de uma abordagem territorial e sectorial integrada.

Após a introdução (na pagina 8) ressaltam alguns pontos que acho pertinentes, os apelidados de acções alvo, pela dualidade de critérios...

Os usos económicos do oceano (exploração) e actividades relacionadas incorporam todas as actividades marítimas directa ou indirectamente humanas que justificam a Estratégia da UE para a Área do Atlântico valorização da Área do Atlântico e apresentam um potencial significativo para fomentar o emprego através da criação de postos de trabalho azul. As acções-alvo e os correspondentes projectos-bandeira (Anexo I) nessa área estratégica incluem:

Turismo e desporto, um dos mais importantes activos económicos das zonas costeiras, com um grande potencial para o desenvolvimento de actividades de recreio e desportos náuticos, como também do eco-turismo. As áreas costeiras são os mais atractivos destinos turísticos da Europa e o impacto da actividade turística traz grandes benefícios às populações locais e regionais, estimulando as actividades económicas.

Transportes, portos e instalações portuárias. Tendo em conta que o transporte marítimo é a principal actividade económica marítima, é necessário definir linhas directrizes claras e apoios financeiros. O desenvolvimento das auto-estradas do mar e de iniciativas e-marítimas ou novas estratégias para os portos e instalações portuárias em águas profundas ou transporte intermodal devem ser encorajados.

Construção naval e reparação de navios são indústrias estratégicas para os países marítimos. É uma actividade tradicional de “alta-tecnologia”, com know-how muito específico e uma força de trabalho altamente qualificada, que apresenta um grande potencial de inovação mas precisa de se adaptar a regras de segurança e legislação ambiental mais exigentes.

Pescas e aquicultura constituem um sector tradicional com implicações socioeconómicos que não podem ser descuradas. Fazer face à escassez de recursos naturais oferece uma enorme oportunidade de aumentar a produção pesqueira através do desenvolvimento da aquicultura offshore. As actividades de pesca artesanal devem ser enquadradas com um estatuto regulamentar específico. A pesca de recreio tem um impacto económico relevante e influencia os recursos costeiros, pelo que o seu papel deverá ser tido em consideração.

Serviços marítimos, já existentes ou resultantes da implementação da EUEAA irão gradualmente evoluir nas várias áreas estratégicas, impulsionando o desenvolvimento em grande escala de infra-estruturas e tecnologias, sustentando uma plataforma de serviços offshore de maior amplitude, como por exemplo os que resultam das exploração de recursos naturais e valorização do potencial energético.

Energia renovável oceânica. A Área do Atlântico é uma das mais ricas áreas do mundo em termos de energia eólica, das ondas e das marés. Estima-se actualmente que, até 2050, cerca de 50% do fornecimento eléctrico da Europa possa ser assegurado por energias renováveis do oceano gerada a partir da costa do Atlântico. Tal traria grandes vantagens para a região em termos de criação de emprego e de comércio internacional de bens e serviços, tanto para a UE, no seu todo, em termos de segurança energética, como em termos de diminuição da dependência da UE de combustíveis fósseis e emissões de CO2.

Biotecnologia marinha. Graças aos seus extensos territórios marinhos, os Estados-Membros atlânticos estão geograficamente bem situados para explorar o potencial de biotecnologia marinha. A biotecnologia marinha oferece uma grande potencial de desenvolvimento inovador e sustentável. O mercado global para produtos e processos de biotecnologia marinha foi prudentemente estimado em 2.8 mil milhões de euros, com uma taxa de crescimento anual cumulativa de 4-5%.

Fonte: https://webgate.ec.europa.eu/maritimeforum/

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Pesca: Nazaré reforça pretensão de criação de zona exclusiva de pesca do anzol


A Câmara Municipal da Nazaré vai voltar a defender junto das entidades competentes, em particular a Direcção-Geral das Pescas, a criação de uma zona exclusiva para a pesca do anzol.

Esta pretensão, assumida por pescadores, armadores e outras entidades ligadas ao sector, foi já apresentada à tutela, mas a ausência de qualquer resposta levou o executivo municipal, reunido no passado dia 30, a aprovar uma proposta no sentido de insistir no pedido.

A comunidade piscatória da Nazaré pretende ver criada uma zona exclusiva para a pesca do anzol, de carácter sazonal (Abril a Setembro, devido às condições marítimas e climatéricas adequadas para a actividade).

Com esta medida, os pescadores acreditam ser possível valorizar o pescado capturado e, assim, melhorar os baixos rendimentos da actividade. O facto de se tratar de uma arte tradicional e selectiva implica um baixo impacto ambiental, contribuindo para a preservação dos recursos marinhos.

A proximidade do canhão submarino da Nazaré da zona sugerida para a criação da reserva é outra das vantagens apontadas, uma vez que, para além da riqueza de nutrientes, é possível pescar a grandes profundidades a curta distância da linha de costa, o que potencia a arte do anzol.

A proposta apresentada à Direcção-Geral das Pescas lembra, contudo, que a criação de uma zona exclusiva de pesca deverá ser acompanhada pela reavaliação do actual sistema de quotas por embarcação, de forma a aumentar o rendimento de cada pescador e, em paralelo, garantir a sustentabilidade das capturas. Tal situação implica também a existência de um sistema de monitorização e gestão das pescarias realizadas neste local.

Fonte: Municipio da Nazaré

Governo pondera criar novas áreas de protecção para aves marinhas


Portugal vai ter três novas zonas marinhas protegidas, uma ao largo da Figueira da Foz, outra em Peniche, junto às Berlengas, e por fim no Algarve (junto à Ria Formosa), para defesa de aves marinhas.

A designação de novas áreas de protecção especial para aves marinhas nas zonas da Berlenga, Figueira da Foz e Ria Formosa está a ser ponderada pelo Governo, revelou hoje o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

A análise técnica que está mais adiantada é a da Berlenga, processo sobre o qual “houve mesmo alguma interacção de discussão pública”. Ainda assim, adiantou, nenhuma das classificações é iminente e cada uma delas não avançará “sem a devida discussão pública e audição das partes interessadas”.


“O dever de estender a Rede Natura 2000 ao mar faz parte da agenda europeia. Portugal tem a vantagem de ter havido um estudo, o projecto Life, que avaliou onde estão as zonas particularmente ricas para certas aves marinhas e é esse estudo que fundamenta as propostas técnicas que estamos a apreciar”, referiu.

Humberto Rosa explicou que a classificação implica “deveres particulares de não interferência e protecção das aves” sem que se anteveja a necessidade de impor restrições significativas.

Isto porque o facto de as aves permanecerem nesses locais actualmente “denota compatibilidade com as práticas que lá decorrem, nomeadamente piscatórias”.

“A própria actividade piscatória acaba às vezes por ser benéfica, ao gerar, por exemplo, restos que as próprias aves podem aproveitar. Creio que os pescadores são um pouco os nossos tutores das aves marinhas no sentido de as respeitarem e até poderem ser proactivos na sua conservação”, disse o governante.

Com a extensão da zona económica exclusiva (ZEE) de Portugal, de 200 para 300 milhas marítimas, em resultado do alargamento da plataforma continental, as responsabilidades de Portugal no quadro da defesa ambiental também se reforçaram à luz das directivas da UE.


Fonte: Publico

Armadores portugueses ponderam desobediêcia ao acordo de quotas de pesca


Os armadores de pescas industriais portugueses consideraram que o acordo sobre quotas pesqueiras revela subserviência da UE a interesses externos e admitiram juntar-se a espanhóis e franceses no incumprimento do regulamento.

"Lamentamos muito que a Comissão Europeia continue com uma estratégia completamente suicida do setor de pescas europeu", afirmou o presidente da Associação dos Armadores de Pescas Industriais, Miguel Cunha.

Para Miguel Cunha, a Comissão Europeia mostrou ser "subserviente aos interesses de países externos à União Europeia", adiantando que "a Noruega aumentou o TAC (Totais Admissíveis de Capturas) em 16%, mas baixou em 43% as oportunidades de pesca da frota comunitária dentro de águas norueguesas".

Uma situação que Miguel Frota classifica como "inadmissível" já que significa que "o mercado está escancarado para os produtos vindos da Noruega, nomeadamente o bacalhau, e a Comissão Europeia não tem capacidade para fazer fazer prevalecer o seu peso".

Para o presidente da associação, o caso é ainda mais grave porque "num momento em que a UE está a passar momentos dificílimos e em que tem que criar riqueza e emprego, a Comissão Europeia é a primeira a assassinar um setor altamente rentável e competitivo".

Desobediência civil

Por isso, a Associação dos Armadores está a ponderar uma forma de, juntamente com os homólogos espanhóis e franceses, "fazer desobediência civil ao regulamento comunitário".

Admitindo que já conversou sobre a possibilidade de não cumprir este regulamento de Bruxelas com os colegas espanhóis, Miguel Cunha sublinhou que a situação é "inaceitável" e que "o mercado europeu é o maior do mundo em termos de pesca mas importa dois terços daquilo que consome".

Os ministros das Pescas da UE chegaram hoje de madrugada, em Bruxelas, a um acordo sobre as quotas de pesca para 2011.

Já esta manhã, o ministro da Agricultura e Pescas, António Serrano, considerou que os interesses portugueses foram "salvaguardados" no final das negociações "muito difíceis".

"Foi muito difícil, mas penso que salvaguardámos a matéria principal do interesse português", disse António Serrano, embora reconhecendo que não está totalmente satisfeito.

Os pescadores portugueses vão pescar em 2011 uma quota 4% maior de bacalhau e 7% no caso da palmeta, uma das preocupações de Lisboa antes do início das negociações.

Um segundo objetivo de Portugal tinha a ver com o plano de recuperação da pescada e do lagostim, em que a Comissão Europeia queria uma "redução drástica" dos dias de pesca das embarcações portuguesas, espanholas e francesas.

As 120 embarcações portuguesas de pesca destas duas espécies, que em 2010 podiam laborar apenas durante 158 dias, passam em 2011 para 98 (uma redução de 18%) barcos que irão pescar durante 142 dias.

Por seu lado, a quota de pescada aumenta em 15%, mas a de lagostim diminui 10%.

Fonte: Comunidade

Este espaço deverá permanecer online em 2011?

Esta a decorrer até ao dia 15 de Janeiro uma votação (lado direito inicio) para apuramento de opinião dos frequentadores deste espaço de qual será o rumo do mesmo apartir de 15 de Janeiro de 2011, não custa muito votar, a sua opinião conta.

As possibilidades de voto são:

- Só convidados
- Sim
- Não

Obrigado

Nota: Se a primeira opção ganhar agradeço que quem votar na mesma coloque o contacto de e-mail e identificação nos comentários (não será divulgado), uma vez que para efectuar os convites terei de ter um e-mail, e depois com o espaço aberto apenas a convidados vai ser difícil me contactarem a solicitar convite.

Cumprimentos e Boas Festas.

William Trubridge - 101 m - Record do Mundo mergulho livre


O hectómetro tem finalmente um registo, William Trubridge, tornou-se o primeiro Homem a chegar à marca dos 100 metros de profundidade em apneia sem assistência (barbatanas ou auxiliar de subida). William Trubridge chegou a 100 metros depois de uma única inalação de ar.

Piloto automático

Trubridge diz não lembrar de muitas coisas que ocorreram durante a nova quebra de recorde, pois, segundo ele, o mergulho foi feito no "piloto automático".

"Isto se torna parte de sua memória muscular, de seu subconsciente. Isto significa mais movimentos eficientes e, com o seu cérebro fora de acção, ele usa menos oxigénio", disse o neozelandês ao jornal "The Dominion Post".

O mergulhador diz que muitas de suas técnicas são decorrentes da prática do ioga.


William Trubridge - Dezembro 12 2010 - 100m World Record CNF Freedive - Video de Fundo



William Trubridge - Dezembro 12 2010 - 100m World Record CNF Freedive - Video de Superfície




Dean Blue Hole - O santuário do mergulho livre

Imagine uma piscina água salgada, com águas quentes e calmas que executar 203 m de profundidade, onde vivem pargos, peixes tropicais multicoloridos, zona que é patrulhada por tarpões prateados e visitado por raias curiosas, tartarugas e pequenos cavalos-marinhos. Uma catedral subaquática decorada com luz e vida.



A 203 metros (660 pés), Dean é o “Blue Hole” buraco azul, mais profundo do mundo, e a segunda maior câmara subaquática. Ele está contido em 3 lados por um anfiteatro de pedra natural e do terceiro lado por uma lagoa azul-turquesa e praia de pó branco. Nunca há qualquer ondulação ou vagas dentro do buraco, e a visibilidade é geralmente entre 15 e 30 metros (50-100 pés). Na superfície do “Blue Hole” é 25 x 35 m (80 x 120 pés), mas abre depois de 20m (60 metros) em uma caverna com um diâmetro de pelo menos 100 metros (330 pés).

É ainda desconhecido como “Dean Blue Hole” foi formado, como é quase duas vezes tão profunda como qualquer outro “Blue Hole” no Caribe que foram formadas quando câmaras de calcário cederam de cima. Uma hipótese é que uma caverna muito mais profunda foi ligeiramente movida para cima.




Um cardume de tarpões em suspensão nas sombras a 30 m (100 pés) e uma tartaruga amigável, por vezes, vem o buraco para uma pausa das ondas do oceano. Os corais, cavernas e bancos de areia do lado da entrada do porto, todos os tipos de peixes de recifes tropicais, meros e pargos.


Método

Vertical Blue é uma escola de mergulho livre fundada sobre três pilares da Academia Apnea:

- Sensibilização
- Segurança
- Gozo

Qualquer prática que não possui um desses elementos será incompleta, o objectivo é alcançá-los todos ao mesmo tempo atendendo aos objectivos individuais do aluno. Na Vertical Blue o curso teórico é integrado perfeitamente com exercícios práticos, tanto mentais como físicos, numa abordagem equilibrada que promove a aprendizagem.


A investigação da física, a fisiologia e a psicologia dos cumprimentos como um desporto, onde se é guiado através de exercícios precisos para melhorar as performances de apneia, aprendendo como aproveitar ao máximo a respiração, a fim de usá-lo como uma ferramenta para relaxamento e mergulhos livres mais longos e mais profundos.

Na sua formação para tentativas de recorde mundial o Director William Trubridge, desenvolveu várias técnicas completamente novas e exercícios de treino, sendo estes incorporados no programa do curso de 5 dias avançado.

Eles incluem:

- “MinEE”
- A estratégia de mergulho para minimizar o gasto de energia
- “No warm-up” de mergulho para reforçar o mergulho reflexo
- Divisão da pirâmide de treino para construir uma base de aptidão e apneia
- Regressão infinita através de yoga
- Subordinada programação da mente inconsciente

Fonte: Stuff.co.nz Vertical Blue

Feliz Natal e próspero Ano Novo


Desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos os frequentadores deste espaço, bem como às suas famílias.

Pescadores chegam a terra com todo o peixe já vendido


Sistema adoptado pela ArtesanalPesca dá novo impulso ao sector e à economia local

Os pescadores de Sesimbra estão a conseguir maior rentabilidade, através de acordos com grandes superfícies comerciais para a venda de peixe-espada preto e de polvo. O resultado foi alcançado pela ArtesanalPesca, uma organização de produtores.

"O pescador quando chega à terra sabe que apanhou tantos quilos e que vai ganhar tanto. Já não anda à sorte", explica Manuel Pólvora Santos, director da ArtesanalPesca e um dos 42 produtores associados. "Tem agora a garantia de que o peixe está vendido e é um preço justo aquele que conseguimos no mercado", acrescenta.

"Somos a única organização de produtores a ter contratos para a compra do peixe aos pescadores sem entrada na lota", congratula-se o presidente Manuel José Alves, que considera que se está "a assistir ao renascer das actividades da pesca e do mar em Sesimbra".

Movimentando um milhão de euros por mês, a ArtesnalPesca é também, diz o responsável, "a única que tem estruturas próprias em terra para a valorização dos produtos do mar".

Com 42 trabalhadores, a organização fundada em 1986 aumentou recentemente para o triplo a sua capacidade de congelação e armazenamento de produtos, com a modernização e ampliação das instalações. O projecto, financiado em 40% pelo programa operacional da pesca PROMAR, custou 2,2 milhões de euros.

Congelar 200 toneladas/dia

Os armazéns compostos actualmente por quatro câmaras para congelados e refrigerados, dois túneis de congelação rápida e um tanque de congelação para a sardinha que serve de isco têm agora capacidade para congelar 200 toneladas de peixe por dia.

O trabalho que é feito abrange a captura, a congelação, embalamento e comercialização. "Metemos no mercado, em lota, o que é para o dia. Depois congelamos e embalamos inteiro ou em postas", esclarece Manuel Pólvora Santos, frisando que a ArtesanalPesca tem acordos com todas as grandes superfícies comerciais.

A última conquista é a do polvo, que é embalado exclusivamente para ser vendido nos supermercados Pingo Doce. A etiqueta sai do armazém da ArtesanalPesca já com o preço de venda ao público, custando o quilo 5,99 euros.

"Este é o caminho que temos de seguir evitando que os produtores sejam a parte mais desfavorecida deste sector que vai desde a captura até à chegada à mesa do consumidor", realça o presidente da autarquia, Augusto Pólvora, frisando que a ArtesanalPesca "é um exemplo a nível nacional e local".

Para o secretário de Estado das Pescas e da Agricultura, Luís Vieira, é de organizações como esta que o país precisa para trazer mais valias para os pescadores.

"Trata-se de uma organização de base em que as pessoas começaram a acreditar que dar as mãos é a melhor forma de se valorizarem", disse ao JN, adiantando que a ArtesnalPesca é uma das mais importantes organizações de produtores do país.

ArtesanalPesca

Fonte: JN

Rumar às vitórias


Nos tempos idos de Direito em Coimbra, entre nós, estudantes, havia quem sublinhasse o apego ao desporto. Com chuva ou com sol, fosse curta ou longa a noite, um de nós dirigia-se invariavelmente de madrugada para o Mondego. Treinava-se com denodo. Queria ganhar títulos. E ganhava. Não vivia sem o seu compromisso com a modalidade. Prolongou-o, mais tarde: desde 2004 é presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC). Falo de Mário Santos. Que foi eleito Chefe de Missão para as Olimpíadas de 2012.

Num país submerso numa “futebolização” castradora, a canoagem é o paradigma do crescimento sustentado de uma modalidade. Sem sofismas e sem lamurias. Sem desculpas na dependência do Estado. Um projecto em que se vê uma estratégia a prazo e medidas para a tornar plausível. Tudo mudou com a chegada de Mário Santos e o rejuvenescimento da FPC.

Rejuvenescimento em visão e, acima de tudo, em paixão. Intuiu-se que Portugal tinha as condições físicas e ambientais para ser uma potência. Planeou-se a emergência de massa humana para almejar o topo. Compreendeu-se que vale a pena investir para ganhar ou estar sempre próximo de ganhar. Para isso, houve que alterar regulamentos e práticas, de modo a premiar quem tivesse mais atletas jovens, mais atletas novos e atletas com mais qualidade.

Em 6 anos:

- Onde antes havia 1.700 atletas, agora há 2.300;
- Onde antes havia 850 menores de 16 anos a praticar, agora há quase 1.300;
- Onde antes se exibia uma medalha internacional, agora exibem-se 17 medalhas internacionais só em 2010, e muitas vencedoras;
- Onde antes ia um atleta a Jogos Olímpicos, agora estão dez no Projecto Olímpico.

Um dos traços essenciais foi enriquecer a base de recrutamento e tirar frutos depois no alto rendimento – onde chega a elite. A grande aposta da FPC é, para qualificar a elite, o desporto universitário. Com um protocolo “estrangeirado” com a Universidade de Coimbra e o aproveitamento do Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho, ultrapassou-se a dificuldade de inconciliação de atletas universitários e talentosos: uma residência universitária modelar, treinadores e praticantes a viver em estágio permanente, agilidade nos estudos e aproveitamento escolar, desportistas com uma carreira, quase todos no trilho do olimpismo.

Chegaram naturalmente os títulos de campeões do Mundo e da Europa.

O outro ponto da filosofia era transformar Portugal num país de acolhimento de estágios e de provas internacionais, aumentando o peso relativo do país. Veja onde se está hoje: depois do sucesso do Mundial de Maratona de 2009, em Gaia, em 2012 teremos cá o Europeu de Velocidade de Juniores e de Sub-23 e, em 2013, a Taça do Mundo e o Campeonato da Europa de Velocidade. E, este ano, estarão 300 (!) estrangeiros das maiores potências mundiais a estagiar nos “training camps” do nosso inverno.

A estratégia foi certa e o Estado podia ver nela uma “carta” para a sua acção: ouviremos falar de canoagem em Londres’2012. Onde o estudante que se levantava mais cedo para se treinar no rio, e que ainda corre para vencer nas pistas dos “veteranos”, levará, justamente, a bandeira de Portugal!

Ricardo Costa

Fonte: Record

O Bom, o Mau e o Vilão

Foto transformada dos Amigos, Coucello,
Zé Carlos
e Ricardo algures em Corrubedo

Será uma sequela do clássico "The Good, The Bad and The Ugly", talvez, mas este filme é outro, a fiscalização continua ao sabor de ventos e marés neste País, as interpretações são distintas, as Portarias uma confusão, as entidades de direito legislam mas não sensibilizam e nem tão pouco identificam locais de proibições ou permissões e os autos vão sendo levantados, sem se saber verdadeiramente o que irão dar...

O Bom

É verdadeiramente por dualidade de critérios o pescador lúdico, porque paga uma licença, e conforme determinados espaços geográficos tem direitos e obrigações distintas do resto da população. O pescador lúdico que pratica caça submarina unicamente, vê a sua actividade ser colocada num patamar bem diferente da pesca apeada ou embarcada em termos de valor de licença, direitos e obrigações, quer temporais, locais e extractivas. O pescador lúdico que está protegido por quedas à noite, pois a legislação só o deixa pescar nas praias.

Mas o bom é também o agente da Autoridade com competências para fiscalizar a pesca lúdica, aqueles agentes que passam coimas e levantam autos e não olham a meios para as aplicar, a bem do financiamento parcial da sua entidade e da do Estado.

O pescador profissional, aquele que enfrenta os contratempos da natureza, que arrisca a vida no mar e que nenhuma legislação o proíbe de ir para o mar em dias maus, ou o obrigue a vestir um colete salva vidas sempre que anda no mar com mar mais mexido (tipo cinto de segurança). O pescador profissional que faz tudo para que tenhamos peixe à mesa.

O Mau

Será sempre o pescador lúdico, porque vai para o mar, "delapida" recursos que seriam uma mais valia em termos de rendimento para oito dezenas de mariscadores profissionais que se acham no direito de ter um recurso natural só para eles. Pescador lúdico esse, que apanha peixe, que eventualmente em tempos de crise, ou motivado por questões sazonais de carência de trabalho, vai para o mar capturando e vendendo alguns peixes para colmatar a carência financeira, mas que foge ao fisco, vende peixe a particulares e a restaurantes mais barato que os peixeiros que compram o peixe a um e vendem por três, mas pagando imposto. Pescadores lúdicos esses que também por falta de um neurónio ecológico em alguns, despejam todo o lixo que levam para o mar (cigarros, latas de cerveja, maços de tabaco, sacos de plástico, etc), tendo os restantes, com os neurónios q.b ter de pagar com autenticas lixeiras em locais que mais deveriam ser santuários que outra coisa. Mau também porque coloca as espécies em vias de extinção e é forçado a restrições de captura de espécies que em lado nenhum do mundo estão em vias de risco sequer, falo do sargo e da restrição de capturas para a pesca lúdica apenas. Um pescador lúdico que pega numa arma de pesca/caça submarina é um verdadeiro terrorista dos mares mesmo que seja selectivo nas suas jornadas, já um pescador profissional que numa rede emalha tudo e mais alguma coisa é diferente por pertencer a uma actividade profissional.

Mas o mau também é o agente que passa os autos, aquele que não sensibiliza, aquele que caça multas, aquele que fecha os olhos à pesca profissional (e não me venham dizer que não tem meios, pois estão bastante bem equipados), são aqueles também que reconhecem que está mal, mas que cumprem ordens apenas porque um dia juraram um dever de lealdade e um código de conduta (coisa que nos tempos que correm duvido que exista).

O pescador profissional porque captura tudo o que consegue para trocar por dinheiro, sem que tenha as questões de sustentabilidade patentes. Muito menos terá a sensibilidade de não poluir o meio que lhe dá o pão (basta que vejamos qualquer porto de pesca na area do PNSACV por exemplo). O pescador profissional que coloca panos de redes durante os fins de tarde de maré cheia junto ás falésias, para que de madrugada, sem que ninguém veja as possa recolher cheias de sargos na altura do falso defeso do sargo.

O vilão

Por fim o Vilão é todo aquele que pratica actos indignos, mas quer pescadores lúdicos, pescadores profissionais, agentes da autoridade ou o comum dos mortais a esta facção pertencerão...


"a Policia Marítima tem um contingente que não chega a 600 elementos a nível Nacional! Logo acredito que não será fácil cobrir toda a orla costeira"

Capitanias: Caminha, Viana do Castelo, Vila do Conde, Leixões, Douro, Aveiro, Figueira da Foz, Nazaré, Peniche, Cascais, Lisboa, Setúbal, Sines, Lagos, Portimão, Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António

Dos 600 elementos, se for esse o número, dividindo por 19 Capitanias em Portugal dará aproximadamente 31 agentes por Capitania, será um facto que algumas Capitanias terão mais agentes que outras, mas em média 31 agentes para cada Capitania não me parece pouco.

Aliado ao facto que existe agora competências delegadas na UCC e dentro dos Parques Naturais existe também os vigilantes do ICNB, I.P., somando os agentes do SEPNA - Equipa de Protecção da Natureza e do Ambiente.

É muito agente mesmo, com delegações e competências de fiscalização para uma actividade lúdica, será que a pesca lúdica está englobada na criminalidade violenta que tem assolado o país?

Creio que seja mais que suficiente efectivos embora infelizmente a fiscalização efectiva apenas recai a “meia dúzia” de utilizadores de costa os tais pescadores lúdicos, e quando digo “meia dúzia” refiro-me a determinadas zonas que pecam por excesso em detrimento de outras zonas ou actividades.

Não tenho visto por exemplo, relatos de patrulhamentos ou fiscalização aos barcos de pesca profissional, pelo menos aqui por estes lados tenho observado barcos desses a colocar redes junto a borda de água (entenda-se 5/10/15 metros da pedra/falésia), mesmo perto do posto da UCC que ultimamente sofreu melhoramentos de equipamento a nível de controlo costeiro, teriam obrigação de estar dotados de melhores condições...

Baleia em tamanho real


Ao aceder a estas fotos terá o privilégio de observar
uma baleia em tamanho real no monitor

Fonte:
WDCS - Guia de espécies