Férias x Portaria n.º 143/2009 de 5 de Fevereiro

Portaria n.º 143/2009 de 5 de Fevereiro

Artigo 5.º

Apanha

1 — As espécies passíveis de apanha são as seguintes:


a) Ouriços -do -mar, crustáceos, mexilhões, lapas e burriés constantes do anexo II da presente portaria, da qual faz parte integrante;
b) Poliquetas para isco, nos termos da legislação em vigor.

2 — É interdita a apanha de fêmeas de navalheira quando estas estiverem ovadas.

3 — A captura dos organismos referidos no n.º 1, alínea a), pode ser efectuada com faca de mariscar.

4 — A apanha só é permitida aos detentores de licença de pesca lúdica que sejam naturais ou residentes nos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo, abrangidos pelo PNSACV, considerando -se para efeitos de determinação da naturalidade e residência, exclusivamente, a que constar do bilhete de identidade.







Uma vez mais o Verão, com ele a afluência às zonas balneares, com o somatório das marés vivas, zonas areadas e mar manso, a apanha de perceves e mexilhões ressalta à vista, numa semana a frequentar uma determinada praia, nem um único dia se assistiu a uma fiscalização, quer da Policia Marítima como dos Vigilantes do ICNB, estamos no verão como é óbvio existe muito outro tipo de intervenções por estas entidades e como tal os meios humanos não dão para tudo... A conversa do costume.

Brevemente encerrará a época balnear e com ela abrirá a outra época, a época de controlar os residentes do PNSACV que quer em Sagres, Aljezur ou Odemira, se deslocarão ás jornadas de pesca e apanha, mas não pisem o risco porque serão controlados.

Entretanto enquanto isso não acontece, o infanticídio de perceves e mexilhões continua...

Haja serenidade para enfrentar estas coisas dos ambientes, preservação das espécies, legislações e fiscalização ou falta dela...

Portaria n.º 143/2009 de 5 de Fevereiro

Pesca lúdica no PNSACV

Som: Propagação na água





O que terá motivado os saltos destes exemplares de bom tamanho, algumas hipóteses poderão ser apontadas ao ruído do motor, provavelmente aliado a uma baixa profundidade, mas também poderá ter sido o "stress" da movimentação do barco naquele local onde estavam concentrados.

Muitas das vezes os peixes saltam quando estão confinados a uma determinada área, isto é não dispõem da massa de água circular, uma vez que estão perto de uma margem, ou quando são atacados por predadores, o que não terá sido o caso.

O ruído na água propaga-se com enorme facilidade e velocidade, pois as ondas de som tem uma propagação consideravelmente bastante superior nos meios densos, devido à proximidade das moléculas sendo que as ondas serão chamadas de mecânicas, neste caso na água, do que, em comparação com o ar, ondas electromagnéticas.


Basicamente a velocidade em termos comparativos será quatro vezes superior na água em comparação com o ar:

- Água = 1400 metros/segundo aproximadamente
- Ar = 340 metros/segundo

O eco é o efeito causado pela reflexão do som num determinado objecto ou estrutura.

Em termos de conclusão poderemos avaliar que à medida que o barco se afasta (motor = fonte de emissão de som), a actividade dos peixes diminui, assim como o som incidente, por outro lado, se os peixes saltam terão menos incidência de ondas de som fora de água pois trata-se de um meio menos denso e como tal a propagação é inferior e a mais baixa velocidade.

Fonte: Sorisomail

«O mar é de todos nós; pescadores submarinos são portugueses de pleno direito!»

Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar esta petição online:

«O mar é de todos nós; pescadores submarinos são portugueses de pleno direito!»

http://www.peticaopublica.com/?pi=APPSA

Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.

Subscreve a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=APPSA e divulga-a pelos teus contactos.

Obrigado.

Robalos... Onde?!

O Spinning e o Robalo

Os pontos quentes para a pesca de ao robalo, assim como as condições mais favoráveis para a sua captura, e quando se fala em condições, fala-se de mares, correntes, ondulação, ventos, alimentação, características deste predador, hábitos, etc.

Dominar alguns pontos nesta equação que deverá ser conduzida para que dê um resultado positivo no final, existem factores que depois de dominados ao lhe ser somado algumas horas de pratica em jornadas, o resultado será certamente positivo.

Creio que para capturar exemplares não basta ter material e artificiais "xpto", é preciso entrarmos um pouco na biologia deste grande predador, compreender efectivamente que estamos a lidar com um predador e não um peixe qualquer, e que como um duelo o deveremos respeitar.

Dias de mar parado são os indicados para conhecimento dos
afloramentos rochosos, canais ou lajes

Com a chegada do verão, o mar calmo, as ferias e a água lusa, nada melhor do que tirar umas horas para observar determinados locais, aqueles que não conhecemos, aqueles que conhecemos mal e até aqueles que conhecemos bem, poderemos nesta altura tirar a fotocopia, raio-x ou ate a ecografia do local, avalia-lo comparando com o período mais mexido ou com ondulação considerável será uma mais valia, em primeiro lugar porque nos apercebemos dos afloramentos rochosos, bancos de areia, canais de escoa de correntes, etc.

Algumas variantes poderão e vão efectivamente ser alteradas ao longo do ano, mas com elas existe sempre algo que deveremos tentar aprender pela experiência.

A baixa-mar revela afloramentos e coincide com o
período de maior oxigenação das águas

A baixa mar é sem duvida alguma o ponto chave, as suas três ultimas horas da preia mar à baixa mar e da baixa mar à preia-mar, são as óptimas, se bem que poderão ser capturados exemplares posteriormente ou anteriormente a essas horas, pois coincidem com as horas de maior actividade do predador em busca de alimento, não somente por norma, mas sim porque é nesta altura onde a rebentação e oxigenação da água é mais visível junto à costa ou em estratos rochosos submersos na preia-mar que ficam salientes na baixa mar originando uma turbulência de águas.

Esquerda: Local onde o mar parte
Centro/e direita: Local onde se verifica o espraiar do mar

Conhecer bem a zona é de uma importância vital que poderá fazer a diferença, após a leitura conhecimento e analise, poderemos ponderar e avaliar alguns "spot`s", tipo plano B ou C e conjuga-los em diferentes alturas, somando-lhes os resultados, por exemplo o local A é bom com determinadas condições e proporciona ataques e capturas que o local B e C não, mas o local B é muito melhor com ondulação mais elevada, já o C terá de ter vento NO para se conseguir trabalhar os artificiais para la do ponto quente.

Local óptimo para o robalo caçar emboscado na oxigenação

Avaliar e conjugar o vento (quadrante e intensidade) e ondulação (período da vaga e tamanho da ondulação) para um determinado local ou zona será o ponto de partida para não haver desilusões, quer em deslocações em vão, quer em condições de segurança.

As tabelas de marés são outra variante muitíssimo importante, pois dão-nos as horas e amplitudes das mares, nascimento ou ocaso e as fases da lua.

A capa de espuma esconde muita coisa...

A experiência e a pratica ao longo de algumas jornadas com o cruzamento de dados avaliados nos locais frequentados, dar-nos-ao a aptidão suficiente para que ao analisar o mar (vulgarmente apelidado de ler o mar), nos de bases suficientes para que as capturas comecem a surgir.

Creio que a pesca não é mais do que a aprendizagem, recolha de dados e compreensão, só assim obteremos resultados nas jornadas.

Jornada de Spinning ao por do sol

Os peixes circulam pelas correntes e à medida que o estado do mar, as marés e as estações do ano alteram a morfologia do estrato submarino (areias, fauna e flora), também poderão seguir as correntes que levam ou trazem alimento para o litoral marinho.

Robalos nas ondas união para a reprodução

No que diz respeito à jornada propriamente dita, o trabalho preparatório em casa na montagem do "shock-leader" no terminal do multifilamento (quando for utilizado) poderá poupar alguns minutos, mas não será propriamente algo imprescindível, pois com a pratica faz-se no local num minuto aproximadamente.

Jornada de Spinning ao por do sol

Que zonas preferidas poderemos encontrar os robalos?

Zonas de caça deste predador variam entre o meio metro, algumas vezes até menos, até aos trinta, quarenta metros, embora nas estações mais quentes, Primavera e Verão, coincidam com a aproximação mais frequente deste predador da costa, muito em particular pelos movimentos das areias, correntes e comedia (pequenos alevins, poliquetas, crustáceos e moluscos, mais frequentemente.

Robalos na patrulha

Por outro lado a preferência por águas turbulentas e agitadas, bastante oxigenadas fazem-no sentir como se costuma dizer, como peixe na água.

No teatro de operações da emboscada propriamente dita deste predador, pode avaliar-se o descrito no paragrafo anterior, por exemplo, se temos um afloramento rochoso que se torna visível a meio da baixa mar e que a ondulação passa por cima dele ou rebenta/parte em cima do mesmo, está encontrado um local propicio à presença do Robalo, um agente camuflado na espuma, óptimo nas prestações físicas e aptidão para lutar contra alguns factores que outras espécies terão uma dificuldade acrescida, é aqui que o Robalo se sente protegido na sua modalidade de caça, e procura as suas presas debilitadas pela agitação das águas ou com pouca hipótese de êxito de fuga.

Excelente zona de caça, uma baía com fundo de pedra a meia maré,
os estratos provocam a oxigenação

Ondulações e "espumeiros" constantes com intervalo suficiente para se trabalhar uma amostra artificial é sem duvida o ideal, se eles lá estiverem atacarão certamente se estiverem reunidas as condições ideais para serem realizadas as capturas.

Local frequentado por robalos na procura de alimento

Mas esta realidade não se observa apenas nas lajes submersas pois também a poderemos encontrar em fundos de areia ou pedra rolada, locais onde a profundidade diminui consideravelmente para 1/3 da altura da onda, normalmente quando ocorre a quebra da onda e se verifica o inicio do "espraiar" da onda.

Apesar da água lusa os robalos mantém-se neste local, zona
limítrofe a uma praia com movimentação de areia

Existe uma dupla explicação para que em determinado local se verifique a presença de robalos, em primeiro lugar, e isso pode ser visto aquando do inicio da reprodução em zonas de areia ou mistas, os robalos tem por norma o patrulhamento da linha de costa na zona da rebentação, isto é, tem uma zona de entrada, viragem e saída, e esse factor também pode ser observado no acto da caça normal, ou por emboscada.

Robalo

A ter em conta:

Os predadores tendem por norma, apesar de frequentarem zonas de agitação, economizar energia na sua caça, por isto tentam caçar emboscados em zonas que estejam protegidos por oxigenação/ondulação das correntes, embora se possam servir dessas correntes para facilitar o processo de locomoção na água.

Apesar de alguma turbulência superficial das águas existe uma camada entre a superfície da linha de água que poderá ir até aos três metros, (dependendo das condições do substrato rochoso, tipo de ondulação, estado do mar, amplitude da maré), de oxigenação ou "espumeiro". Com isto, ao observarmos uma zona de agitação não quererá dizer que essa agitação se manifeste da superfície até ao fundo, (teremos de atender ao factor profundidade do local), por exemplo se no local se apresentar a uma profundidade de dois metros, com um afloramento rochoso de meio metro à superfície da linha de água, existirá até à profundidade referida uma oxigenação considerável desde meia maré para a baixa-mar, no entanto esse processo será invertido no momento que a maré se transfere para a preia-mar a partir do ponto meia maré, até à inexistência de oxigenação.

Zona de caça e frequentemente procurada por Robalos

As correntes marinhas são a via de alimentação e transporte de nutrientes (plâncton e fito plâncton), já que o mesmo se encontra na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores e menores, a estas correntes, deverão ser somados os factor ventos e aumento da temperatura média das águas. Se existe micro alimento em abundância para pequenos alevins e vegetação marinha, existira um aumento exponencial e rápido desses organismos, o que levará a que as linhas de costa sejam mais frequentadas por predadores.

Acompanhar a baixa mar de forma a que seja acompanhada também as correntes que levam nutrientes e organismos à medida de o nível de água vai baixando, é um exemplo a ser tido em conta.

Na preia-mar com marés de grande amplitude é mais fácil a sua
aproximação à linha de costa

A influência da amplitude de marés é um elemento bastante importante, uma vez que, com marés de baixa amplitude (vulgarmente designadas por marés mortas) o Robalo não ande tão activo em termos de movimentações, com isto poderemos frequentar vários dias o mesmo local ou zona, apesar de não existir uma aproximação da linha de costa, já as marés de grande amplitude (vulgarmente designadas por marés vivas) o processo será inverso, uma vez que, em termos de movimentações haverá mais actividade e a aproximação à linha de costa ser mais evidente.

Praias com ondulação são também pontos
frequentados por este predador

A influência da lua na pesca estará sempre interligada com a amplitude de marés, apesar de não ser regra geral, a fase de lua nova e passagem a quarto crescente (principalmente à noite) poderão proporcionar boas capturas, já no quarto minguante poderão os encontros poderão ser menos frequentes com o robalo.

Teoricamente, a economização de energia no processo de procura de alimento (caça) deveria ser mais efectivo na fase Baixa mar para preia-mar, uma vez que não haveria queima de energia extra, uma vez que o estado do mar e ondulação diminuirão simetricamente aquando da subida da maré, na pratica tenho efectuado o maior numero de capturas de meia maré para baixa-mar.

Triângulo de espuma

A estabilidade atmosférica é outro ponto de relevo nesta serie de factores, uma vez que poderá originar ou causar, através da pressão atmosférica instabilidades a nível de baixa de temperatura, chuva, vento, trovoadas, etc, às quais os peixes são bastante sensíveis, para não falar no factor de segurança que poderá alterar completamente o cenário ambiental de uma jornada.

Mas nem só a nível meteorológico a pressão pode alterar um determinado cenário, pois mediante determinada pressão assim poderá variar consideravelmente a profundidade de permanência de uma determinada espécie, neste caso o Robalo pode ser frequentador da camada superficial, meia camada e fundo, dependendo da profundidade, assim será mais ou menos sentida a temperatura da água, sendo que à superfície estará mais quente que a meia água ou fundo pela acção da energia radiante do sol.

O vento tem a capacidade de alterar o estado do mar, isto é, dá inicio à ondulação, pode alterar a cadencia das ondas, pode aumenta-las ou diminui-las, pode alterar a sua direcção, ou simplesmente acabar com a ondulação.

Pescar é fácil, por vezes complica-se bastante, mas é extremamente fácil, onde iniciar e acabar uma jornada no decorrer dos inúmeros factores ambientais e atmosféricos que nos brindam durante um ano é que é mais complicado...

Spinning costeiro em zonas de areia

Em suma, existe a teoria bastante diferente de pessoa para pessoa, existem traços básicos que tocam e focam vários factores, mas na minha humilde opinião nada nem ninguém como o mar e a experiência pratica que através de erros nos vão comprovando com pequenas ou grandes correcções um ponto óptimo de optimização de resultados nas jornadas feitas e nas que virão...

Nelo Summer Challenge 2010



Vila do Conde, praia de Azurara

10 km em mar aberto a favor do vento - 27 Agosto

Uma prova de 10 km em mar aberto a favor do vento. A prova será aberta a surf ski’s e kayaks de Mar.

Detalhes percurso

A partida será de terra estilo “Le Mans” no Porto de Pesca da Póvoa de Varzim, daí terão que remar 3 km para Nordeste, virando depois a fovor do vento até à praia de Azurara em Vila do Conde onde a meta estará instalada na areia, pelo que haverá um pequeno percurso de corrida na areia até à meta.

800 metros em Surf Ski - 28 Agosto

Um prova de 800 metros, feita em Surf SKi, com início e fim na praia.
Vai ser uma prova sempre em barcos monoclasse.


Detalhes barcos

Um mono lugar, baseado no Nelo Spec Ski para competições de Salvamento.
Cada participante vai ter uma cor que corresponderá ao barco e à t-shirt a usar durante a prova. Ex. um atleta pode usar um barco vermelho na eliminatória e depois ter outras cores à medida que vai avançando na competição.


Detalhes percurso

A partida será na praia, terá que correr para o seu barco, remar 400 metros, passar pelas bóias, regressar à praia e correr para a linha de chegada também na areia.


Resumo da edição Nelo Summer Challenge 2009



Prize Money

A isto serão adicionados 2000€ para o Nelo Hot Spot, isto é válido para o 1º atleta masculino e 1ª atleta feminina (Dia 1).



Detalhes do evento

Fonte: summerchallenge.nelo

Pesca Morcêga

Jornada nocturna

Uma jornada com bastante condimento vegetativo oceânico (algas), que era raro o lançamento que não houvesse prisão de algas nos triplos, situação que melhorou consideravelmente na baixa mar, com o recuo da maré a densa camada de algas em suspensão seguiram o mesmo caminho, ficando para lá da rebentação.

As tentativas acabaram por culminar na captura destes três exemplares, ainda houve um sortudo que teve a felicidade de se ter desferrado ao fim de algum tempo.

Ainda fiquei sem a Bakunba 140 que se fixou na pedra e acabou por partir a baixada, mas como se tratava de uma artificial telecomandada regressou ao fim de algum tempo a um caneiro onde a ondulação "espraiava"...

Fundo:
Misto
Maré: Baixa-mar
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador 3.30
Carreto: Vega - Regal 40
Artificial: West Lab - Bakuba 140

Universidade do Algarve: Mestrado em Oceanografia

Aceder ao cartaz para aumentar a resolução

Julho: Regresso


O regresso não podia ter corrido de melhor forma...

A companhia foi boa, as capturas foram boas sendo que o regresso aquele tipo de pesca que tantas alegrias nos dá, algumas vezes nem tanto mas é normal, pois estamos a lidar com vários factores que condicionam os êxitos, e quando as condições estão reunidas, com um pouco de sorte se capturam alguns exemplares.

Foi o caso, depois de termos chegado ao local, escolhido pelo Primo, ao fim do terceiro lançamento sai um exemplar "quileiro".


Este é o segundo exemplar capturado, estava a compor-se.


Mas o exemplar da jornada estava para sair 4,800 kg, artificial toca na água por cima de um estrado de pedra onde já lá ficaram algumas, mas desta vez em pouca água a surpresa, um arranque fenomenal, com a agravante do local ter bastante pedra e o receio do multifilamento não aguentar a investida vezes algum toque na pedra.

Alguns momentos depois e já à superfície foi mante-lo com a cabeça fora de água e reboca-lo até bom porto, não fossem os bicos dos ouriços me terem "vazado o pneu ao pé esquerdo" mas nada de grave.


Jornada espectacular Obrigado Primo, pela boleia, jornada, companhia e sensações dias destes ficam marcados

;)

Fundo: Misto
Maré: Baixa-mar
Multifilamento: Fireline Cristal 0,17 mm
Cana: Vega - Predador 3.30
Carreto: Vega - Regal 40
Artificial: Daiwa Saltiga 170

Opinião... Pesca... Futuro...

Tenho uma loja de pesca há 3 anos, conheci e vi o mundo que girava e as hipóteses de negócio e de fazer uma vida em torno deste ramo, sei que os tempos são difíceis para todos os ramos...

Sei que por vezes temos que ter a vida ocupada , e se quisermos ser independentes temos que enveredar por um caminho qualquer, eu enveredei por este, o ano passado idealizei e pus em pratica a loja "online", que funciona acima das minhas expectativas e vende e trabalha, mas para isso acontecer, eu trabalho todos os dias, TODOS!!

Eu compro o que nem sei se vendo e baixo o preço ao culminar de se trabalhar com margens de supermercado, mas esse não é o filme, o filme é que o negocio da pesca está a mudar,e tenho a certeza que num espaço de 10 anos, mais de metade das casas vão fechar, e as que ficarem abertas vão eternamente dever a fornecedores e a pedir dinheiro á Cofidis a 30% ano para pagar o que devem, obrigando os lojistas a ir apanhar robalos para vender de forma a pagar as dividas...

Então...? Algo está mal... Algo não está funcionar no sistema... Exemplo: Uma cana de 100€ dá de lucro ao vendedor uma média de 30 a 35€, não se vendem canas todos os dias, isso é certo, uma amostra dá de ganho 1 a 4 € maximo!! Para arrecadar os 100 € diários de ganho essenciais para pagar as contas, muito se tem que vender!!!

Vendo as coisas por este prisma , eu tenho a certeza que se uma loja não estiver aliada a uma outra actividade não tem hipóteses de sobrevivência, os sites vieram pôr isto em guerra...

Começou com o "Bass n bait", que baixou as margens até ao extremo pois não possuem loja física, estando isento de despesas inerentes assim como a "Alvarez", e levou "n" lojas a não trabalharem com as marcas que esses mesmos sites operam, muitos lojistas (eu, a Maresia e o rui), entramos na jogada e batemos os preços, cada um de nós tem uma marca de eleição, e opera nesse mercado e baixamos ainda mais, sei que muitos lojistas mais idosos se ressentiram, mas acreditem é um ciclo e tudo tem um fim, o vosso e o nosso!!

Mais cedo ou mais tarde aparecerá um site sediado num pais de 3º mundo com preços vindos de lá que arrasarão por completo a venda "online" daqui( europa), mais cedo ou mais tarde aparecerá uma ou duas ou três "mega stores" com um bom "background online" que controlara o país, temos um exemplo, a "Decatlon", veio alterar muita coisa, preços mais baixos em vários produtos assentes numa mão de obra escrava e numa venda directa, evitando intermediários...

Imaginem se isso acontecesse num espaço que comercializa-se marcas de renome, o que seria das casas de pesca tradicionais e regionais, teriam que se converter em pontos de venda de isco e consumíveis rápidos... Vai acontecer, mais cedo ou mais tarde!!

Acho que os importadores tem muito a ver com a situação que se passa, impingem, fazem o trabalho na perfeição, vendem sob campanhas ao lojista assentes ou em "plafonts" de compra ou em quantidade para se atingir um determinado nível de desconto que pode ir até aos 50%, deixando lojistas sem capacidade de compra de lado, pois não podem competir com preços muito baixos, e valorizando lojistas em certas regiões em detrimento de outros.

A realidade é que esses importadores são em parte o "velho do Restelo" que deixa agonizar o sistema que ruirá de uma só vez... Cada vez mais , as representações são entregues ao mais forte, Espanha!!!

E a politica desses meninos , é a seguinte, em vez de termos 300 lojistas no pais inteiro(Portugal) teremos somente nas áreas mais influentes e nas outras nas lojas de renome, acabando por ajudar a matar o pouco que restava, temos o exemplo da "Normark" que exige compras avultadissimas na ordem dos 35.000 € anuais para se atingir o desconto máximo, mas ao meio do ano, lança mais uma ou duas promoções em que o carreto y e o z baixam para metade na compra de 50 unidades do mesmo, o lojista atrapalhado, desejoso de se livrar do stock que já tinha, alinha e não ganha nada!!

Este proteccionismo tem que acabar!! Compete ao cliente final ter a consciência disso e de boicotar essas marcas!!

Havia uma prostituta na minha aldeia que cobrava preços diferentes no seu labor, os primeiros clientes pagavam z, os 5ºs e os 9ºs tinham um preço mais baixo e os últimos pagavam metade...

Com as canas e os carretos é o mesmo, no principio é uma fortuna e passado um ano está a menos de metade, isso tira credibilidade, e faz-nos sentir enganados, eu assim me sinto!!

Quem ganha não sei, mas eu e os meus colegas não ganhamos de certeza, não conheço um único lojista exclusivo de pesca rico, e no entanto vendem-se milhares!!

A solução é a seguinte, os importadores de capital próprio apoiarem e fomentarem a venda dos seus produtos assentes na representação directa assente em comissões de venda, ou em consignações ás lojas.

Corremos o risco de acabar sem material e ter que ir ao "chinês" comprar ou á "decatlon"...

Eu por mim tenho um rumo definido, a loja "online" vai continuar, afinal são 36.000 visitas mensais que rendem alguma coisa, mas sabem...?

Cada "kayak" que alugo rende tanto como uma cana de 120 €, cada vez que vou á pesca com um camone ganho tanto como vendendo um "kayak", e meus amigos lojistas, abram os olhos e parem de ser sub comissionistas do sistema vigente...

Joaquim Lourenço (pescavicentina@gmail.com)

Robalo: Pré - Reprodução

Robalo - Dicentrarchus labrax

Anualmente a fase de reprodução do Dicentrarchus labrax, vulgarmente conhecido como Robalo, coincide com a chegada do Inverno, sendo esta fase caracterizada, por diminuição da temperatura do mar, mares com agitação considerável e mais instável, durante esta várias espécies escolhem para migrarem para águas mais temperadas, outras mantêm-se e algumas outras escolhem esta altura para se reproduzirem, como é o caso do Robalo.

No inicio desta fase reprodutora é normal existir uma concentração da espécie junto à linha de costa, caracterizado pelo “patrulhamento” de grandes cardumes de machos e fêmeas, onde os machos superam em número a quantidade das fêmeas, que em comparação com os machos são de maior porte.

È a fase onde este predador desliga o relógio metabólico (deixando quase praticamente de procurar alimento, apenas tem comportamento competitivo e predatório que tanto o caracterizam e liga o relógio biológico, como que vivendo exclusivamente para esta fase tão importante para a espécie, a sua reprodução e continuidade da espécie nas gerações futuras.

É uma fase onde o poderemos observar com maior frequência nas linhas de costa, no topo anterior à rebentação das ondas, como que a patrulhar a zona anterior à oxigenação provocada pela rebentação da ondulação, terão sempre que incomodados hipótese de entrarem na cortina branca (oxigenação), basicamente é difícil encontra-los refugiados em tocas ou fendas, porque desligaram a sua performance básica de predador nocturno e da sua segurança diurna.

Exemplo de zona de repouso

Depois desta fase de aglomeração de grandes quantidades de exemplares, e fecundação das fêmeas, o seu mecanismo volta a ser ligado, como que se um dispositivo se tratasse, começam a voltar as suas performances de caçador nato em busca de presas para a sua alimentação, uma vez que nesta altura perdem algum peso, principalmente as fêmeas depois da desova, mas facilmente recuperam devido à sua astúcia e agilidade em busca de alimento.

O mecanismo de predador nocturno sobressai, começam a repousar em tocas e fendas no período diurno, estando mais activos na fase do por do sol – noite – nascimento do sol, normalmente ainda numa área não muito dispersa da zona escolhida de desova das fêmeas, que coincide com fundos de areia de granulómetria mais ou menos grossa.

Neste período de Inverno, (mas nem só principalmente no verão com maré mais calmo a água tem tendência a ficar “lusa” ou “vidro”) poderão existir ventos do quadrante sul que limpam completamente a água e o mar pode ser mais calmo, quando tal acontece, o Robalo tem tendência a procurar abrigos tanto em zonas pouco profundas como de profundidade média.

Galeria: Zona com varias entradas/saídas de interior amplo

Os robalos são incontestavelmente os grandes frequentadores de fendas e buracos no substrato submerso, fazem-no porque encontram ai segurança diurna, apesar de ser considerado um predador de topo da nossa costa é uma característica que prima em cumprir para descansar, uma vez que as águas paradas e de temperatura superior lhe dão menos mobilidade para caçar emboscado, para não falar no facto de ser perfeitamente visível no ambiente diurno com mar calmo e sem oxigenação/rebentação de água.

Geralmente as zonas de repouso de robalos são formadas por "lajes" corridas com sub elevações ao nível do fundo, falhas horizontais ou verticais com acesso a galerias que tenham varias saídas ou apenas uma ampla, buracos escuros formados por assentamento de fragmentos rochosos, poderemos encontra-los em repouso em frente ou nas zonas limítrofes arenosas, de cascalho, de fundos de rocha sedimentar (arenitos), principalmente se nessa zona a oferta de alimento é grande, tendem a não se afastar muito desse local.

Em repouso ou "entocados", sentem-se tranquilos nestes esconderijos que poderão ter outros ocupantes tais como sargos e douradas.