Maja capensis: Ecdise em directo


Ecdise em directo

Possuem uma carapaça característica, áspera e com picos, picos esses que normalmente se cobrem com algas e que lhe concedem uma camuflagem perfeita, com um comprimento (envergadura) de patas muito superior ao tamanho da carapaça.

As santolas vivem em fundos rochosos ou de cascalho, mas poderão ser encontradas em fundos de areia.

A nível da reprodução existem dois tipos o macho e a fêmea, isto é, um
dimorfismo sexual onde normalmente são distinguidos pelo tamanho das pinças frontais e pela região do abdomen.

São organismos invertebrados e tem como nome cientifico "Maja capensis" mais conhecido como Santola.

Os crustáceos (do latim crusta = carapaça dura) têm um exosqueleto de quitina e outras proteínas, ao qual se prendem os músculos e onde é armazenada toda a estrutura interna (órgãos vitais) dos mesmos.

Estrutura da molécula de quitina

Para poderem crescer, estes animais têm de se desfazer do exosqueleto "apertado" e formar um novo, a muda ou ecdise, como comprova o vídeo acima, é um processo onde todo o exosqueleto é removido (como que de uma armadura se tratasse), ficando a estrutura interna mais debilitada pela acção dessa muda por alguns dias até atingir a dureza que lhe permita uma resistência considerável e maior resistência a impactos, saliências de substrato ou acção de predadores.

Nesta fase a acção da alimentação fica bastante reduzida pela impossibilidade de utilização das pinças frontais, uma vez que estão muito frágeis, a alimentação resume-se à filtração dos nutrientes da água.

O exoesqueleto é também apropriado para que não se desidratem quando estão expostos ao sol.

São organismos decápodes ( deca = dez + podes = patas, pés), são organismos de dez pés/patas, caracterizam-se por apresentarem cinco pares de extremidades locomotoras.

Por vezes poderão ser confundidos, pelos mais pequenos, como "aranhas do mar" pela sua semelhança à aranha.

Crustáceos decápodes, do livro de Ernst Haeckel
Artforms of Nature
, 1904

Classificação cientifica

Reino: Animal
Filo: Arthropoda
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda

Regime sancionatório aplicável às infracções praticadas pelos utilizadores da orla costeira

O Conselho de Ministros, aprovou o Decreto-Lei que estabelece o regime sancionatório aplicável às infracções praticadas pelos utilizadores da orla costeira, no que respeita a sinalética e barreiras de protecção.

Este diploma tem como objectivo base dois pontos, a prevenção e segurança de pessoas e bens e o reforço dos poderes das autoridades com competências de fiscalização nesta área.
Existe uma evolução considerável de degradação e recuo das arribas que resulta nos desmoronamentos e quedas de blocos.

A dispersão de ocorrências por todo o território nacional litoral é uma característica que impossibilita a capacidade de avaliação de estruturas, uma vez que existem condicionantes internas e externas que poderão accionar a erosão de massas, prever uma zona de risco aparente não implica que uma zona existente a uma distância considerável, e que a “olho nu” apresente melhores questões de segurança que a zona em risco, é impossível prever tal situação.

O diploma aprovado incide na questão do incumprimento da sinalética informativa, que foi colocada numa determinada área de estudo e que apresenta um risco elevado, como tal deverá ser respeitado, mas também a destruição, remoção da referida sinalética imputa coimas, uma vez que para além do vandalismo coloca a vida de terceiros (pessoas e bens) em risco.

Foram estabelecidas coimas para quem remova, danifique ou destrua as estruturas de protecção ou de sinalização existentes nestas zonas, as quais podem variar:

- Para pessoas singulares, entre 200 euros e 750 euros
- Para pessoas colectivas, entre 1000 euros e 2000 euros.

Foram também fixadas coimas entre 10 euros e 50 euros para quem permaneça em zonas interditas ou transponha barreiras de protecção.

Segundo o diploma, a fiscalização do cumprimento do disposto no decreto-lei compete às Administrações das Regiões Hidrográficas, aos órgãos locais da Autoridade Marítima – Policia Marítima e às autoridades policiais ou administrativas competentes.

Fonte: Portugal.Gov
Ver mais: Ualg

Especialistas na pesca

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Zonas de Risco na Orla Costeira - Sinalização


Despacho do Sr. Presidente do Instituto da Água, I.P.

Ao abrigo da alínea b) do n.º 3 do artigo 8.º da Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro, e para efeitos da sinalização de situações de risco associado aos sistemas costeiros, foram aprovados os modelos dos sinais, bem como as regras a observar na sua utilização.

Despacho n.º 21/2010 (pdf 355 kb)
Sinais de perigo e proibição (pdf 60 kb)
Folheto informativo (pdf 896 kb)


DESFRUTE A PRAIA EM SEGURANÇA (Folheto informativo)

Fonte: Inag

Arribas: Penalização para banhistas que não cumpram sinalização será discutida na próxima semana

O diploma sobre penalizações para banhistas que ignorem as sinalizações de perigo nas arribas nas praias "está a sofrer alterações" e "deverá estar preparado para Conselho de Ministros da próxima semana", segundo afirmação da ministra do Ambiente, ontem.

Em maio, aquando da derrocadas controladas de quatro arribas numa praia do Algarve, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, disse: "É importante que o cidadão colabore e perceba o perigo das arribas." Enquanto sublinhava que poderia "ser produtivo legislar no sentido da penalização por não se respeitar a sinalética".

Questionada pelos jornalistas à margem da entrega do Prémio Defesa e Ambiente, em Oeiras, sobre o estado da medida, Dulce Pássaro disse que as penalizações "já estão no processo legislativo" e que "já foram a reunião com secretários de Estado".

Fonte: Lusa

1ª "Coaching Clinic" - Iniciação ao Bodyboard


A todos os interessados, o N.B.Z.M informa que temos prevista a primeira "Coaching Clinic" de iniciação ao bodyboard, para o dia 5 de Junho.

Para partilhar alguns ensinamentos conosco teremos o conhecido bodyboarder João "Jofi" Barciela, que em conjunto com alguns membros do N.B.Z.M vão dar algumas dicas a todos os que se queiram iniciar no bodyboard.

Os participantes serão divididos em dois grupos.

Pela manhã iremos dar uma pequena aula de iniciação, a pessoas que queiram um primeiro contacto com o bodyboard.

Temos algum material para emprestar, a quem não possuir material próprio. Mas pedimos a quem não tem material, que nos contacte com a devida antecedência de modo a conseguirmos material para todos.

Todos os menores devem estar acompanhados por um maior de idade.

Pela tarde, a aula será dirigida a bodyboarders iniciantes e/ou nivel médio que queiram melhorar a sua técnica. Além da prática, em que o bodyboader João Barciela irá dar alguns conselhos, e acompanhar a aula dentro de água. Haverá também uma componente teórica.

A aula será filmada e posteriormente exibida, para algumas correcções técnicas.

Os interessados devem contactar para o nosso e-mail (provisório): jpmgendes@yahoo.com


Fonte: N.B.Z.M

A destruição da terra, atentado nº...

O presidente dos Estados-Unidos comparou o derrame causado pela explosão da plataforma “Deepwater Horizon” ao ataque terrorista que em 2001 resultou no colapso das Torres Gémeas, afirmando que o incidente no Golfo do México “vai mudar a forma como pensamos  sobre o ambiente e a energia durante muitos anos”.

Passaram praticamente dois meses após o acidente na plataforma de exploração petrolífera “Deep Horizon”, no Golfo do México, que esteve na origem do derrame do derrame de petróleo que ameaça os ecossistemas marinhos da zona bem como as costas de vários estados norte americanos.

Depois do insucesso no estancamento da fuga por meio da selagem com cimento através num procedimento conhecido como “top kill”, a BP conseguiu, a 4 de Junho, colocar com êxito um “capuz”.

As equipas da companhia inglesa no terreno conseguiram assim diminuir a quantidade de crude libertado no meio marinho, que terá atingido os 40 000 barris diários segundo a estimativa mais recente, dos quais 15 000 estão a ser “capturados” e armazenados em barcos à superfície.

Numa entrevista concedida ao sítio Web “Politico”o presidente norte americano Barack Obama comparou o desastre ambiental causado pela explosão do “Deepwater Horizon” ao ataque terrorista que afectou a nação em 2001.

Segundo Obama o incidente” vai mudar a forma como pensamos sobre o ambiente e a energia durante muitos anos”, afirmando que “está na hora de iniciarmos a transição [de uma economia baseada no petróleo] e investirmos numa nova forma de fazer negócios no que toca à energia”.

O presidente norte-americano afirmou que embora não seja possível prever quando é que a tecnologia necessária para a transição estará disponível, do que não há dúvidas é que a disponibilidade dos combustíveis fósseis vai continuar a decrescer tornando-os recursos mais dispendiosos e com custos ambientais para as gerações vindouras.




Fonte: Bogobom