Uma particularidade, foi ferrado com ausência de luz.
Fundo: Misto
Maré: Baixa-mar
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador 3.30
Carreto:Tica - Splendor SJ 3000
Artificial: Rapala - Max Rap - Flake Green 170























Praias recuam 2 metros
As arribas arenosas do Algarve recuam, em média, 1,4 metros por ano, segundo um relatório sobre a Gestão do Litoral da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH-A). Está em causa um dos troços mais turísticos da região, entre Olhos d’Água (Albufeira) e Garrão (Loulé), que inclui Vale do Lobo. Os especialistas constataram que o Trafal registou um recuo médio anual de 84 centímetros, enquanto o Forte Novo atingiu 2,27 metros. No País, só existe uma erosão semelhante: em Pinheiro da Cruz (Grândola).
Para tentar minorar o problema, as praias mais afectadas vão ser alvo da maior operação de alimentação artificial já realizada no País: 8,6 milhões de euros para encher cinco quilómetros de praia, num total de 1,2 milhões de metros cúbicos de areia dragada do mar. O areal irá aumentar 40 metros de largura. Cinco praias de Albufeira, com uma extensão de dois quilómetros, também vão ser enchidas até ao Verão, num custo de quatro milhões de euros.
O Litoral algarvio de arribas arenosas não apresenta uma taxa de recuo homogénea. Em declarações ao CM, Alveirinho Dias, investigador da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve e especialista em erosão costeira, refere que "entre Olhos d’Água e Vilamoura recua menos devido à protecção de molhes", verificando-se o maior impacto na zona entre Forte Novo e Garrão. Num estudo elaborado pelos investigadores Sérgio Oliveira, João Catalão, Célia Sousa e Alveirinho Dias é referido que "a faixa costeira entre Forte Novo e Garrão, a oriente de Quarteira, é um bom exemplo de um litoral de arribas sujeito a acentuada erosão", ampliada "pela construção de estruturas rígidas (molhes de entrada da Marina de Vilamoura e campo de esporões de Quarteira".
PRIVADOS PAGAM 70 POR CENTO
O concurso público da obra de enchimento das praias de Loulé foi lançado em Setembro. O investimento, de 8,6 milhões de euros,é suportado em 70 por cento pelo grupo Vale do Lobo, cabendo os restantes 30 por cento ao Estado.O prazo de execução da empreitada é de 182 dias, devendo estar concluída antes do pico do Verão de 2010. A praia de D. Ana, em Lagos, é outra das praias sujeitas a recarga de areia.
ARRIBAS ROCHOSAS SÃO RISCO
A praia Maria Luísa (Albufeira), onde morreram cinco pessoas no dia 21 de Agosto, tem arribas consideradas rochosas, características da zona mais barlaventina do Algarve. Neste tipo de formações, segundo o relatório sobre o acidente da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH-A), "as taxas médias de recuo não têm utilidade na avaliação do risco", dado que a sua evolução se "processa por uma sequência de movimentos de massa descontínua no espaço e no tempo". Segundo a ARH-A, nos últimos 14 anos registaram-se, em média, 14 movimentos por ano de massa nas arribas do Barlavento, dos quais cerca de metade têm largura maior ou igual a um metro.
"A SOLUÇÃO NÃO É DESTRUIR"
"Todas as arribas são perigosas, quer sejam rochosas ou não-consolidadas.A solução não passa por destruir este património, mas sim por responsabilizar os cidadãos", defende Alveirinho Dias, investigador da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve. Nas zonas de praias concessionadas deverão ser feitas intervenções pontuais quando existir risco para os utentes, mas em zonas não-concessionadas "o cidadão deve estar por sua conta e risco", considera o especialista em erosão costeira.
QUEDAS SÃO IMPREVISÍVEIS
O tipo de ocorrência verificado na Maria Luísa "tem nível de previsibilidade muito baixo", não existindo "capacidade de prever quer a data da ocorrência, quer o local onde poderá ocorrer um fenómeno desta natureza, cujo nível de previsão é idêntico ao dos sismos". Segundo a ARH-A, a faixa de risco para o mar (espaço que deve ser guardado como distância de segurança) corresponde a uma vez e meia a altura da arriba – no caso de ser rochosa – e a um espaço igual ao da altura da arriba, se for arenosa.
DISCURSO DIRECTO
"NÍVEL DO MAR PODE SUBIR UM METRO": Filipe Duarte Santos Professor de Física na Univ. Lisboa
Correio da Manhã – Que risco representa o recuo das arribas arenosas no Algarve?
Filipe Duarte Santos – No Algarve existem diferentes tipos de arribas. As da costa sul são mais instáveis. Já as da costa oeste são mais resistentes. Mas é um facto que as arribas estão a recuar. É necessário monitorizá-las e demolir as que apresentam perigo.
– Em que zona costeira do País a situação é mais preocupante?
– Existem zonas mais vulneráveis do que outras. Se partirmos do Norte, a zona desde a Cortegaça atéà Barra de Aveiro tem um recuo da costa muito pronunciado. Assim como a zona desde a praia do Ancão até à foz do Guadiana, no Algarve.
– Porquê?
– A subida do nível do mar é um dos factores. No século passado, o nível do mar subiu cerca de 15 cm em Portugal. Actualmente sobe 3,5 mm por ano. Se este ritmo se mantivesse, subiria 35 cm neste século, mas a verdade é que está a aumentar. Até ao final do século calcula-se que o nível do mar possa subir 1 metro.
SAIBA MAIS
CUSTO DA SINALIZAÇÃO
A colocação de placas a alertar para os riscos das arribas custa um a dois euros por metro linear. As placas têm um tempo de vida de dois anos.
25 euros é o preço máximo por metro de rede a isolar zona de risco e dura de 5 a 10 anos.
300 euros é o custo máximo de desmonte de arribas, como o realizado na praia Maria Luísa, e reduzo risco por 10 a 50 anos.
COLOCAÇÃO DE AREIAS
A alimentação artificial atinge os 500 euros por metro e dura entre cinco e dez anos. A contenção das arriba custa cinco mil euros e tem uma ‘garantia’ de 25 a 50 anos.
NOTAS
CAPARICA: 22 MILHÕES DE EUROS
O reforço dos espigões e a alimentação artificial com areia das dunas da Costa de Caparica envolvem uma obra de 22 milhões de euros, que ficará pronta no próximo ano
VIGILÂNCIA: ARRIBAS DO OESTE
O Instituto da Água tem a trabalhar uma equipa de vigilância das arribas situadas no troço doLitoral entre a praia de São Pedro de Moel (Marinha Grande) e o limite sul do concelho de Mafra
LITORAL: 300 MILHÕES DE EUROS
O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, disponibilizou 300 milhões de euros para protecção da zona litoral dos distritos de Aveiro, Faro, Braga e Viana do Castelo
Ao abrigo do Programa Operacional Espaço Atlântico, a ANPLED (Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos) apresentou candidatura ao projecto FISH-NET, tendo sido seleccionada com mais quatro entidades Europeias ligadas à actividade da Pesca Lúdica.
O Projecto FISH-NET tem carácter transnacional e tem como objectivos o enquadramento e promoção da pesca recreativa, nos Países e regiões das entidades envolvidas.
O valor estimado para concretização do projecto FISH-NET é de cerca de 2.000.000€, repartidos pelas cinco entidades seleccionadas e conta com o financiamento de 65% desse valor, por parte da Comunidade Europeia.
São parceiros Europeus da Anpled:
Reino Unido: Conwy County Council (in partnership with GwyneddCounty Council & Countryside Council for Wales), Causeway Coast & Glens Heritage Trust, Eden Rivers Trust
Irlanda: Inland Fisheries Ireland, Kildare County Council
França: Fédération de pêche des Pyrénées Atlantiques, Fédération de pêche du Morbihan
Espanha: Diputación Provincial de A Coruna, Fundación Padeia Galiza
A candidatura da Anpled, foi apresentada tendo como linhas mestras a investigação cientifica, a formação de jovens praticantes e a interacção com os pescadores lúdicos e outros cidadãos, com o objectivo de implementar melhores práticas de pesca e a co-responsabilização dos usuários e gestores dos recursos marinhos, por forma a que tais práticas contribuam para uma melhor gestão, protecção e conservação dos mesmos.
A intervenção ao abrigo do referido programa, abrangerá toda a área do PNSACV (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina).
Para levar a efeito o programa FISH-NET, a Anpled conta com a colaboração das Universidades de Évora e Algarve, tendo já solicitado o agendamento de reuniões aos responsáveis por todas as Câmaras Municipais da área envolvente do PNSACV e à Secretaria de Estado do Ambiente, estando a aguardar resposta a tais solicitações.
ANPLED - Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos
Fonte: ANPLED



Fonte: Wikipédia


Esta tarefa teve início em 2007 e ao fim de três anos os resultados desta tarefa de monitorização ambiental já mostram que as espécies do Parque Marinho estão a responder bem à regulamentação adoptada.
Alguns grupos de espécies parecem beneficiar da protecção mais que outros, em grande parte por apresentarem hábitos mais sedentários e/ou fidelidade ao território. É o caso de das raias. Este grupo aparenta já estar a beneficiar das medidas de protecção do parque marinho, e para estes peixes, qualquer indício de recuperação é importante, pois têm-se observado preocupantes declínios nas populações mundiais nas últimas décadas. As raias, tubarões e cações que também mostram uma boa recuperação no Parque Marinho são particularmente vulneráveis à sobrepesca, uma vez que têm crescimento lento e baixas taxas de reprodução. É portanto uma boa notícia saber que encontram no parque marinho um refúgio para recuperar a população!
As espécies de raias que ocorrem na zona do parque marinho com maior frequência (raia-lenga Raja clavata, raia-riscada R. undulata, raia-branca Rostroraja alba) são alvo da pesca com redes dado o seu valor comercial. Os resultados da pesca experimental revelam que estas raias estão a beneficiar das áreas de protecção parcial e total, além de mostrarem tendência de aumento em todo o parque marinho, o que é um sinal do potencial que as medidas de protecção têm de influenciar positivamente inclusive as áreas onde ocorre mais pesca.

Contactos:
ICNB (Gabinete de Apoio à Presidência): T: 213 507 900, icnb@icnb.pt
CCMAR-Biomares (Dra.Alexandra Cunha) T: 289 800 051, acunha@ualg.pt